Move That Jukebox!


Crítica: Music For An Accelerated Culture (Hadouken!) by marçal
setembro 23, 2008, 11:13 pm
Filed under: Críticas e Recomendações, Hadouken! | Tags: ,

O debut deles saiu em maio, mas como pouco foi dito por aqui, estou fazendo esta crítica um tanto atrasada, mas antes tarde do que nunca.

A banda com um dos nomes mais criativos que eu conheço, o Hadouken! já tinha feito sua fama mundialmente através de EPs e singles lançados no ano passado. Com bases eletrônicas agressivas e músicas meio cantadas, meio faladas pela voz forte e rouca de James Smith, e contando com uma ajudinha da NME, eles estavam com tudo.

Só que em novembro de 2007 eles deixaram os fãs desconfiados, com o lançamento de mais um single acompanhado de um vídeo, da música ‘Leap Of Faith’. A pose e o som de banda emo adolescente fizeram muitos ficarem com medo de que o Hadouken! tinha mudado, que a galera que só estava afim de festejar havia mudado de rumo, e que vinha por aí um álbum inteiro de Leap of Faiths.

Felizmente a gangue do Ryu aceitou bem as críticas e lançou este ano ‘Music For An Accelerated Culture’, recheado de hits dançantes, atingindo as expectativas que foram criadas em torno dele. Inteligentemente, eles preferiram abrir mão de algumas músicas já lançadas, que talvez sejam melhores que certas faixas do álbum. Seria previsível demais utilizar todas as músicas dos EPs. Não seria um álbum, seria um EP expandido.

O debut já se inicia com uma das melhores músicas, ‘Get Smashed Gate Crash’, como um cartão de visitas da banda, gritando em alto e bom tom: “Let’s get this party started!”. É é isso que se vê ao longo de (quase) todo o disco, muita festa. Quase todo, pois algumas músicas mais melódicas, como ‘Driving Nowhere’ quebram um pouco o clima, mas sem afetar a qualidade do àlbum.

O ponto fraco foi ter deixado de fora uma das melhores músicas da banda, a que nomeou este blog, ‘Dance Lessons’ (Mo-mo-move that ass!). Porém o Hadouken! conseguiu fazer um ótimo primeiro disco, pregando a diversão e a festa, como Smith entoa em ‘Liquid Lives’: “Drink! Smoke! Fuck! Fight!”. Meia lua pra frente e soco na tristeza!

Autor: Marçal Righi



Crítica: Nights Out (Metronomy) by marçal
setembro 12, 2008, 2:55 am
Filed under: Críticas e Recomendações, Metronomy | Tags: ,

Uma infinidade de bandas vem aparecendo na cena musical alternativa, e muitas pessoas, inclusive eu, acabam se cansando de tanta coisa parecida, sem nada de inovação. É uma cópia atrás de outra, bandas sem nada para mostrar. Só que dentre estas tantas surgem algumas que se destacam, pelo simples motivo de não terem se contentado apenas em ser mais uma. Pelo fato de sentirem que se seu som fosse semelhante ao de outros, eles não seriam lembrados como eles mesmos, e sim como a banda que parece com tal outra.

Misturar, criar, inovar, surpreender. Estes verbos simplificam bem o que pode separar um artista do grande grupo e fazê-lo andar no sentido do reconhecimento e do destaque. Dentre as bandas novas que decidiram sair da mesmice podem ser citados nomes como Vampire Weekend, Does It Offend You, Yeah?, Foals e Metronomy. E é deste último que eu vou falar.

No ínicio, em 1999 o Metronomy era apenas formado pelo jovem inglês Joseph Mount e seu laptop, fazendo músicas sozinho em seu quarto. Mas se o cara começou em 1999, como eu posso estar falando que Metronomy é uma banda nova?

Realmente a banda já tem quase uma década, porém me refiro à renovação pela qual passou, e os frutos que foram plantados. Em 2006, Joseph lançou o álbum ‘Pip Paine (Pay Back The £5000 You Owe)’. Totalmente experimental e quase todo instrumental, o disco foi bem aceito e ele começou a receber diversos convites de remixes, entre eles de grandes nomes como Franz Ferdinand, Ladytron e Klaxons. E 2008 chegou, e junto com ele o grande momento do Metronomy.

Gabriel Stabbing e Oscar Cash, músicos que acompanhavam Joseph ao vivo, foram adicionados à banda, e chegou às lojas no começo deste mês o segundo álbum deles, e talvez um dos melhores do ano: Nights Out. Demonstrando influências de diversos artistas, tais como David Bowie, Autechre, Devo e Ramones, foi criado um novo gênero. Que na realidade não é um gênero, é o Metronomy. E esta é a banda nova que eu estou falando.

