Move That Jukebox!


MySpace Musificando: Ajude o Move That Jukebox!
março 18, 2009, 11:10 am
Filed under: Outros

Quem não leu a entrevista com o Pata de Elefante não deve estar entendendo o motivo de haver um banner redirecionando para o Myspace da banda na barra lateral de nosso blog. Então resolvi fazer esse post para explicar melhor do que se trata.

Há alguns dias fomos convidados para participar de uma campanha do Musificando, uma ramificação do Myspace que ajuda bandas a se promoverem através do site. A campanha consistia em apadrinhar uma banda, que teria sua foto em destaque no perfil do Musificando. O Move That Jukebox! escolheu para serem seus apadrinhados os gaúchos do Pata de Elefante, recém-entrevistados por nós.

O que acontece é que mais quatro blogs também receberam um convite, e foi proposto um concurso: a banda que conseguisse um maior número de amigos no Myspace em um mês de destaque, receberia um destaque maior, juntamente com seu blog padrinho, que ganha também um banner na página inicial do Myspace.

Então o que pedimos é simples. Visitem a página do Pata de Elefante, ouça o som da banda, que vale a pena ser reconhecida, os caras são talentosos e super gente fina, e aproveite para adicioná-los como amigos caso você tenha um Myspace também. Assim você ajuda tanto a banda quanto seu querido blog Move That Jukebox.

Obrigado, e adicionem!

Marçal Righi

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Não vai no Just a Fest? Prepare a pipoca
março 16, 2009, 11:34 am
Filed under: Los Hermanos

Boa notícia para aqueles que não vão ao Just a Fest, e que recbem qualquer notícia do festival como uma tragédia. Preparem a pipoca e arrumem sua melhor poltrona, pois o show de retorno (será?) dos nossos queridos Los Hermanos será transmitido na íntegra pelo canal pago Multishow, à partir das 21h de domingo (22/03). Não tem tv a cabo? Sem problemas, o show também estará disponível ao vivo no site do Multishow.

By the way, quem continuar assistindo o canal após o término do show terá direito a assistir agradáveis trinta minutos de cada um dos outros shows, Kraftwerk e Radiohead. E para quem vai no show, vai um quiz sobre as bandas para manter o clima e segurar (ou aumentar) um pouco a ansiedade.

Marçal Righi



Entrevista: Pata de Elefante
março 13, 2009, 9:44 pm
Filed under: Outros

Semana passada recebemos um e-mail do MySpace, nos convidando para apadrinhar uma banda, que ficaria em destaque na página do Musificando, o programa de ajudar bandas que o MySpace criou. A dúvida foi grande, de verdade. Várias bandas passaram por minha cabeça, até que um outro e-mail chegou. Era das meninas da Agência Alavanca, nos convidando para o show Zoo Instrumental, que aconteceria no Inferno Club (SP), onde tocariam Pata de Elefante e Macaco Bong.

Confesso nunca ter dado muita atenção a estas bandas, mas me interessei pelo convite e procurei mais sobre as duas, principalmente o Pata de Elefante. E o que encontrei foi uma grande e rica mistura de rock clássico, country, folk e surf music, em músicas instrumentais que não me deixaram sentir em momento algum a ausência de vocal. E pesquisando melhor, percebi que este é um dos grandes fortes da banda: agradar pessoas que estão acostumadas a ouvir apenas música com vocal. E então fui ouvindo aquilo, e gostando cada vez mais. Até que aquele problema de qual seria a banda apadrinhada sumiu. Logo indiquei o Pata de Elefante, e programei uma entrevista com a banda, mais precisamente com os guitarristas/baixistas Gabriel Guedes e Daniel Mossmann. E ela aconteceu um pouco antes do ótimo show que fizeram no Inferno, com aquele som marcante e viciante que eu estava cheio de ansiedade para ouvir ao vivo desde o início da semana, quando o último disco deles “Um olho no fósforo, outro na fagulha” entrou no meu iPod e que até agora teima em estar sempre entre os mais ouvidos.

