Move That Jukebox!


MTJ Magazine #4 by Neto
outubro 29, 2008, 11:46 am
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Fotos: Site do Tim Festival, Isabella Corrêa e Sérgio Luiz

A partir de hoje, o Move That Jukebox! receberá atualizações diárias de notícias. Para conferi-las, basta rolar a página.

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Novas Raves fez o Tim Festa começar mais cedo by Neto
outubro 29, 2008, 11:44 am
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No Rio de Janeiro, as novas raves fizeram a grande festa do Tim começar antes mesmo de Junior Boys e Gogol Bordello pisarem em seus respectivos palcos. Com algum atraso, Neon Neon deu início à seu show por volta das 22:30, mas os poucos minutos que ficou no palco fizeram valer a espera de aproximadamente uma hora. A apresentação começou morna, enquanto as mulheres admiravam a beleza cult de Gruff Rhys, os homens babavam pela apaixonante Cate Le Bon e os bis decidiam para quem deveriam olhar com mais frequência. Não se passou muito tempo até Har Mar Superstar aparecer no palco de surpresa e transpirando irreverência. Vestindo uma camisa do Menudo, Har Mar passou a atrair todos os holofotes do local, com suas requebradas conquistadoras e, em um momento de ápice, sendo ovacionado incessavelmente enquanto cantava de cabeça para baixo, a pouquíssimos metros da pista.

Enquanto o homem não estava no palco, Gruff, Boom Bip, Cate e um baterista de nome desconhecido por mim tiveram maior feedback nas ótimas Steel Your Girl e Dream Car, que abriu o show. Durante toda a apresentação, o grupo sustentava-se em gravações de pequenas frases que se comunicavam com a platéia em português, com um forte sotaque britânico. A única mulher do grupo chegou a cantar de joelhos em alguns momentos, talvez pela falta da cadeira de diretor de cinema que a acompanha em shows europeus. Rhys, considerado o novo John Lennon pelo Snow Patrol, pareceu inspirado durante toda a apresentação e com um perfil mais geek do que o usual, lembrando vagamente os rapazes do The National, que tocaram no dia anterior na capital fluminense. Mais tarde, descobri que os olhos fechados de Gruff não tinham muita relação com inspiração, mas sim com uma noite de bebedeira. Mas isso é uma outra história…

Depois de um flashback dos anos 80, os integrantes do Klaxons entraram no palco exibindo sorrisos largos. Simon e James usavam as mesmas roupas da apresentação anterior, em São Paulo, o que foi facilmente abafado pela qualidade do show que viria a seguir. Com menos luzes do que o esperado, os britânicos abriram seu setlist com The Bouncer, originalmente de 2006, que só não fez as pessoas se remexerem mais do que o show do Gogol Bordello, que aconteceu mais tarde nessa mesma arena. A maior parte da animação do público se deu graças ao fato de que o show havia acabado de começar, ou seja, graças ao momento de êxtase puro. Entre super hits como Golden Skans, As Above, So Below e Gravity’s Rainbow, duas músicas inéditas e bem interessantes apareceram de surpresa, parecendo agradar: A primeira e mais animada, Moonhead, foi acompanhada por palmas rítmicas dos presentes, que demonstraram uma boa aprovação. A outra é The Valley of Calm Trees (ou simplesmente Calm Trees), que tem uma vibe bem semelhante a de sua colega de novidades e dá continuidade ao ar meio místico que a banda vem carregando desde seu primeiro EP “de verdade”, Xan Valleys, lançado em 2006. Essa segunda também teve a companhia de uns goles de álcool de Simon Taylor-Davis, que não se mostrava muito lúcido desde quando entrou no palco.

Quando a apresentação ia chegando a seu fim, em 4 Horsemen of 2012, o amor de Lovefoxxx já estava perdido na insanidade. Mais insana que ele próprio foi a música dos quatro cavaleiros (do apocalipse?), resultado de uma mistura de Klaxons com Har Mar Superstar, que subiu no Novas Raves pela segunda vez na noite – mas, dessa vez, trajando nada mais que uma cueca preta e branca (e quem precisa da Beth Ditto?!). O que havia sido o melhor show do festival foi desbancado logo em seguida, cerca de 30 minutos depois, pelo gypsy punk do Gogol Bordello. De qualquer forma, o Klaxons foi mais do que bom. Bem mais.

Por Alex Correa



Cancelou by Neto
outubro 13, 2008, 8:08 pm
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O Tim Festival já está batendo em nossas portas e, cerca de três semanas antes do pontapé inicial do evento, uma decepção: O The Gossip, banda inglesa liderada pela extravagante Beth Ditto, cancelou todas as suas apresentações no Brasil. O motivo alegado pela produção do festival foi o de que houve um conflito na agenda da banda, que levou ao fim as apresentações tupiniquins do grupo. Assim, conclui-se que o erro não foi da Tim (que, de qualquer forma, anda bem desorganizada), mas sim da produção do The Gossip.

Numa tentativa de reparar o erro de seu contratado, o Tim Festival anunciou que, a partir dessa segunda-feira (13), todos os que compraram o ticket para conferir as Novas Raves (The Gossip, Neon Neon e Klaxons) poderão escolher entre: 1) Pegar seu dinheiro de volta ou 2) Solicitar um ingresso EXTRA para assistir qualquer um dos artistas do festival, exceto os que se apresentarão nos palcos de jazz. Ambas as transações podem ser realizadas nos pontos de venda da Ticketmaster. À primeira vista, o ingresso extra parece um sonho, mas abrindo melhor os olhos, a imagem do caos começa a ser projetada novamente.

No Rio de Janeiro, por causa dos intervalos de tempo muito curtos (e por vezes até nulos) entre o início de um show e outro, é quase impossível fazer real proveito do tal ingresso extra para a maior parte do público, que comprou os ingressos para a Ponte Brooklyn (The National e MGMT) e Novas Raves antecipadamente.

Uma saída poderia ser adquirir seu ingresso extra em nome de uma outra pessoa e vende-lo para a mesma, o que parece ser plausível já que, no site oficial do festival, consta que é possível SIM solicitar um OUTRO ingresso para as Novas Raves. Então, pela lógica – já que não parece interessante para ninguém ter dois ingressos para o mesmo palco -, isso é realmente possível. Mas não há nada mais seguro do que ligar para a Ticketmaster e conferir se a minha teoria faz sentido.

Aos malandros, é bom lembrar que nos novos ingressos para assistir Neon Neon e Klaxons já não consta o nome do Gossip.

Por enquanto, a banda ainda não se pronunciou sobre o acontecido nem em seu site nem no MySpace, talvez porque a pressão dos fãs parece pequena. Será que vai rolar uma remarcação?