Move That Jukebox!


O Tim Festival pode cair a qualquer momento by movethatjukebox
março 5, 2009, 2:11 pm
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killers

Na foto: The Killers, que se apresentaram no Tim Festival ’07

Desde 2003, quando foi tirado das mãos dos cigarros Free pela nova legislação e assumido por uma empresa de telefonia móvel, o Tim Festival arrematou o posto de melhor festival de música alternativa dessas terras – isso, dizem, até o Planeta Terra desbancá-lo. Antes mesmo da mudança de patrocinador, o Free Jazz (como era chamado até então) já havia trazido nomes que estão longe de sair da boca da mídia internacional: Sigur Rós, Belle & Sebastian, Sonic Youth, Massive Attack, Björk e, entre muitos outros, o alemão Kraftwerk, que volta ao Brasil nesse mês.

O evento já havia sido cortado de Curitiba no ano passado, e no início do ano já se espalhavam boatos de que São Paulo e Belo Horizonte também seriam riscados da lista da TIM, restando apenas a capital carioca como casa do festival. Agora, com a troca de presidentes da empresa, até a edição do Rio de Janeiro do Tim deve ser engavetada para maiores investimentos na área de “negócios e serviços”.

Entretanto, ainda parece haver uma luz no fim do túnel (muito, muito no fim): A princípio, o cancelamento  não é oficial até que as negociações entre a TIM e a Dueto Produções – responsável pela organização do evento – se concluam. De qualquer forma, as expectativas são as piores possíveis – principalmente para os cariocas e mineiros, que não têm o gordo consolo do Festival Planeta Terra em seus jardins.

O Prêmio Tim também deve ser sacrificado com a nova política da empresa.

Por Alex Correa

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MTJ Magazine #4 by Neto
outubro 29, 2008, 11:46 am
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Fotos: Site do Tim Festival, Isabella Corrêa e Sérgio Luiz

A partir de hoje, o Move That Jukebox! receberá atualizações diárias de notícias. Para conferi-las, basta rolar a página.



Novas Raves fez o Tim Festa começar mais cedo by Neto
outubro 29, 2008, 11:44 am
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No Rio de Janeiro, as novas raves fizeram a grande festa do Tim começar antes mesmo de Junior Boys e Gogol Bordello pisarem em seus respectivos palcos. Com algum atraso, Neon Neon deu início à seu show por volta das 22:30, mas os poucos minutos que ficou no palco fizeram valer a espera de aproximadamente uma hora. A apresentação começou morna, enquanto as mulheres admiravam a beleza cult de Gruff Rhys, os homens babavam pela apaixonante Cate Le Bon e os bis decidiam para quem deveriam olhar com mais frequência. Não se passou muito tempo até Har Mar Superstar aparecer no palco de surpresa e transpirando irreverência. Vestindo uma camisa do Menudo, Har Mar passou a atrair todos os holofotes do local, com suas requebradas conquistadoras e, em um momento de ápice, sendo ovacionado incessavelmente enquanto cantava de cabeça para baixo, a pouquíssimos metros da pista.

Enquanto o homem não estava no palco, Gruff, Boom Bip, Cate e um baterista de nome desconhecido por mim tiveram maior feedback nas ótimas Steel Your Girl e Dream Car, que abriu o show. Durante toda a apresentação, o grupo sustentava-se em gravações de pequenas frases que se comunicavam com a platéia em português, com um forte sotaque britânico. A única mulher do grupo chegou a cantar de joelhos em alguns momentos, talvez pela falta da cadeira de diretor de cinema que a acompanha em shows europeus. Rhys, considerado o novo John Lennon pelo Snow Patrol, pareceu inspirado durante toda a apresentação e com um perfil mais geek do que o usual, lembrando vagamente os rapazes do The National, que tocaram no dia anterior na capital fluminense. Mais tarde, descobri que os olhos fechados de Gruff não tinham muita relação com inspiração, mas sim com uma noite de bebedeira. Mas isso é uma outra história…

