Move That Jukebox!


Chuva no Rio, Keane no Citibank Hall by movethatjukebox
março 16, 2009, 1:42 pm
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WARMING UP

keane-2Tudo parecia bem calmo no estacionamento minutos antes do show marcado para as 22h no Citibank Hall: pouca movimentação ao redor do shopping onde fica a casa de shows e uma meia dúzia de atrasados na bilheteria. Mesmo os cambistas parecem ter evitado esta noite chuvosa no Rio de Janeiro. Sabe-se lá porque, né?  Vai que eles não se garantem numa sexta feira 13 de lua cheia…

Tanto que testemunhei algo inédito pra mim: um segurança (daqueles 2 m x 2m) abordava compradores na fila e oferecia ingressos de cortesia ao preço de meia entrada para quem fosse pagar com dinheiro. WTF????

Mas vamos ao que interessa.

Deixei pra entrar em cima da hora (escolha esquizofrênica de abertura: Fresno = não). E me surpreendi ao ver bastaaaante gente lá dentro para o segundo show do Keane na cidade maravilhosa. Um público mais numeroso que aquele da primeira passagem da banda por aqui em 2007. Eco das trilhas de novela? Talvez. Essa aposta faz bastante sentido quando você percebe a já tradicional mistureba que é o publico carioca em eventos desse tipo.

Outro fato curioso: considerando que o publico cresceu em dois anos você logo pensa: “puxa, esse disco novo deve ter feito sucesso mesmo!”. Nem.

As musicas que balançaram as estruturas locais foram mesmo as dos dois primeiros discos da banda (Hopes and Fears, de 2004, Under the Iron Sea, de 2006). A teoria novelesca/popradio marca mais um ponto.

E antes de começar a falar do show propriamente dito, preciso deixar claro uma coisa: eu não curto muito o Perfect Symmetry, lançado em 2008. Pra mim é o mais fraco dos três da banda. Tem uma ou outra musica mais interessante e tal. Mas como obra mesmo, acho este bem atrás dos antecessores.

O SHOW

O palco era simples. Ao contrario da ultima passagem da banda por aqui que contava com vááários telões e torres de luz, dessa vez tudo limitou-se a um fundo de palco com triângulos coloridos nos motivos da arte do disco.

Quando as luzes se apagaram, bexigas começaram a ser jogadas pra cima (como aconteceu no show de São Paulo) pelos fãs debruçados na grade, muitos flashes e gritos. A banda iniciou esse que foi o ultimo show da turnê jogando o o público pra cima com “Everybody’s changing” logo na segunda musica.

O saltitante Tom Chaplin corria loucamente de um lado pro outro do palco esbanjando fôlego e sua bela voz.

As baladas do Keane funcionam assim: bases de piano muito marcantes, se alternam entre lentas e muuuito reflexivas ou verdadeiros hinos pop com refrões fortes e dramáticos sempre com melodias precisas e muitas viradas.

Entre musicas novas e seus maiores sucessos, o Keane trouxe o publico pra dentro do show com muito papo entre as musicas, recadinhos em português e um elogio atrás do outro aos fãs brasileiros.

MOMENTO FOFO

Já com as bochechas roxas de calor, Tom pegou um violão para cantar sozinho no palco “Playing Along” para um arsenal de câmeras e flashes enlouquecidos. Na sequência, seus companheiros de banda retornaram para um set curto e “acústico” que contou com a canção “Early Winter”, composta pelo tecladista/co-fundador Tim Rice-Oxley e gravada pela ex-rockeira/divapop  Gwen Stefani em seu último CD.

Da dançante “Spiralling”, passando pela comoção em coro de “Leaving so soon”, até o fechamento com os hits “Somewhere Only We Know” e “Crystal Ball” o Kenae fez um ótimo show de repertório impecável e simpatia incontestável.

keane1

Para finalizar, voltaram para o bis com três musicas. Um cover de “Under Pressure” do Queen (uma espécie de pais musicais da banda, sem duvida. Na ultima turnê o homenageado foi o U2), a aniamda “Is it any Wonder” e seus synths, e a balada de letra triiiiiste “Bedshaped” (eco da fase rehab de Tom).

Sexta feira chuvosa no Rio? Nada como uma boa dose de rock inglês.