Sintetizadores de sobra, saxofones, três vozes, grandiosas músicas instrumentais, barulhos de porta abrindo e fechando e tudo o que mais pôde ser colocado, foi colocado em ‘Nights Out’. Um álbum completo do início ao fim, para se ouvir dezenas de vezes prestando atenção e admirando cada detalhe inserido por Joseph para deixar tudo mais harmônico para os ouvidos.

E como eu disse no início, há bandas que chegam para copiar e bandas que ficam para serem copiadas. Com toda certeza, o Metronomy é uma que chega para ficar. Se será copiada o ou não, veremos. Aposto que sim, até que surja alguma outra banda que acerte em cheio os corações de músicos não-criativos. A moda não existe só entre os fãs.

Download do àlbum disponível no Orkut

Autor: Marçal Righi



Crítica: Coldplay – Viva La Vida Or Death And All His Friends by Gabriel
junho 21, 2008, 3:10 am
Filed under: Coldplay, Críticas e Recomendações | Tags: ,

O prometido disco revolucionário do Coldplay está aí. Missão cumprida? Há controvérsias.

Já no quarto álbum da carreira, a banda, muitas vezes conhecida por certos hits que estouraram nas rádios, apelou para Brian Eno e sua proposta inovadora. Eno foi direto ao ponto, Chris Martin e sua turma insistiam em certas fórmulas musicais, tornando tudo meio repetitivo, além de músicas longas e de letras não tão boas.

Alguns resultados são visíveis. Depois de diversas audições atentas, percebe-se a exploração de novos timbres, percussões africanas misturadas com ares orientais, uma textura mais rica, além da utilização de sintetizadores e órgãos.

O disco apresenta pontos fortes, chegando a surpreender em certos momentos, como na maravilhosa Viva La Vida ‘, a melhor faixa do disco na minha opinião, conduzida pelas cordas em um ritmo marcante, por vezes até dançante, os clássicos pianos de Cris Martin, um coro perfeito e sinos ao fundo, enquanto canta “I hear Jerusalem bells are ringing”. Com certeza uma faixa que marcará os setlists da banda por muitos anos.

Mas da mesma forma em que o disco chega ao seu auge, tem sua ruína na faixa seguinte, ‘Violet Hill ‘. Há quem goste, eu pessoalmente achei chata. O final dela até que salva, mas nada extraordinário em sua letra, valeu a intenção da banda. Talvez daqui um tempo eu chegue a digerí-la.

No geral o disco mantem um bom nível, inicia-se com a faixa instrumental ‘Life in Technicolour‘, que já chegou a apresentar letra um dia, mas foi retirada por ter sido considerada óbvia demais por um desconhecido qualquer, como disse Guy Berryman à MTV. A faixa já apresenta aos ouvintes algumas das novas características da banda.

Em seguida, tem-se ‘Cemeteries Of London ‘, onde se vê presente as já citadas percussões com direito a palmas, e novamente o coro ao fundo…uma ótima faixa. (Singing la la la la la la ehh…And the night over London hey!)

Lost: para os fãs mais conservadores, talvez esta uma das grandes faixas do disco, segue um pouco o cara de ‘Fix You’. As palmas de novo presentes marcando o ritmo, o coro e um órgão bem bonito. A letra não é lá das melhores, nada muito inovadora.

42: não podia faltar aquela faixa do pianinho no álbum. Mas não dura muito tempo, a música vai evoluindo, entram as cordas…até que praticamente se transforma em outra com alguns riffs de guitarra e tudo mais.

Lovers in Japan/Reign of Love: Lovers in Japan é boa…Reign of Love aposta no piano, tem um clima meio Enya (não me agridam).

Yes/Chinese Sleep Chant: Me lembra alguma outra faixa deles, não lembro qual. Talvez alguma faixa até de outra banda, refletirei sobre o assunto…se alguém quiser me dar uma luz.
Mistura de ritmos e escalas diversas, ficou bem interessante até.

(a madrugada vai chegando, falo cada vez menos de cada faixa)

Strawberry Swing: muito bonita, acredito que quase todos dividam essa opinião. Gostei da instrumentação, o ambiente que ela cria. Em certo momento também me lembra alguma outra música, não sei qual…

Death and All His Friends/The Escapist: faixa suave, sutil…E pra terminar, ‘The Escapist’, quase um retorno a ‘Life in Technicolour‘ com referências diretas à faixa de abertura do disco, fechando, assim, “Viva La Vida Or Death And All His Friends”, como num ciclo.