A tal entrevista você confere logo abaixo. Se quiser ouvir um pouco antes pra se interar no assunto, é só acessar o MySpace deles. Em tempo, adicione a banda no Myspace. Se entre as bandas apadrinhadas o Pata de Elefante for a que conseguir o maior número de amigos, o blog que a apadrinhou ganha um banner na página inicial do MySpace. Ou seja, ajudando o Pata você também estará ajudando o Move.

MTJ!: No começo do ano, nós pedimos para várias bandas indicarem os 5 melhores álbuns de 2008, e o Marcos, do Walverdes, colocou como primeiro lugar o “Um olho no fósforo, outro na fagulha”. Uma coisa que eu acho bem interessante é essa união e troca de reconhecimento que existe entre as bandas do cenário independente brasileiro. Vocês acompanham de perto o trabalho das outras bandas daqui?

Daniel: No meu caso, não sei muito bem o que quer dizer com bastante, não conheço todas as bandas, mas tem algumas que eu curto..

Gabriel: É, a gente cruza bastante banda na estrada, tocamos juntos, trocamos CD. A gente faz parte da cena, então convive com elas. Algumas que eu gosto são Macaco Bong e algumas outras, poucas outras. (risos)

Daniel: É, massa tem o Walverdes também, o Chucrobillyman, uma banda de uma pessoa só, bem legal.

MTJ!: Vocês já tocaram em bandas com vocal, certo?

Daniel: Sim.

MTJ!: E num show, qual é a principal diferença que vocês sentem no público entre estar tocando uma música com vocal e uma apenas instrumental?

Daniel: No caso a guitarra é a voz nas nossas músicas. Na real a gente encara assim, tem a melodia principal, que a guitarra faz como se fosse a voz e tem as horas que é solo de guitarra, que é outra coisa, é um improviso. De repente as pessoas não identificam isso, acham que o cara tá fazendo solo o tempo inteiro mas não é assim, tem uma hora que é uma melodia definida, tem hora que é improviso.

Gabriel: Tem inclusive músicas nossas que se você pensar pode imaginar como se fosse uma música com voz, né. Tem música nossa no disco onde a guitarra faz a música inteira, e na hora do solo, propriamente dito, quem faz é um piano, pra ter aquela diferença. Não é comum o cantor fazer um solo, então é a mesma coisa, a guitarra está cantando e vem um outro instrumento pra fazer o solo.

MTJ!: Mas e no público, vocês sentem alguma diferença?

Daniel: É, a galera canta no assobio. (risos)

Gabriel: Já teve show que as pessoas até cantaram..

MTJ!: Acho que a que cantam mais é a ‘Hey!’, né?

Daniel: É, essa é sempre a mais cantada. (risos). No geral as pessoas gostam, mas não tem aquela coisa de cantar junto. È olhando, curtindo, dançando…

MTJ!: Qual vocês acham que é o principal motivo pelo qual muitas pessoas tem um pé atrás com música instrumental? E vocês ficaram surpresos ao agradar essas pessoas que estão acostumadas a ouvir apenas música com vocal?

Daniel: Acho que tem mais a ver com o gosto das pessoas, elas estão acostumadas a curtir um tipo de som que é um  instrumental tipo folk, country, rock clássico, de repente aí pegou no gosto das pessoas de soar bem né, de repente até então a banda que fizesse rock instrumental assim, esse tipo de som..

Gabriel: Acho que no nosso caso nós temos uma pegada mais popular, digamos, uma pegada de rock.

Daniel: É, nós temos músicas em um formato popular mesmo, com refrão, talvez isso ajude, um formato que fique na cabeça, mesmo sem letra.

Gustavo Telles, Daniel Mossmann e Gabriel Guedes

MTJ!: Vocês tem como influência algumas trilhas sonoras de filmes. Estas referências cinematográficas estão presentes em outros aspectos da banda também?