Depois de um flashback dos anos 80, os integrantes do Klaxons entraram no palco exibindo sorrisos largos. Simon e James usavam as mesmas roupas da apresentação anterior, em São Paulo, o que foi facilmente abafado pela qualidade do show que viria a seguir. Com menos luzes do que o esperado, os britânicos abriram seu setlist com The Bouncer, originalmente de 2006, que só não fez as pessoas se remexerem mais do que o show do Gogol Bordello, que aconteceu mais tarde nessa mesma arena. A maior parte da animação do público se deu graças ao fato de que o show havia acabado de começar, ou seja, graças ao momento de êxtase puro. Entre super hits como Golden Skans, As Above, So Below e Gravity’s Rainbow, duas músicas inéditas e bem interessantes apareceram de surpresa, parecendo agradar: A primeira e mais animada, Moonhead, foi acompanhada por palmas rítmicas dos presentes, que demonstraram uma boa aprovação. A outra é The Valley of Calm Trees (ou simplesmente Calm Trees), que tem uma vibe bem semelhante a de sua colega de novidades e dá continuidade ao ar meio místico que a banda vem carregando desde seu primeiro EP “de verdade”, Xan Valleys, lançado em 2006. Essa segunda também teve a companhia de uns goles de álcool de Simon Taylor-Davis, que não se mostrava muito lúcido desde quando entrou no palco.

Quando a apresentação ia chegando a seu fim, em 4 Horsemen of 2012, o amor de Lovefoxxx já estava perdido na insanidade. Mais insana que ele próprio foi a música dos quatro cavaleiros (do apocalipse?), resultado de uma mistura de Klaxons com Har Mar Superstar, que subiu no Novas Raves pela segunda vez na noite – mas, dessa vez, trajando nada mais que uma cueca preta e branca (e quem precisa da Beth Ditto?!). O que havia sido o melhor show do festival foi desbancado logo em seguida, cerca de 30 minutos depois, pelo gypsy punk do Gogol Bordello. De qualquer forma, o Klaxons foi mais do que bom. Bem mais.

Por Alex Correa



Azar by Neto
outubro 20, 2008, 5:55 pm
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O Tim Festival não tem sorte, não mesmo. Como se não bastassem os preços altos e uma péssima organização de datas, horários e intervalos, a produção do evento ainda está passando por uma intensa maré de azar. Sim, porque a culpa dos mais recentes imprevistos não pode cair sobre o festival.

Primeiro, foi o The Gossip. A banda de Beth Ditto cancelou sem mais nem menos, alegando conflitos na agenda. Agora, foi a vez do inglês Paul Weller desconfirmar suas apresentações em território brasileiro. Entretanto, dessa vez o erro foi muito além de problemas na administração da banda: Foi o Brasil que não deixou o músico tocar por aqui.

Nenhum problema com o inglês, mas sim com um dos integrantes de sua banda, Andrew John Gonçalves. O nome mezzo-brasileiro, mezzo-inglês é um retrato da nacionalidade de Andrew, que é anglo-brasileiro. Mesmo assim, o músico – que toca piano em shows com Weller – foi impedido de entrar no Brasil por irregularidades em seu visto.

O comunicado oficial da produção do festival diz o seguinte:

“Nascido no Brasil e residente em Londres desde os dois anos de idade, o pianista anglo-brasileiro Andrew John Gonçalves, hoje com 31 anos, teve o visto de trabalho em seu passaporte britânico suspenso, mesmo depois de inicialmente autorizado. Apesar de todas os esforços – que incluíram apoio político e diplomático nos dois países – , não foi possível alterar a decisão, já que nossa legislação não permite a concessão de visto de trabalho a cidadãos brasileiros.

A alternativa apresentada seria a obtenção de passaporte brasileiro em regime especial. Mas a inexistência da documentação brasileira mínima necessária inviabilizou este caminho. A outra alternativa possível, do ponto de vista legal, seria a renúncia de Andrew à nacionalidade brasileira. Entretanto, este pedido levaria de 30 a 60 dias para tramitar nas diversas instâncias, até ser publicado no Diário Oficial e transmitido de volta a Londres após a sua conclusão.”

Já para a produção do Planeta Terra, o produtor do músico contou que espera resolver o problema até a próxima edição do Tim Festival.

Paul Weller se apresentaria no palco Bossa Mod, onde Marcelo Camelo também terá seu espaço. Mais informações da Tim devem sair nessa quarta-feira (22), que informará ao público como deve ser feita a troca de ingressos e/ou o reembolso do ticket. A produção também deixou subentendido que deve escalar um substituto – provavelmente nacional – para Paul. As entradas para o palco já haviam se esgotado em São Paulo, onde o show aconteceria na quinta-feira (23). No Rio de Janeiro, a apresentação se daria no sábado (25).