“Lovers in Japan/Reign of Love”, “Yes/Chinese Sleep Chant”, “Death and All His Friends/The Escapist“: Bateu a louca no Coldplay que resolveu juntar duas faixas em uma, por três vezes em todo o álbum. Pelo visto foi questão de estética mesmo, pra ficar com 10 faixas e não 13…vai entender. Se ainda tivessem uma super relação entre uma e outra, mas não…apenas uma certa relação temática entre “Lovers in Japan” e “Reign of Love”.

O Coldplay se encontra mais ousado, mas talvez não o suficiente. Apesar de algumas visíveis mudanças, não acredito que exploraram todas as possibilidades de experimentalismo as quais tiveram acesso, vejo tudo isso mais como uma expansão das sonoridades da banda.

Falta perder o medo de inovar e desagradar aos fãs. Mas isso não faz de “Viva La Vida Or Death And All His Friends” um álbum ruim, pelo contrário, considero-o excelente…talvez um dos melhores do ano, e da banda.

Podemos esperar muita coisa por aí. Através dos shows, clipes e tudo mais, veremos o verdadeiro alcance do disco.

Tracklist:

01. Life in Technicolor
02. Cemeteries of London
03. Lost!
04. 42
05. Lovers in Japan/Reign of Love
06. Yes/Chinese Sleep Chant
07. Viva la Vida
08. Violet Hill
09. Strawberry Swing
10. Death and All His Friends/The Escapist

 

Autor: Gabriel Zorzo



Crítica: In Ghost Colours (Cut Copy) by marçal
junho 19, 2008, 10:19 pm
Filed under: Críticas e Recomendações, Cut Copy

Mais um bom álbum vindo da turma do neon, e dessa vez, através do Cut Copy, os melhores representantes da cena na Austrália. Em seu segundo álbum, “In Ghost Colours”, a banda se mostra com o corpo nos anos 2000 e a alma nos anos 80. Os timbres de bateria, as bases eletrônicas, os vocais de Dan Whitford, tudo remete ao synthpop. E põe pop nesse synth. As melodias grudentas têm um poder de viciar quem as ouve só presente no legítimo pop. E do jeito que a síndrome do underground tá pegando hoje em dia, muitos podem levar isso como algo ruim. Ouça e veja que não é.

Nesse disco, lançado em março deste ano, o trio abandonou um pouco o rock robô que os fez conhecidos com “Bright Like Neon Love” e adotou uma atmosfera mais festeira, mais dançante, mais pop.

In Ghost Colours chega em pleno 2008 com um espírito de nostalgia emocionante, mais que um revival, uma viagem no tempo. Cut Copy nos anos 80 seria febre. Ótimo disco.

  1. “Feel The Love”
  2. “Out There On The Ice”
  3. “Lights And Music”
  4. “We Fight For Diamonds”
  5. “Unforgettable Season”
  6. “Midnight Runner”
  7. “So Haunted”
  8. “Voices In Quartz”
  9. “Hearts On Fire”
  10. “Far Away”
  11. “Silver Thoughts”
  12. “Strangers In The Wind”
  13. “Visions”
  14. “Nobody Lost, Nobody Found”
  15. “Eternity One Night Only”

Autor: Marçal Righi



Crítica: Velocifero (Ladytron) by marçal
abril 18, 2008, 12:15 am
Filed under: Críticas e Recomendações, Ladytron

O lançamento do quarto álbum do Ladytron está previsto para junho, mas como sempre acontece, já vazou na internet. E sorte de todos nós que vazou. Eu particularmente estava ansiosíssimo para ouvir, e não me decepcionei em nenhum momento.

Black Cat, que já havia sido divulgada, abre o disco, com seus sintetizadores sombrios, e as letras em búlgaro, faladas por Mira Aroyo, mostrando que o Ladytron continua com a mesma identidade que o levou ao patamar de grande banda da música eletrônica atual, desde o lançamento do álbum “604”, em 2001. Nota-se que desde este disco, eles vem inserindo em suas bases eletrônicas melodias mais trabalhadas, que fazem as músicas mais simpáticas aos ouvidos.

A faixa Runaway, uma das mais belas do álbum, nos transporta para os anos 80 do synthpop, com suas batidas que lembram a clássica Bizarre Love Triangle, do New Order, porém com o aspecto sombrio do post-punk, e a voz inconfundível de Helen Marnie.

E, seguindo a linha que sempre segue em seus álbuns, mesclando faixas de melodia mais pop com aquelas frias e soturnas, sempre com os synths dos homens da banda ao fundo, o Ladytron faz de “Velocifero” mais uma obra-prima, honrando o nome que tem.