Daniel: Cinema? Acho que só pela trilha mesmo. Tem filmes que eu gosto de assistir que às vezes a trilha eu não curto tanto. Mas tem trilhas que gostamos bastante. Eu gosto muito da trilha do ‘Um Estranho no Ninho’, ‘Diabolique’, tocamos uma música do [Ennio] Morricone, tocamos a música da Pantera Cor de Rosa, músicas do [Henry] Mancini.

Gabriel: E nesse caso os filmes são bons também.

Daniel: Exatamente, às vezes tem filmes que nem são muito bons e tem trilhas maravilhosas.

MTJ!: Continuando nas influências, suas principais são bandas mais antigas. Tem alguma coisa atual que influencia vocês ou que os agrada bastante?

Gabriel: Tudo que é bom acaba influenciando de uma maneira ou outra, se o cara gosta… Existem várias bandas mais atuais que pegam influências antigas para fazer algo que soa mais moderno, e sempre mudando.

Daniel: E é o nosso caso, se for ouvir o que a gente faz, todo mundo já fez, mas a gente faz diferente, do nosso jeito.

Gabriel: Não é uma coisa pensadamente “retrô”, é o que sai.

MTJ!: E na música instrumental, tem algo atual que vocês gostam?

Gabriel: Tem o Macaco Bong…

Daniel: E tem os mascarados lá, Los Straitjackets.. uma banda de surf music moderna, a gente até toca algumas músicas deles..

MTJ!: Pra terminar, depois de álbum tão recebido pela crítica, o Pata de Elefante está sonhando alto? Quais são os planos para um futuro próximo?

Daniel: Nós temos três projetos.. Tem um disco de baladas todo gravado, só de baladas, tem algumas músicas novas que estamos trabalhando para um disco novo, aí mais rock, pegada. E tem um projeto de um filme..

Gabriel: Que aí até inclui aquela tua pergutna anterior sobre cinema né..

Daniel: Que é a idéia de um filme pornô, que a gente tá fazendo as músicas..

MTJ!: A trilha sonora do filme?

Gabriel: Não é isso, não encomendaram a trilha pra nós.

Daniel: Não, não, nós estamos fazendo as músicas e vamos montar o filme ao mesmo tempo.

Gabriel: O filme é pra ser um show, ele vai ser exibido durante um show, e a gente vai tocar no escuro, ao vivo, a trilha sonora. Que nem filme mudo antigamente, que tinha um pianista no cinema.

MTJ!: Ah, sim. Vocês vão tocar enquanto o filme passa.

Gabriel: A banda toca meio no escuro, entendeu? Ficamos numa posição que a gente enxerga a tela e tocando.

Daniel: A gente já fez isso uma vez, fizemos com o filme ‘O Gabinete do Dr. Caligari’, que é mudo né. A gente criou uma trilha inédita pro filme, teve a projeção e nós tocamos enquanto o filme passava. E é isso que faremos com o pornô, só que dessa vez vai ser tudo criado por nós, inclusive o filme.

Por Marçal Righi



Novas do Datarock
fevereiro 8, 2009, 11:05 pm
Filed under: Outros

Fãs de Datarock, boas novidades! Os garotos do uniforme vermelho postaram em seu blog do MySpace um texto enorme dizendo tudo sobre o álbum novo da dupla, que se chamará “Red”. Segundo eles, o sucessor do bem recebido “Datarock Datarock” é bem diferente musicalmente do debut. As influências vem de tudo que remete ao final dos anos 70/início dos 80: filmes, arte, música, cultura, estilo de vida. DEVO, Talking Heads e Happy Mondays, nomes que mais os influenciaram até hoje, deram lugar a outros artistas, como Fela Kuti, Afrika Bambaataa e Kraftwerk. Além de algumas letras de músicas, também foi divulgado o setlist do álbum, que apesar de pronto, ainda não tem data para ser lançado. Confira abaixo:

  1. The Blog
  2. Give It Up
  3. True Stories
  4. Dance!
  5. Molly
  6. Do It Your Way
  7. In The Red
  8. Fear Of Death
  9. Amarillion
  10. The Pretender
  11. Back In The Seventies
  12. Not Me
  13. New Days Down

Para ler o texto inteiro no MySpace da banda, clique aqui.