Por Alex Correa



Cancelou by Neto
outubro 13, 2008, 8:08 pm
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O Tim Festival já está batendo em nossas portas e, cerca de três semanas antes do pontapé inicial do evento, uma decepção: O The Gossip, banda inglesa liderada pela extravagante Beth Ditto, cancelou todas as suas apresentações no Brasil. O motivo alegado pela produção do festival foi o de que houve um conflito na agenda da banda, que levou ao fim as apresentações tupiniquins do grupo. Assim, conclui-se que o erro não foi da Tim (que, de qualquer forma, anda bem desorganizada), mas sim da produção do The Gossip.

Numa tentativa de reparar o erro de seu contratado, o Tim Festival anunciou que, a partir dessa segunda-feira (13), todos os que compraram o ticket para conferir as Novas Raves (The Gossip, Neon Neon e Klaxons) poderão escolher entre: 1) Pegar seu dinheiro de volta ou 2) Solicitar um ingresso EXTRA para assistir qualquer um dos artistas do festival, exceto os que se apresentarão nos palcos de jazz. Ambas as transações podem ser realizadas nos pontos de venda da Ticketmaster. À primeira vista, o ingresso extra parece um sonho, mas abrindo melhor os olhos, a imagem do caos começa a ser projetada novamente.

No Rio de Janeiro, por causa dos intervalos de tempo muito curtos (e por vezes até nulos) entre o início de um show e outro, é quase impossível fazer real proveito do tal ingresso extra para a maior parte do público, que comprou os ingressos para a Ponte Brooklyn (The National e MGMT) e Novas Raves antecipadamente.

Uma saída poderia ser adquirir seu ingresso extra em nome de uma outra pessoa e vende-lo para a mesma, o que parece ser plausível já que, no site oficial do festival, consta que é possível SIM solicitar um OUTRO ingresso para as Novas Raves. Então, pela lógica – já que não parece interessante para ninguém ter dois ingressos para o mesmo palco -, isso é realmente possível. Mas não há nada mais seguro do que ligar para a Ticketmaster e conferir se a minha teoria faz sentido.

Aos malandros, é bom lembrar que nos novos ingressos para assistir Neon Neon e Klaxons já não consta o nome do Gossip.

Por enquanto, a banda ainda não se pronunciou sobre o acontecido nem em seu site nem no MySpace, talvez porque a pressão dos fãs parece pequena. Será que vai rolar uma remarcação?



Ingressos para o Tim Festival começam a esgotar by Neto

Nesse ano, não foram as atrações dos palcos indies do Tim Festival que fizeram os ingressos se esgotarem primeiro, mas sim Sonny Rollins, Esperanza Spalding, Stacey Kent, Paul Weller e o nosso Marcelo Camelo.

Os tickets para ver todos esses músicos nos palcos paulistas Noite de Gala, Sophisticated Ladies e Bossa Mod acabaram hoje, de acordo com o G1, mas as entradas ainda constam como disponíveis no site da Ticketmaster. No Rio de Janeiro e em Vitória, ainda se tem entradas de sobra para conferir os mesmos artistas que venderam absurdos em São Paulo, onde se apresentarão no Auditório Ibirapuera.

Paul Weller

Em 2007, os ingressos para assistir as atrações do Auditório Ibirapuera também foram os primeiros a acabar – graças a baixa capacidade do local, que oferece espaço para cerca de 800 pessoas.

Confira a relação de bandas e ingressos do Tim Festival 2008

Autor: Alex Correa



Ingressos para Tim Festival começam a ser vendidos no dia 16 by Neto
setembro 10, 2008, 1:23 pm
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A venda dos ingressos do Tim Festival começa na próxima terça-feira, 16 de setembro, nos pontos de venda da Ticketmaster. Os preços pegaram os paulistas de surpresa, que estavam acostumados a ver as atrações principais por um preço único.