Tracklisting

  1. Black Cat
  2. Ghosts
  3. I’m Not Scared
  4. Runaway
  5. Season of Illusions
  6. Burning Up
  7. Kletva
  8. They Have You a Heart, They Gave You a Name
  9. Predict The Day
  10. The Lovers
  11. Deep Blue
  12. Tomorrow
  13. Versus

Autor: Marçal Righi

 



Crítica: “A Seita” (Sé7ima) by marçal
abril 13, 2008, 9:54 pm
Filed under: Críticas e Recomendações

entrevistamos a Sé7ima, agora vamos falar mais sobre o disco de estréia da banda, intitulado “A Seita” e lançado no final de 2007.

O álbum mostra bem todos os atributos musicais que eles têm, começando com a forte “Aurora”, com seu refrão marcante e lindas intervenções de violinos e violoncelos.

A linda “Seita”, impulsionada por momentos de transe e psicodelia, é seguida por “Adagio” – a impecável introdução de “Invenção” – composta pelo tecladista Henrique Gomide, que esbanja talento.

O disco segue seu caminho muito bem, viajando pelo rock clássico, psicodélico, e sempre mostrando a identidade da banda, sem se mostrar repetitivo em nenhum momento.

A Sé7ima, apesar de pouco conhecida, mostra que tem potencial e musicalidade para estar em um patamar alto do rock brasileiro, com toda certeza.

Comprar o disco

  1. Aurora
  2. Caos
  3. A Lua e o Sol
  4. O Dia
  5. Deixa Rolar
  6. Cai-Cai Menina
  7. Seita (dos Palhaços Brutos)
  8. Adagio
  9. Invenção
  10. Do Outro Lado
  11. A Noite
  12. Doutor
  13. Fim
  14. Passos do Amanhã
  15. Não Há Razão

Autor: Marçal Righi



Crítica: Crystal Castles (Crystal Castles) by marçal
março 21, 2008, 12:20 am
Filed under: Críticas e Recomendações, Crystal Castles

O Crystal Castles vem de Toronto, Canadá, e já é bem conhecido no meio eletrônico, sendo por suas músicas, ou por seus remixes (já remixaram Klaxons, The Little Ones, entre outros). Composto por Alice Glass nos vocais e Ethan Kath nas programações, a dupla faz um som dividido em dois lados, digamos assim.

Um é o lado agressivo, em que são usados muitos sintetizadores com sons de videogames 8-bit, misturados com batidas fortes e marcantes e sempre a voz rouca e gritada de Alice, o que faz nos sentir em um caos total, dentro de um videogame.

Já o outro lado são as músicas mais calmas, com batidas leves e menos Atari. Já a inovação aqui é que Alice se torna somente uma coadjuvante. Ela não canta, sua voz que é cortada em pequenas partes e utilizada como um outro sintetizador.

No álbum de estréia homônimo, lançado dia 18, o Crystal Castles mostra estes dois lados, pendendo um pouco mais para o calmo, diferentemente dos EPs.

Para quem ainda não conhece, o disco provavelmente agradará. Quem já conhecia, e gostava mais do lado agressivo, como eu, irá se decepcionar um pouco, pois esse lado foi pouco explorado, e músicas como Rot, Bitter Hearts, Mother Knows Best e Dolls foram deixadas de fora.

Mas no entanto, em sua totalidade é um bom álbum. Cinco estrelas para a dupla.

Klaxons – Atlantis to Interzone (Crystal Castles Remix)

 

The Little Ones – Lovers Who Uncover (Crystal Castles Remix)

Tracklisting

  1. Untrust Us
  2. Alice Practice
  3. Crimewave (vs Health)
  4. Magic Spells
  5. XXZXCUZX Me
  6. Air War
  7. Courtship Date
  8. Good Time
  9. 1991
  10. Vanished
  11. Knights
  12. Love and Caring
  13. Through The Hosiery
  14. Reckless
  15. Black Panther
  16. Tell Me What to Swallow

Autor: Marçal Righi

 



Crítica: Konk (The Kooks) by Cedric
março 17, 2008, 4:31 pm
Filed under: Críticas e Recomendações | Tags: , ,

O “Konk” só será lançado em abril, mas já vazou na internet (como o novo do We Are Scientists, do Tokyo Police Club…enfim, álbuns sempre vazam por culpa do Mário, é claro).

O nome do álbum veio do estúdio em que a banda o gravou, “Kooks – Konk soa bem”, disse Luke Pritchard – vocalista – sobre o batismo do novo trabalho.

‘Konk’ não é nada inovador, não quando já se ouviu o primeiro CD do grupo inglês. Trata-se de um ‘Inside In/Inside Out’ com um pouco menos de rock e doses extras de reggae, não que isso seja ruim.