Por Marçal Righi



Crítica: Boss in Drama – Your Favorite EP
janeiro 27, 2009, 3:27 pm
Filed under: Boss in Drama | Tags:

Quem não conhece Boss in Drama não sabe o que está perdendo, e já aviso, esta é uma ótima hora pra descobrir e ganhar mais um atrativo pra se jogar na pista. Então vamos às devidas apresentações. O homem por trás do projeto é Péricles M., um curitibano de 22 anos, que produz música eletrônica desde os 16. Antes do Boss in Drama, ele já havia participado do Gomma Fou, projeto de electrorock que chegou a tocar no Motomix de 2006. Mas em 2007 ele largou tudo para se dedicar ao que hoje, como disse Paulo Terron (e eu assino embaixo) é “o som mais divertido produzido no Brasil neste momento”.

Durante o mesmo ano, Péricles foi soltando faixas em seu MySpace, que acabaram agradando muita gente, fazendo dele um homem cada vez mais conhecido na forte cena “dos blogs pras festas”. E há poucos dias saiu seu primeiro EP, intitulado ‘Your Favorite EP’ e disponível para download no próprio MySpace. Das músicas lançadas anteriormente, ele aproveitou apenas uma, e por isso recomendo procurar as outras, completarão a festa muito bem.

Diferente da maioria dos projetos eletrônicos de estilo similar, Péricles deixou de lado as já batidas referências oitentistas e foi buscar influências em uma parte mais funda (e mais rica) do buraco: os anos 70. Logo de cara isso já se vê em ‘Favorite Song’, música que abre o EP. A base marcada firmemente pelo baixo com teclados e riffs agudos de guitarra ao fundo, somada à voz cheia de efeitos remete facilmente à época da disco music. Assim como a primeira faixa, ‘Lights Off’ segue a mesma linha, com uma bela introdução facilmente confundível com algo do Jamiroquai, uma das bandas que mais bebem da fonte setentista.

Em seguida vem ‘All The Love’, a faixa que já havia sido mostrada ao público através do MySpace. E foi bem escolhida. Dentre todas as lançadas anteriormente, esta mais se assemelha à musicalidade do conjunto do EP. Para finalizar vem ‘Superstar’, que volta um pouco menos ao tempo e traz referências mais anos 80, contando com uma guitarra ao fundo com solos e timbres que na hora remetem ao mexicano Carlos Santana, músico que teve sua grande fase nos anos 70 e 80, mas que se mantém firme no século XXI. As mesmas datas importantes para se entender o Boss in Drama. Influências vindas destas duas décadas, som com a cara do século atual. Tudo isso possível graças a um talento notável em qualquer época.

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Por Marçal Righi



Melhores discos de 2008 (Parte 4)
janeiro 2, 2009, 11:30 am
Filed under: Outros

Este é o último post dos rankings do Move That Jukebox dos melhores de 2008, e traz os melhores discos do ano na minha opinião. Podem esperar uma lista bem diferente das que pintaram por aqui nas semanas passadas, pois meu gosto não é lá muito semelhante ao de Alex, Cédric e Gabriel. Mas isto é bom, é esta variedade que torna o Move um blog que abrange várias vertentes da música alternativa. E por falar em blog, não se esqueçam de votar no MTJ no prêmio Best Blogs Brazil, estamos na final e realmente necessitamos do voto de todos os leitores. É só clicar no banner na barra lateral. Obrigado e feliz 2009!

20. Vampire Weekend – Vampire Weekend

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Resolveram misturar indie rock com música caribenha, e não é que deu certo? O resultado foi um disco animadíssimo, que merece figurar nesta lista.

19. MGMT – Oracular Spectacular

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O álbum foi lançado digitalmente em 2007, mas só saiu em formato físico este ano, por isso faz parte da lista. Não dava pra deixar de fora uma das principais revelações do ano e seu belo álbum cheio de psicodelia.

