Move That Jukebox!


Novas Raves fez o Tim Festa começar mais cedo by Neto
outubro 29, 2008, 11:44 am
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No Rio de Janeiro, as novas raves fizeram a grande festa do Tim começar antes mesmo de Junior Boys e Gogol Bordello pisarem em seus respectivos palcos. Com algum atraso, Neon Neon deu início à seu show por volta das 22:30, mas os poucos minutos que ficou no palco fizeram valer a espera de aproximadamente uma hora. A apresentação começou morna, enquanto as mulheres admiravam a beleza cult de Gruff Rhys, os homens babavam pela apaixonante Cate Le Bon e os bis decidiam para quem deveriam olhar com mais frequência. Não se passou muito tempo até Har Mar Superstar aparecer no palco de surpresa e transpirando irreverência. Vestindo uma camisa do Menudo, Har Mar passou a atrair todos os holofotes do local, com suas requebradas conquistadoras e, em um momento de ápice, sendo ovacionado incessavelmente enquanto cantava de cabeça para baixo, a pouquíssimos metros da pista.

Enquanto o homem não estava no palco, Gruff, Boom Bip, Cate e um baterista de nome desconhecido por mim tiveram maior feedback nas ótimas Steel Your Girl e Dream Car, que abriu o show. Durante toda a apresentação, o grupo sustentava-se em gravações de pequenas frases que se comunicavam com a platéia em português, com um forte sotaque britânico. A única mulher do grupo chegou a cantar de joelhos em alguns momentos, talvez pela falta da cadeira de diretor de cinema que a acompanha em shows europeus. Rhys, considerado o novo John Lennon pelo Snow Patrol, pareceu inspirado durante toda a apresentação e com um perfil mais geek do que o usual, lembrando vagamente os rapazes do The National, que tocaram no dia anterior na capital fluminense. Mais tarde, descobri que os olhos fechados de Gruff não tinham muita relação com inspiração, mas sim com uma noite de bebedeira. Mas isso é uma outra história…

Depois de um flashback dos anos 80, os integrantes do Klaxons entraram no palco exibindo sorrisos largos. Simon e James usavam as mesmas roupas da apresentação anterior, em São Paulo, o que foi facilmente abafado pela qualidade do show que viria a seguir. Com menos luzes do que o esperado, os britânicos abriram seu setlist com The Bouncer, originalmente de 2006, que só não fez as pessoas se remexerem mais do que o show do Gogol Bordello, que aconteceu mais tarde nessa mesma arena. A maior parte da animação do público se deu graças ao fato de que o show havia acabado de começar, ou seja, graças ao momento de êxtase puro. Entre super hits como Golden Skans, As Above, So Below e Gravity’s Rainbow, duas músicas inéditas e bem interessantes apareceram de surpresa, parecendo agradar: A primeira e mais animada, Moonhead, foi acompanhada por palmas rítmicas dos presentes, que demonstraram uma boa aprovação. A outra é The Valley of Calm Trees (ou simplesmente Calm Trees), que tem uma vibe bem semelhante a de sua colega de novidades e dá continuidade ao ar meio místico que a banda vem carregando desde seu primeiro EP “de verdade”, Xan Valleys, lançado em 2006. Essa segunda também teve a companhia de uns goles de álcool de Simon Taylor-Davis, que não se mostrava muito lúcido desde quando entrou no palco.

Quando a apresentação ia chegando a seu fim, em 4 Horsemen of 2012, o amor de Lovefoxxx já estava perdido na insanidade. Mais insana que ele próprio foi a música dos quatro cavaleiros (do apocalipse?), resultado de uma mistura de Klaxons com Har Mar Superstar, que subiu no Novas Raves pela segunda vez na noite – mas, dessa vez, trajando nada mais que uma cueca preta e branca (e quem precisa da Beth Ditto?!). O que havia sido o melhor show do festival foi desbancado logo em seguida, cerca de 30 minutos depois, pelo gypsy punk do Gogol Bordello. De qualquer forma, o Klaxons foi mais do que bom. Bem mais.

Por Alex Correa

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Os novos Beatles by Neto
setembro 23, 2008, 1:32 pm
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Segundo o Snow Patrol, o Super Furry Animals é “o novo The Beatles“. A declaração foi dada pelo vocalista Gary Lightbody, que citou o SFA como uma de suas maiores inspirações para compor, tocar e viver. Gary também lamentou pelo grupo não ser tão grande quanto merece.

O Super Furry Animals nasceu em 1993, no País de Gales, e até hoje passou por poucas mudanças em seu line-up. Desde sua formação a banda conta com Gruff Rhys como líder, e jamais abandonou o rock experimental que os segue desde o início da década de 1990. No ano passado foi lançado o último álbum de estúdio do grupo, Hey Venus!, que marcou a discografia do “Furries” por ter pouco mais de 30 minutos de duração, se transformando no disco mais curto da história da banda.

Por vezes, pode-se esbarrar em alguns sons mais familiares aos brasileiros em um ou outro trabalho do Super Furry Animals. Juxtapozed With U, do Rings Around The World (2001), por exemplo, é semi-brasileira. Além de uma paixão por nossa terra, os Furries ainda contam com o fator “Mario Caldato Jr.“, que contribui muito para o brasileirismo da banda – mas apareceu para o SFA apenas depois de Juxtapozed, que já explorava um sambabeat muito interessante. Para quem não sabe, Caldato é um produtor paulista que recebe muito destaque por todo o mundo, por já ter trabalhado com os Beastie Boys, Seu Jorge, e mais recentemente com o One Day as a Lion, projeto paralelo que juntou membros do Rage Against The Machine e do The Mars Volta. O curioso é que Love Kraft, que foi gravado no Brasil no primeiro semestre de 2005, vai contra a lógica por ser tão brasileiro quanto outros trabalhos da companhia de Gruff.

No final de outubro, Gruff Rhys (o John Lennon da nossa geração?) traz ao Brasil seu projeto de música eletrônica Neon Neon, que se apresenta nos dias 23 e 25 no palco Novas Raves, do Tim Festival, ao lado de The Gossip e Klaxons.

Autor: Alex Correa