A primeira faixa é ‘See The Sun’, que em seus primeiros segundos conta apenas com uma guitarra leve – essa guitarra “leve” volta a aparecer em outras músicas – e com a voz de Luke, o que me fez lembrar de ‘Seaside’, que abre o primeiro álbum.

Tradicional sim. Chato nunca. O ‘Konk’ é, na falta de um adjetivo melhor, gostoso de ouvir. Logo em na primeira música – ‘See The Sun’, como já falei acima – você pega certa simpatia pelo CD. Mas eu esperava mais, pra falar a verdade, eu acho que esperava demais dos Kooks, que entraram pro hype inglês a pouquíssimo tempo. Pensei em botar a culpa na saída de Max Rafferty – fundador e ex-baixista – do grupo, mas não é justo, o rapaz esteve presente na maior parte do período de gravação e produção. Portanto, acho que vou deixar a culpa da quebra de expectativa nas minhas costas mesmo.

‘Always Where I Need To Be’, ‘Mr. Maker’, ‘Do You Wanna’ e ‘Gap’ são, na minha opinião, as melhores músicas do novo trabalho (‘Always Where I Need to Be’ principalmente) e são [quase] tão boas quanto os hits ‘Sofa Song’, ‘Eddie’s Gun’, ‘Ooh La’ e ‘Naive’, que marcaram o álbum de estréia da banda. Faixas equivalentes sim, mas por que não tunes novos melhores do que os antigos? Isso também tem. ‘Shine On’ contou com uma letra positiva, uma melodia doce e superou ‘Seaside’ no quesito “cuteness” (ou fofura, como preferirem). A “faixa escondida” ‘All Over Town’ também tem uma melodia bonita no violão e divide o lugar de “faixa mais fofa” com ‘Shine On’.

A primeira faixa citada no parágrafo acima é dos tempos de Glastonbury, dos tempos de T In The Park e dos tempos do Rock am Ring (foi nesse que eu conheci o hit), ou seja, é dos tempos do primeiro CD. E é a melhor do novo.

Luke e seu grupo gostariam de reproduzir o espírito do ‘Inside In/Inside Out’ no ‘Konk’. Acho que não conseguiram, mas passaram perto, realmente chegaram bem perto. (Se discordar de mim, sinta-se livre para criticar minha opinião comentando nesse mesmo artigo)

Tracklisting

  1. See the Sun
  2. Always Where I Need to Be
  3. Mr. Maker
  4. Do You Wanna
  5. Gap
  6. Love It All
  7. Stormy Weather
  8. Sway
  9. Shine On
  10. Down to the Market
  11. One Last Time
  12. Tick of Time (+ Hidden Track ‘All Over Town’)

Destaque para: Always Where I Need To Be, Mr. Maker, Do You Wanna, Gap, One Last Time, Tick of Time e All Over Town.

Autor: Alex Correa

 



Crítica: “Elephant Shell” (Tokyo Police Club) by marçal
março 15, 2008, 1:21 pm
Filed under: Críticas e Recomendações, Tokyo Police Club

O Tokyo Police Club é uma banda nova, porém já conhecida mundialmente, até já tocaram aqui no Brasil (eu fui!), tudo isso devido a dois excelentes EPs.

O primeiro álbum ainda não saiu oficialmente, mas já vazou na internet. Como já foi dito aqui no blog, o álbum viria praticamente só com inéditas. E veio mesmo. Quem esperava se deparar com ‘Cheer It On!’ ou “Citizens of Tomorrow” ao ouvir o disco, pode esquecer. Pra não dizer que não colocaram músicas já conhecidas, a ótima ‘Your English Is Good’ aparece no repertório.


Agora vamos falar sobre essas tais músicas inéditas. São boas, sim. Têm o baixo marcante, os riffs de guitarra ao fundo, o teclado do animadíssimo Graham Wright e a voz de Dave Monks, gostosa de se ouvir.

Mas falta alguma coisa, e todo mundo que ouve o disco percebe isso. Falta a ‘Elephant Shell’ o que não faltava em ‘A Lesson In Crime’. Não sei dizer qual é esse ingrediente especial, mas o EP é muitas vezes melhor. O ponto mais fraco do álbum é com certeza a grande semelhança entre as músicas, que o deixa um pouco repetitivo, só não mais pois as músicas não ultrapassam os 3 minutos.

O álbum é bom até, mas quatro estrelas para o Tokyo Police Club, pois esses canadenses já fizeram coisas muito melhores.