Setlist:
01.The Lovers Are Losing
02.Everybody’s Changing
03.Bend and Break
04.Nothing in my Way
05.Again and Again
06.Atlantic
07.This is the Last Time
08.Spiralling
09. Playing Along
10. Try Again
11. Early Winter /Sunshine
12.You Haven’t Told Me Anything
13.Leaving So Soon?
14.You Don’t See Me
15.Perfect Symmetry
16.Somewhere Only We Know
17.Crystal Ball
18.Under Pressure
19.Is It Any Wonder?
20.Bedshaped

Henrique Sauer

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E a noite foi de electro no Rio de Janeiro by Neto
setembro 28, 2008, 6:04 pm
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Rio de Janeiro, sexta-feira 26 – Circo Voador. O show do duo francês Justice, atração principal da noite, só foi começar efetivamente na primeira hora do dia 27. Mas vamos começar pelas bordas.

A noite de música – que não demorou muito para se tornar madrugada – começou com o Mixhell. Nome desconhecido para muitos, mas que conta com um dos mais famosos músicos brasileiros: Iggor Cavalera. Iggor, por sua vez, conta com a sua esposa e excelente DJ/produtora Laima Leyton e, juntos, fazem uma mistura da dançante música eletrônica com o som quente e pesado da bateria. Mixhell… um show para se guardar na memória e conferir de perto sempre que possível. A apresentação surpreendeu a maior parte do público, inclusive a esse moribundo que lhes escreve nesse exato momento.

Proporcionalmente à troca de Cavalera entre bateria e sintetizadores, a sonoridade do DJ set de abertura esquentava e esfriava. Enquanto a bateria esteve ativa, o Mixhell mostrou à seu [novo] público um electro-metal pouco comum mas demasiadamente conveniente. Já quando os laços matrimoniais uniam o sorridente casal na mesa de som, o resultado era extremamente variado. Até o funk carioca e o hype MGMT chegou ao duo, que incluiu Kids em seu set.

A tenda – que é como a de um circo de verdade – começou a encher depois da meia-noite, conforme os equipamentos do Justice apareciam no palco. O público, que até então estava muito disperso, deu início a um tumulto enquanto as vinte e quatro caixas de som iam sendo armazenadas ao lado da incandescente cruz justiceira, símbolo que virou a logomarca do álbum Cross, único do grupo.

Gaspard Augé e Xavier de Rosnay (vulgos Justice) só deram o ar de sua graça quando a madrugada já havia começado, repetindo o que disse no início desse texto. Quem estava com a cara no palco (expressão que aqui também vale no sentido literal, já que o Circo Voador não tem o corredor de divisão entre o palco e a pista) mal pôde reparar a chegada dos rapazes por trás de suas altas parafernálias, e logo tratou de arrumar um espaço um pouco mais atrás, onde se tinha uma melhor visão do palco.

Era previsível que Genesis abriria o setlist, mas a sensação que se tem quando isso de fato acontece não é nada óbvia. Euforia, insanidade e muito, mas muito prazer. Entretanto, um dos momentos de pico do show só viria mais tarde, sucedendo Phantom, quando pode-se ouvir a primeira ordem que mandava, expressamente, que todos fizessem A dança. Em uma versão prolongada, remixada e não-inédita pra quem já consultava o YouTube ou sites de Torrent para amenizar a ansiedade pré-show, D.A.N.C.E. deu início a uma sequência fenomenal que se manteria até os últimos minutos do pré-bis, passando por DVNO, Stress, Waters of Nazareth, remixes de remexer o esqueleto (como os de The Fallen e Skitzo Dancer, originalmente do Franz Ferdinand e Scenario Rock) e fazendo as pessoas menos animadas e de mais idade do mezanino deixarem o espírito da electromusic dominar seus corpos.

The Party (ou TTHHEE PPAARRTTYY) não ficou de fora, obviamente, e ganhou mais glitter em sua sonoridade do que na sua versão de estúdio, aquela que foi lançada em 2007, no †. (Falando em glitter, alguém reparou no quão IN está o Glam? Não acharia estranho se o Ziggy Stardust brotasse no meio da platéia…) We Are Your Friends marcou o segundo ápice de todo o show, que teria atingido um estado de pico ainda mais alto se não fosse pelo desgaste do povo, que deu [quase] tudo de si nas músicas anteriores. A cruz, no centro do palco, apagava e acendia conforme o som mandava. O coro do público dedicado – e esgoelado – ficou ainda mais assustador quando nada mais do que o silêncio saia do palco do Justice, num período de forte integração entre os anônimos da pista e os ídolos franceses do palco. Esse, inclusive, foi o único momento da madrugada em que integração foi sinônimo de cantoria. Na maior parte do duradouro e proveitoso setlist francês, a comunicação banda-público foi feita exclusivamente com o uso de gestos (os da cruz, por exemplo) pelo mais solto e bigodudo Gaspard. Quem esperava pouco feedback da parte de Xavier, se surpreendeu – e muito. O show terminou com o mais novo dando sua cabeça para as pessoas mais adiantadas fizessem praticamente o que quisessem com ela – felizmente, elas se limitaram ao toque. Ainda mais cedo, o rapaz se deixou abraçar enquanto passava-se por uma estátua, e divertiu-se ajudando o segurança local a empurrar o público invasor para seu devido lugar.