18. These New Puritans – Beat Pyramid

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Apesar das 16 faixas, Beat Pyramid é rápido e objetivo. Rock com batidas dançantes, melodias marcantes e um toque meio freak. Vale a pena escutar.

17. The Teenagers – Reality Check

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Reality Check não tem lá uma qualidade invejável, mas é por sua simplicidade que está aqui. Suas músicas são cativantes, com refrões extremamentes grudentos, que as tornam viciantes. Tente ouvir e não ficar com a voz de Quentin Delafon soando nos ouvidos por horas, impossível.

16. TV On The Radio – Dear Science

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O TV On The Radio resolveu dar uma mudada em seu som, passando ele para um lado mais pop, o que aumentou a facilidade de pessoas de variados gostos se interessarem pelo novo disco. E foi isto que aconteceu, a popularidade da banda aumentou e a qualidade musical continuou alta.

15. Hadouken! – Music For An Accelerated Culture

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Belas bases eletrônicas fazendo par perfeito com a voz agressiva de James Smith. Levanta qualquer festa e pôe todo mundo pra dançar. Música acelerada para uma cultura acelerada.

14. Keane – Perfect Symmetry

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O Keane resolveu se renovar, e acabou desagradando alguns fãs. Mas por outro lado, conquistaram muitos mais, inclusive eu, que não gostava da banda e viciei em belas músicas como “Spiralling”, ‘Better Than This’ e ‘Again & Again’. A prova de que o ditado “em time que está ganhando não se mexe” é uma furada.

13. The Presets – Apocalypso

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Quem ainda não conhece The Presets não sabe o que está perdendo. Mostraram sua cara ao mundo em 2005 com ‘Beams’, e este ano com ‘Apocalypso’ se firmaram como um dos principais nomes da música eletrônica da Austrália, e do mundo. Difícil encontrar atualmente uma voz tão marcante como a de Julian Hamilton, isso sem falar da linda parte instrumental. Destaque para as impecáveis ‘This Boy’s In Love’ e ‘My People’.

12. Natalie Portman’s Shaved Head – Glistening Pleasure

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Festa nunca é o bastante, e o NPSH vem se mostrando como a banda mais festeira do ano, e também como uma grande revelação. As músicas cheias de handclaps, duas vozes e riffs curtos traz uma alegria digna da coluna Do The Dance!, que eu parei de escrever não lembro por qual motivo, peço desculpas a quem lia e faço aqui minha recomendação rápida. Glistening Pleasure vale por umas 5 Do The Dance.

11. The Ting Tings – We Started Nothing

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Uma das principais revelações de 2008, Katie e Jules mostraram ao mundo a nova cara do pop, que foi excelentemente aceita, transformando We Started Nothing em uma coleção de hits, que são obrigatórios para quem quer se atualizar em termos de mundo pop.

10. The Killers – Day & Age

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Os Killers deram as caras no mundo da música com Hot Fuss. Já com Sam’s Town eles mostraram que vieram pra ficar. Após Day & Age podemos dizer que definitivamente eles são uma das principais bandas do mundo, tanto pela fama quanto pela qualidade musical. Flowers e companhia estão mais maduros do que nunca, com um álbum sólido cheio de hinos.

9. Ladytron – Velocifero

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O quarto álbum do quarteto mantém a alta qualidade instrumental e belas melodias na voz inconfundível de Helen Marnie. Velocifero é mais uma obra-prima de uma banda que faz tudo bem feito.

8. CSS – Donkey

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O CSS amadureceu. E agradou o mundo inteiro. As bases eletrônicas presentes em excesso no primeiro disco deram lugar a guitarras, bateria e sintetizadores. A evolução é vísivel facilmente, as músicas estão melhores, as melodias mais complexas e os arranjos mais bem feitos. A fase “Também Sou Hype” já ficou pra trás faz tempo.

7. Late Of The Pier – Fantasy Black Channel

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Electro-rock bem cru, voz suja, ótimos riffs e batidas dançantes. Não é à toa que eles estão virando a nova febre dos clubs. Se tivesse que inventar um daqueles rótulos, chamaria Late Of The Pier de “electro-garage”. Não deu pra entender? Ouça ‘Fantasy Black Channel’ logo!