4-estrelas.png

  1. “Centennial”
  2. “In a Cave”
  3. “Graves”
  4. “Juno”
  5. “Tessellate”
  6. “Sixties Remake”
  7. “The Harrowing Adventures Of…”
  8. “Nursery Academy”
  9. “Your English Is Good”
  10. “Listen to the Math”
  11. “The Baskervilles”

(Tamanho Original)

Autor: Marçal Righi

 



Crítica: Lucky (Nada Surf) by Cedric
fevereiro 24, 2008, 6:45 pm
Filed under: Críticas e Recomendações, Nada Surf | Tags: , , ,

Atualmente, Nada Surf anda pelo underground, mas a banda nova-iorquina já teve seu [intenso] período de mainstream.

Lá por meados da década de 90, os caras lançaram seu primeiro CD, High/Low, e invadiu as rádios com o hit ‘Popular’, que, ironicamente, acabou ficando mais popular do que o esperado.

Mas o sucesso de Nada Surf não parou por ai. Em 99, o grupo foi convidado para gravar um tributo aos Pixies, e, algum tempo depois, em 2004, lá estava o Nada no “The O.C Mix 2”. Foi quando eu conheci o som deles.

Nesse mês (fevereiro), depois de dois anos e pouco sem lançar nenhum álbum novo, o Nada Surf veio com ‘Lucky’, o quinto álbum da banda (passei a esperá-lo ansiosamente depois de escutar ‘See These Bones’, que vazou a algum tempo).

Enquanto o último CD, ‘The Weight Is A Gift’ foi produzido por Chris Walla, guitarrista do Death Cab, ‘Lucky’ teve a participação de Ben Gibbard nos vocais de ‘From Now On’. Além de Ben, John Roderick (The Long Winters), Sean Nelson (Harvey Danger) e alguns outros contribuiram nas gravações.

Esse recém-lançado álbum já está na minha lista de ‘Melhores Downloads do Ano’ (acabo de criá-la), pelo som agradável e suave que me proporcionou nesse chuvoso domingo.

As distorções de ‘Weightless’, o coral de ‘See These Bones’, a trompa do Calexico em ‘Ice On The Wing’ dão um toque necessário – e especial – em ‘Lucky’, além dos vocais de Gibbard em ‘From Now On’, como disse acima, é claro. Até a melancolia de ‘The Film Did Not Go ‘Round’ se saiu bem, infinitamente melhor do que as a pouco citadas ‘In The Privacy of Our Love’, ‘We’re Looking For A Lot Of Love’ e ‘Whistle For Will’, do novo CD Hot Chipiano. Mas isso é uma outra história.

  1. “See These Bones”
  2. “Whose Authority”
  3. “Beautiful Beat”
  4. “Here Goes Something”
  5. “Weightless”
  6. “Are You Lightning?”
  7. “I Like What You Say”
  8. “From Now On”
  9. “Ice on the Wing”
  10. “The Fox”
  11. “The Film Did Not Go ‘Round” (originalmente de Greg Peterson)

CD Bonus (se você comprar o CD original…):

  1. “Whose Authority” (acoustic)
  2. “I Like What You Say” (acoustic)
  3. “I Wanna Take You Home”
  4. “Everyone’s On Tour”

Não deixem de assistir ‘Whose Authority’, o clipe novo do Nada que certamente foi inspirado em ‘Put Your Records On’, da Corinne Bailey Rae:

Autor: Alex Correa

 



Crítica: Made In The Dark (Hot Chip) by Cedric
fevereiro 20, 2008, 4:57 pm
Filed under: Críticas e Recomendações, Hot Chip | Tags: , ,

‘Made In The Dark’ é o mais novo CD do grupo inglês Hot Chip, que já passou pelo Brasil no ano passado. O álbum conta com algumas músicas dançantes e ouras melancólicas (talvez até melancólicas demais), mas superou o ‘Coming On Strong’, primeiro trabalho do grupo.

Poucos minutos depois de apertar o play você já ficará satisfeito: ‘Out At The Pictures’, a primeira faixa do CD, é extremamente cativante. A introdução da música aparentemente tem o objetivo de te deixar no mínimo ansioso para ouvir o resto do álbum (me lembrou um pouco a introdução de ‘Living Is A Problem Because Everything Dies’, primeira música de Puzzle, do Biffy Clyro).

E termina a faixa 1. “Excelente!” foi o que eu pensei. Mas não demorou muito para a minha opinião mudar drasticamente (para melhor). Depois de escutar ‘Shake A Fist’, ‘Ready For The Floor’, ‘Bendable Poseable’ e ‘Touch To Much’ deixei escapar um ruído não-identificado de dentro de mim, que tentou dizer “PUTAQUEPARIUQUECDFODA” ou qualquer outra coisa tão empolgada (e desbocada) quanto.