O Tim Festa, assim como no ano passado, será de acesso livre para quem já estiver na Vila Tim, área de convivência do festival. No Rio de Janeiro, a festança começa a partir de uma da manhã (25/10), com oito atrações espalhadas pelos palcos do festival. Já em São Paulo, serão cinco os convidados da Tim Festa (24/10), que começa mais cedo, as sete horas da noite.

Paga mais caro quem quiser conferir a performance (provavelmente atrasada) do rapper Kanye West, que tanto em São Paulo quanto no Rio se apresenta sozinho no palco Brilhando no Escuro, com ingressos inteiros no valor de R$250.

Em Vitória, o ingresso fica por R$60. Clientes Tim têm desconto não cumulativo de 20%.

Os preços, segundo o G1, ficam assim:

São Paulo – Auditório do Ibirapuera

21 de outubro, terça-feira
Noite de Gala
Sonny Rollins
Horário: 20h30
Preço: R$ 250

22 de outubro, quarta-feira
Sophisticated Ladies
Esperanza Spalding
Stacey Kent
Carla Bley
Horário: 20h30
Preço: R$ 150

23 de outubro, quinta-feira
Bossa Mod
Marcelo Camelo
Paul Weller
Horário: 20h30
Preço: R$ 150

24 de outubro, sexta-feira
The Cats
Tomasz Stanko Quintet
Enrico Pieranunzi Trio
The Bill Frisell Trio
Horário: 20h30
Preço: R$ 150

25 de outubro – sábado (voltado para o Parque)
Sonny Rollins
Horário: 11h
Entrada franca

25 de outubro, sábado
Rosa Passos
Horário: 20h30
Preço: R$ 80

São Paulo – Arena de Eventos – Parque do Ibirapuera

22 de outubro – quarta-feira
Brilhando no Escuro
Kanye West
Horário: 21h
Preço: R$ 250

23 de outubro – quinta-feira
Novas Raves
Neon Neon
The Gossip
Klaxons
Horário: 21h
Preço: R$ 150

24 de outubro – sexta-feira
TIM Festa
Junior Boys / Dan Deacon
Gogol Bordello
Switch / DJ Yoda
Horário: 19h
Preço: R$ 60

25 de outubro – sábado
Ponte Brooklyn
Cérebro Eletrônico
The National
MGMT
Horário: 21h
Preço: R$ 150

Rio de Janeiro – Marina da Glória

23 de Outubro – quinta-feira
Noite de Gala
Sonny Rollins
Horário: 20h30
Preço: R$ 250 – Filas A a O
R$ 120 – Filas P a Y

Noite de Gala
Rosa Passos
Horário: 22h
Preço: R$ 80

24 de outubro – sexta-feira
Sophisticated Ladies
Esperanza Spalding
Stacey Kent
Carla Bley
Horário: 20h30
Preço: R$ 140

Brilhando no Escuro
Kanye West
Horário: 21h30
Preço: R$ 250

Ponte Brooklyn
The National
MGMT
Horário: 22h30
Preço: R$ 140

Tim no TIM
Tim Maia Racional com Instituto
Horário: 1h
Preço: R$ 40

25 de outubro – sábado
The Cats
Tomasz Stanko Quintet
Enrico Pieranunzi Trio
The Bill Frisell Trio
Horário: 20h30
Preço: R$ 140,00

Novas Raves
Neon Neon
The Gossip
Klaxons
Horário: 21h30
Preço: R$ 140

Bossa Mod
Marcelo Camelo
Paul Weller
Horário: 22h30
Preço: R$ 140

TIM Festa
Junior Boys / Dan Deacon
Gogol Bordello / Música Magneta
Switch / DJ Yoda
Sany Pitbull / Leandro HBL Vídeo Artista / Database
Horário: 1h
Preço: R$ 80

Vitória – Teatro da UFES
Horário: 20h30

25 de outubro, sábado
Stacey Kent
Carla Bley

Preço: R$ 60

26 de outubro, domingo
Siba
Gogol Bordello

Preço: R$ 60

27 de outubro, segunda-feira
The National
MGMT

Preço: R$ 60

Lembrando que no dia 13 desse mês começam as vendas do Planeta Terra, que terá seu primeiro lote sendo vendido por R$60 [preço unitário para todas as atrações da noite], naquele esquema de “vendas as escuras”. Mais uma vez, tem gente falando que a Tim tinha que “aprender a fazer festival” com a Terra…

Autor: Alex Correa