D.A.N.C.E.

No bis, que foi pedido com pouca animação, veio uma versão mais calma de We Are Your Friends, que dessa vez foi tocada apenas com o auxílio de um teclado – logo, sem aquele sample super legal de Klaxons. E, fechando com chave de ouro a passagem do duo pela cidade maravilhosa, vieram dois remixes imperdíveis: O primeiro, da menos conhecida NY Excuse (Soulwax), se rendeu ao low-fi com o plus de uma percussão dominante. Em seguida, o que veio foi Master Of Puppets, do Metallica, remixada com um conhecido “Let’s get this party started right”, que agradou os metaleiros e criou até uma daquelas rodas de socos e empurra-empurra, marca oficial de shows de heavy metal.

A banda havia ido embora sob uma grotesca ovação, e uma parte daqueles que pagaram merecidos 80 reais para conferir um pedacinho da França de perto já havia ido embora quando o The Twelves, que foi promovida de banda de abertura à banda de despedida, entrou no palco. Pouca luz, equipamento mais do que básico: Isso talvez importasse, se os rapazes de Niterói não fossem tão bons no que fazem. Logo nos primeiros minutos de sua apresentação, o Twelves conquistou um bom público, que acabou por adiar a volta para casa para conferir o que o terceiro duo da rodada tinha para oferecer à madrugada carioca de electro.

Logo no início do set saiu um remix de Reckoner, do Radiohead, das caixas de som do Circo. Não era nem o início. Quem achou que o Justice traiu o movimento [Daft] Punk por excluir o remix de Human After All de seu setlist, sentiu-se mais do que satisfeito ao ouvir Voyager, Around The World, Revolution 909 e Digital Love enquanto o 12s fechava a madrugada. A voz relaxada do Black Kid Owen Holmes não ficou de fora, e a batida remixada do hit I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You fez a galera exausta continuar de pé. Enquanto eu fazia uma visita ao mezanino, avistei um bocado de gente agradecendo e elogiando aos montes os talentosos niteroienses. Digno.

Autor: Alex Correa



Justice confirma mais uma data no Brasil by Neto
junho 25, 2008, 10:58 am
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Macacos me mordam. Eu já me lamentava porque o Skol Beats acontece em São Paulo, enquanto eu moro no Rio. Eu já me lamentava porque a censura do Skol Beats é de 18 anos, enquanto eu tenho 15. Mas o DVNO (pegaram?) aconteceu: O electro-duo Justice confirmou em seu MySpace que, em setembro, eles também passarão pelo Rio de Janeiro.

A apresentação em solo carioca acontece em 26 de setembro, um dia antes da performance dos energéticos Xavier e Gaspard no festival paulista. Bem, por enquanto, essas são as únicas informações que se tem desse show que foi agendado agorinha: Data e cidade. O local exato do evento não foi revelado. Aguardemos.

Veja o line-up do Skol Beats

Autor: Alex Correa



Bob Dylan no Rio de Janeiro by Gabriel
fevereiro 11, 2008, 7:31 pm
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A pré-venda dos ingressos para Bob Dylan no Rio de Janeiro já se iniciou.

Assim como aconteceu em São Paulo, os clientes do cartão Mastercard foram previlegiados e já podem adquirir seus ingressos a partir de hoje (11 de fevereiro). Para os demais fãs, os ingressos serão vendidos a partir de quinta-feira (14).

Enquanto o músico norte-americano se apresentará em São Paulo nos dias 5 e 6 de março, no Via Funchal, no Rio o show ocorrerá dia 8, no Arena Rio.

Diferentemente de São Paulo e os salgados preços que causaram revoltas nos fãs (até 900 reais), no Rio de Janeiro os preços são um pouco, eu disse ‘um pouco’ mais camaradas, bem mais acessíveis.

Os valores variam de 150 reais (3° nível da arquibanca) até 360 reais (área VIP). As cadeiras inferiores custarão R$280, e o 1° nível de arquibanca, R$250.

Veja o mapa do Rio Arena aqui.