Move That Jukebox!


E a noite foi de electro no Rio de Janeiro by Neto
setembro 28, 2008, 6:04 pm
Filed under: Justice, Mixhell, The Twelves | Tags: , , , , , , ,

Rio de Janeiro, sexta-feira 26 – Circo Voador. O show do duo francês Justice, atração principal da noite, só foi começar efetivamente na primeira hora do dia 27. Mas vamos começar pelas bordas.

A noite de música – que não demorou muito para se tornar madrugada – começou com o Mixhell. Nome desconhecido para muitos, mas que conta com um dos mais famosos músicos brasileiros: Iggor Cavalera. Iggor, por sua vez, conta com a sua esposa e excelente DJ/produtora Laima Leyton e, juntos, fazem uma mistura da dançante música eletrônica com o som quente e pesado da bateria. Mixhell… um show para se guardar na memória e conferir de perto sempre que possível. A apresentação surpreendeu a maior parte do público, inclusive a esse moribundo que lhes escreve nesse exato momento.

Proporcionalmente à troca de Cavalera entre bateria e sintetizadores, a sonoridade do DJ set de abertura esquentava e esfriava. Enquanto a bateria esteve ativa, o Mixhell mostrou à seu [novo] público um electro-metal pouco comum mas demasiadamente conveniente. Já quando os laços matrimoniais uniam o sorridente casal na mesa de som, o resultado era extremamente variado. Até o funk carioca e o hype MGMT chegou ao duo, que incluiu Kids em seu set.

A tenda – que é como a de um circo de verdade – começou a encher depois da meia-noite, conforme os equipamentos do Justice apareciam no palco. O público, que até então estava muito disperso, deu início a um tumulto enquanto as vinte e quatro caixas de som iam sendo armazenadas ao lado da incandescente cruz justiceira, símbolo que virou a logomarca do álbum Cross, único do grupo.

Gaspard Augé e Xavier de Rosnay (vulgos Justice) só deram o ar de sua graça quando a madrugada já havia começado, repetindo o que disse no início desse texto. Quem estava com a cara no palco (expressão que aqui também vale no sentido literal, já que o Circo Voador não tem o corredor de divisão entre o palco e a pista) mal pôde reparar a chegada dos rapazes por trás de suas altas parafernálias, e logo tratou de arrumar um espaço um pouco mais atrás, onde se tinha uma melhor visão do palco.

Era previsível que Genesis abriria o setlist, mas a sensação que se tem quando isso de fato acontece não é nada óbvia. Euforia, insanidade e muito, mas muito prazer. Entretanto, um dos momentos de pico do show só viria mais tarde, sucedendo Phantom, quando pode-se ouvir a primeira ordem que mandava, expressamente, que todos fizessem A dança. Em uma versão prolongada, remixada e não-inédita pra quem já consultava o YouTube ou sites de Torrent para amenizar a ansiedade pré-show, D.A.N.C.E. deu início a uma sequência fenomenal que se manteria até os últimos minutos do pré-bis, passando por DVNO, Stress, Waters of Nazareth, remixes de remexer o esqueleto (como os de The Fallen e Skitzo Dancer, originalmente do Franz Ferdinand e Scenario Rock) e fazendo as pessoas menos animadas e de mais idade do mezanino deixarem o espírito da electromusic dominar seus corpos.

The Party (ou TTHHEE PPAARRTTYY) não ficou de fora, obviamente, e ganhou mais glitter em sua sonoridade do que na sua versão de estúdio, aquela que foi lançada em 2007, no †. (Falando em glitter, alguém reparou no quão IN está o Glam? Não acharia estranho se o Ziggy Stardust brotasse no meio da platéia…) We Are Your Friends marcou o segundo ápice de todo o show, que teria atingido um estado de pico ainda mais alto se não fosse pelo desgaste do povo, que deu [quase] tudo de si nas músicas anteriores. A cruz, no centro do palco, apagava e acendia conforme o som mandava. O coro do público dedicado – e esgoelado – ficou ainda mais assustador quando nada mais do que o silêncio saia do palco do Justice, num período de forte integração entre os anônimos da pista e os ídolos franceses do palco. Esse, inclusive, foi o único momento da madrugada em que integração foi sinônimo de cantoria. Na maior parte do duradouro e proveitoso setlist francês, a comunicação banda-público foi feita exclusivamente com o uso de gestos (os da cruz, por exemplo) pelo mais solto e bigodudo Gaspard. Quem esperava pouco feedback da parte de Xavier, se surpreendeu – e muito. O show terminou com o mais novo dando sua cabeça para as pessoas mais adiantadas fizessem praticamente o que quisessem com ela – felizmente, elas se limitaram ao toque. Ainda mais cedo, o rapaz se deixou abraçar enquanto passava-se por uma estátua, e divertiu-se ajudando o segurança local a empurrar o público invasor para seu devido lugar.