Mas é uma pena que nada seja tão perfeito assim. Logo na 6º faixa já pude reparar uma queda significativa de qualidade (o que faria o ‘Made In The Dark’ perder o selo de qualidade do MTJ!, se tivéssemos um) que permaneceu por outras 2 faixas.

Percebeu que ainda não falamos da música que deu nome ao CD? Está curioso para ler sobre a ‘Made In The Dark’? Não? Pois vou falar assim mesmo. A faixa com certeza não está entre as melhores do CD, não mesmo. Para ser mais sincero, a música entrou para a minha lista negra do Hot Chip, junto com ‘We’re Looking For A Lot Of Love’, In The Privacy Of Our Love’ e ‘Whistle For Will’.

Porque eu não gostei delas? Muito melancólicas. MUITO mesmo. Não tenho nenhum problema com melancolia nas músicas, mas isso é uma coisa que eu realmente não esperava escutar quando baixei o novo álbum do Hot Chip. Se eu pudesse mudar o nome do CD, provavelmente escolheria ‘Shake A Fist’ ou ‘Ready For The Floor’, mas como não posso mudar, acho que vai ter que continuar assim mesmo.

‘Made In The Dark’ termina com ‘The Privacy Of Our Love’ (uma das músicas que entraram para a minha lista negra, como disse acima). Reformulando a frase: ‘Made In The Dark’ termina mal, com uma das músicas mais chatas do CD.

Pra terminar, uma dica: Quando chegar na última música do álbum, volte para a primeira e escute-o de novo até a 5ª faixa. Dance, cante, pule, fique feliz e depois vá escutar o ‘The Warning’, para continuar feliz.

  1. “Out at the Pictures”
  2. “Shake a Fist”
  3. “Ready for the Floor”
  4. “Bendable Poseable”
  5. “We’re Looking for a Lot of Love”
  6. “Touch Too Much”
  7. “Made in the Dark”
  8. “One Pure Thought”
  9. “Hold On”
  10. “Wrestlers”
  11. “Don’t Dance”
  12. “Whistle for Will”
  13. “In the Privacy of Our Love”

Autor: Alex Correa

 



Crítica: CocoRosie by Gabriel

Conhece o duo CocoRosie? Aproveite a oportunidade, acredito que não se arrependerá.

Formado pelas irmãs Sierra Rose Casady e Bianca Leilani Casady, o duo meio americano, meio francês, explora uma atmosfera difícil de se definir, que vai do indie rock, passa pelo folk, blues e consegue chegar a influências do hip-hop, tudo com muita originalidade, chegando a sonoridades nunca antes exploradas.

Sierra é responsável pelo violão, harpa e voz. Já Bianca pelos brinquedos, gravadores e suave voz.

Confesso que desconfiei de tais misturas antes de ouvi-las. Mas bastou alguns segundos para perceber que a qualidade era inquestionável.

O álbum de estréia (meu preferido), La Maison De Mon Revê, lançado em 2003, explora a utilização de brinquedos infantis (Terrible Angels, Candy Land são bons exemplos), violão e piano, além das diferentes, contrastantes, porém maravilhosas vozes de Sierra e Bianca (ouça Good Friday). A suavidade da voz de Bianca contrapõe-se a de sua irmã, e em meio a tais instrumentos e batidas eletrônicas, torna-se perceptível a fusão entre o acústico e o eletrônico. Toda essa mistura é carregada por uma melancolia e certo ar de nostalgia.

Esse não é o único álbum do duo. Em seu segundo disco, Noah’s Ark (2005), a banda mostra que tem muito que oferecer ainda ao universo musical. A exótica sonoridade, agora em melhor qualidade de gravação, conta com a participação de dois ícones da música: Devendra Banhart (também presente no terceiro disco – ‘Houses’ é de sua autoria) e Antony Hegarty (Beautiful Boyz), do Antony and the Johnsons. A estranha voz de Antony casa-se perfeitamente com a atmosfera criada pelo duo, tornando esta uma bela música.

Não satisfeitas com tamanho experimentalismo, lançam seu terceiro disco, ‘The Adventures of Ghosthorse and Stillborn’. No momento ainda não explorei todo o álbum, por isso deixarei para comentá-lo em outra oportunidade.

No entanto, pela sonoridade que têm nos oferecido, além de sua proposta experimental, as duas conseguem se tornar originais, fugindo do clichê, firmando-se no mundo musical. Audição indispensável para quem gosta de boa música.

Quer saber mais?

MySpace | Site Oficial | Wikipédia

La Maison De Mon Revê [2003]

  1. “Terrible Angels” – 4:10
  2. “By Your Side” – 3:59
  3. “Jesus Loves Me” – 3:10
  4. “Good Friday” – 4:23
  5. “Not For Sale” – 1:19
  6. “Tahiti Rain Song” – 3:36
  7. “Candyland” – 2:56
  8. “Butterscotch” – 3:08
  9. “West Side” – 1:24
  10. “Madonna” – 3:49
  11. “Haitian Love Songs” – 4:55
  12. “Lyla” – 4:04

4-estrelas-e-meia.png

Noah’s Ark [2005]

  1. K-Hole” – 4:10
  2. “Beautiful Boyz” – 4:37
  3. “South 2nd” – 4:09
  4. “Bear Hides and Buffalo” – 4:14
  5. “Tekno Love Song” – 3:54
  6. “The Sea Is Calm” – 3:39
  7. “Noah’s Ark” – 4:13
  8. “Milk” – 0:34
  9. “Armageddon” – 4:04
  10. “Brazilian Sun” – 4:38
  11. “Bisounours” – 4:06
  12. “Honey or Tar” – 2:08

4-estrelas.png

The Adventures of Ghosthorse and Stillborn [2007]

  1. Rainbowarriors (3:55)
  2. Promise (3:37)
  3. Bloody Twins (1:37)
  4. Japan (5:02)
  5. Sunshine (2:58)
  6. Black Poppies (2:37)
  7. Werewolf (4:50)
  8. Animals (6:02)
  9. Houses (2:56)
  10. Raphael (2:48)
  11. Girl and the Geese (0:46)
  12. Miracle (3:35)

4-estrelas.png

Uma pequena amostra:

Veja aqui outro vídeo.

Autor: Gabriel Zorzo

 



Crítica: Reality Check (The Teenagers) by marçal
janeiro 22, 2008, 3:36 am
Filed under: Críticas e Recomendações, The Teenagers

The Teenagers é uma banda londrina/parisiense, composta por Micheal Szpiner, Dorian Dumont e Quentin Delafon, que não é muito conhecida.

Ainda. Por que suas músicas grudam daquele jeito que não sai da cabeça e você não pára de cantar. Isso pode parecer ruim, mas não é. Com outras músicas, o que você mais quer é esquecer de qualquer jeito. Já com Teenagers, a vontade é de ouvir cada vez mais.

O primeiro CD da banda, Reality Check, foi lançado hoje em formato digital só nos EUA, e o lançamento oficial é só em Março. Mas o álbum já vazou na internet e nós disponibilizamos aqui.

O nome da banda reflete bem sobre suas músicas e letras. As melodias são simples e gostosas de se ouvir, misturadas aos versos falados, fazem uma junção muito boa. As letras parecem terem sido escritas por adolescentes, sem levar muito a sério, falando sobre garotas, colégio, amigos e bebidas.

Destaque para a música que abre o álbum, Homecoming, que conta uma mesma história em duas visões diferentes. A primeira, do homem, que conheceu uma garota e só está interessado em seu corpo e em transar com ela. Já o outro lado, é o da garota, que se encantou com ele e agora está apaixonada.

Um disco muito bom em sua totalidade.

The Teenagers, anotem esse nome, minha principal aposta para 2008.

Nota:

Vídeo: Homecoming

MySpace

Autor: Marçal Righi

 



Conheça The Little Ones by alex correa
janeiro 8, 2008, 6:58 pm
Filed under: Críticas e Recomendações, The Little Ones | Tags:

Já ouviu falar em The Little Ones? Não? Pois não sabe o que está perdendo. A banda é de Los Angeles e foi fundada no inicio de 2006 pelo então baterista Greg Meyer. Anos se passaram e entraram Edward, Brian, Ian e Lee. Atualmente, Greg já não faz parte da banda, tendo sido substituído por um rapaz chamado David.

A banda de Indie Pop já lançou 2 EPs e nesse mês lança seu quinto single, Ordinary Song. Muito comparada a Beach Boys, Death Cab for Cutie, The Shins e ao extinto The Kinks, The Little Ones lança seu primeiro álbum completo em 15 de abril nos Estados Unidos. Comparações aparte, o quarteto já tocou com artistas e bandas renomadas como Kaiser Chiefs, Matt Costa, CSS, Jamie T e The Magic Numbers.

The Morning Tide será uma ótima oportunidade para todos conhecerem melhor o trabalho da banda. Não quer esperar? Ei, não desista de conhecer a banda! Você pode fazer o download do EP ‘Sing Song’ disponibilizado pelo Freak Box ou então conferir o som no MySpace da banda. Acho que você não vai se arrepender!

Não deixe de assistir o clip do top hit dos caras, ‘Lovers Who Uncovers’:

Autor: Alex Correa