D.A.N.C.E.

No bis, que foi pedido com pouca animação, veio uma versão mais calma de We Are Your Friends, que dessa vez foi tocada apenas com o auxílio de um teclado – logo, sem aquele sample super legal de Klaxons. E, fechando com chave de ouro a passagem do duo pela cidade maravilhosa, vieram dois remixes imperdíveis: O primeiro, da menos conhecida NY Excuse (Soulwax), se rendeu ao low-fi com o plus de uma percussão dominante. Em seguida, o que veio foi Master Of Puppets, do Metallica, remixada com um conhecido “Let’s get this party started right”, que agradou os metaleiros e criou até uma daquelas rodas de socos e empurra-empurra, marca oficial de shows de heavy metal.

A banda havia ido embora sob uma grotesca ovação, e uma parte daqueles que pagaram merecidos 80 reais para conferir um pedacinho da França de perto já havia ido embora quando o The Twelves, que foi promovida de banda de abertura à banda de despedida, entrou no palco. Pouca luz, equipamento mais do que básico: Isso talvez importasse, se os rapazes de Niterói não fossem tão bons no que fazem. Logo nos primeiros minutos de sua apresentação, o Twelves conquistou um bom público, que acabou por adiar a volta para casa para conferir o que o terceiro duo da rodada tinha para oferecer à madrugada carioca de electro.

Logo no início do set saiu um remix de Reckoner, do Radiohead, das caixas de som do Circo. Não era nem o início. Quem achou que o Justice traiu o movimento [Daft] Punk por excluir o remix de Human After All de seu setlist, sentiu-se mais do que satisfeito ao ouvir Voyager, Around The World, Revolution 909 e Digital Love enquanto o 12s fechava a madrugada. A voz relaxada do Black Kid Owen Holmes não ficou de fora, e a batida remixada do hit I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You fez a galera exausta continuar de pé. Enquanto eu fazia uma visita ao mezanino, avistei um bocado de gente agradecendo e elogiando aos montes os talentosos niteroienses. Digno.

Autor: Alex Correa

Anúncios


Circo Voador sorteia ingresso e novo CD do Moptop by Neto
setembro 24, 2008, 5:36 pm
Filed under: Moptop | Tags: , ,

O carioca Moptop se apresenta em seu berço amanhã, dia 25 de setembro, onde fará o lançamento fluminense de seu segundo álbum, Como Se Comportar.

O Circo Voador, casa de shows que recebe o grupo, anunciou hoje por Newsletter uma promoção imperdível para os fãs cariocas da banda. Serão sorteados cinco kits para os cadastrados no site, estando o novo CD e o ingresso para ver a banda nessa quinta-feira inclusos no pacote.

Para inscrição e mais informações, acesse o site. Caso você acredite que não será um dos sorteados, os ingressos para o show estarão sendo vendidos na hora.

Autor: Alex Correa



Mais Justice by Neto
julho 3, 2008, 1:49 pm
Filed under: Justice | Tags: ,

Você já sabe que, no dia 27 de setembro, o duo francês Justice tocará no festival Skol Beats, em São Paulo.

Também já anunciamos aqui que, um dia antes (26), os fluminenses poderão ouvir sucessos como ‘DVNO’, ‘Stress’ e ‘D.A.N.C.E.’ ao vivo no Rio de Janeiro.

As novidades que tenho para vocês são sobre esse segundo show. Falando na comunidade do Justice no Orkut, um representante do Circo Voador confirmou que os franceses se apresentarão no dia 26 (e não 29, conforme publicado no O Globo), no Circo.

Alexandre Rossi também disse que Iggor Cavallera, com seu projeto Mixhell (um duo que tem sua esposa como integrante), “vai despencar da sua turnê européia só para abrir o show”.

Em novembro do ano passado foi a vez do LCD Soundsystem se apresentar no Circo Voador – e o ingresso foi caro, R$200 para a pista. Se adiantando a possíveis críticas sobre o ingresso para o show dos franceses, Rossi falou que a produção do evento tentará manter o preço do ingresso abaixo dos cem reais. “Estamos tentando fechar um patrocínio para manter o preço da casa nos dois dígitos”, explicou.

Alexandre aproveitou para fazer comentários sobre o Skol Beats e falou sobre a venda dos ingressos:

Estamos dando uma opção pra quem não quiser enfrentar a muvuca do Skol Beats – lá é pra 65 mil [pessoas] aqui é pra no maximo 2600. Por isso vamos abrir as vendas cedo, tipo essa semana ou na outra, pra gente quem realmente curte poder comprar mais barato e eu aconselho que se compre.

Falando à Ilustrada da Folha de SP, os rapazes contaram que em São Paulo será feito o último show dessa turnê, e não se sabe quando o duo voltará aos palcos.

Autor: Alex Correa