6. Little Joy – Little Joy

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A parceria entre Fabrizio Moretti, Rodrigo Amarante e Binki Shapiro rendeu um ótimo fruto. Simples, criativo e gostoso de se escutar. Assim é o debut do trio, que ultimamente tem sido uma ótima trilha sonora de alguns bons momentos da minha vida.

5. Foals – Antidotes

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Um disco inovador, recheado de músicas boas, que colocou o Foals como uma das grandes revelações de 2008. Merecidamente. Os lindos arranjos de guitarras e baixo são o ponto mais forte do álbum, e aparecem em praticamente todas as músicas, se tornando o cartão de visitas da banda.

4. Ratatat – LP3

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O Ratatat é um poço de inovação e criatividade, e minha dupla predileta há alguns tempos. Em seu terceiro disco, o mais exótico deles, Mike Stroud e Evan Mast viajam por diversos estilos musicais, utilizando intrumentos diferentes e variados, para criar uma experiência instrumental única. Se não digerir muito bem na primeira ouvida, tente outras vezes. Quando você menos perceber, vai estar apaixonado pelo Ratatat.

Os próximos 3 discos não seguem ordem, classifico todos como primeiro lugar. Eles transitaram tanto entre as três primeiras posições que resolvi não ordenar.

Does It Offend You, Yeah? – You Have No Idea What You Are Getting Yorself Into

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O DIOY,Y? tem várias influências diferentes, e resolveu juntá-las em um álbum. Um álbum impecável, que tem todos os estilos dentro de um só. De eletrônicos sem vocais, passando por rock sentimental, electro-rock dançante e até um rockão intrumental, com ‘Attack Of The 60ft Lesbian Octopus’. Um disco completo e indispensável.

Cut Copy – In Ghost Colours

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Um disco eletrônico, pop, perfeito para a pista. O Cut Copy mostra na cara suas influências oitentistas, sem ser cafona como algumas bandas por aí. Capricharam no instrumental, capricharam nas melodias. Cada música tem sua magia, que juntas tornam ‘In Ghost Colours’ um clássico, o perfeito encontro dos anos 80 com os anos 2000.

Metronomy – Nights Out

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O Metronomy é moderno, inovador, original. Nights Out é algo inimaginável, só ouvindo pra perceber o quanto a música ainda pode se renovar. Músicas como ‘The End Of You Too’ e ‘Back On The Motorway’ trazem à tona a genialidade de Joseph Mount e junto com ela a alegria de estar ouvindo algo realmente bom. Se isso ainda não for o suficiente para te fazer querer ouvir o disco, leia aqui.

Por Marçal Righi



Melhores Shows (que eu vi) de 2008 (Parte 4)
janeiro 1, 2009, 11:30 am
Filed under: Outros

2008 foi um ano de grandes shows aqui no Brasil, e eu fico feliz de ter ido em quase todos que me interessavam. Consequentemente, a dificuldade para escolher os cinco melhores foi enorme. Mas após ver vários vídeos e relembrar dos momentos de cada show, consegui selecionar um top 5, mesmo com o coração doendo de ter de deixar algumas boas apresentações de fora. Vamos à lista.

*EXTRA* The Offspring

O show dos veteranos californianos visto por um lado mais imparcial talvez não mereça um lugar na lista dos cinco melhores do ano. Mas como vê-los foi realizar um sonho de infância, não poderia deixar de citar a loucura que foi o show de Dexter, Noodles e companhia.

5. Digitalism

O Digitalism não tem pintado em nenhuma lista por aí pois foi um tanto injustiçado. Enquanto vinha uma grande energia positiva do palco, a multidão já cansada da maratona eletrônica do Skol Beats se mostrava abatida e não correspondia aos alemães, que mesmo assim, capricharam nos samplers, sintetizadores e bateria eletrônica proporcionando um grande live a quem estava realmente afim de vê-los.

4. Foals

A banda chegou sem alarde ao Festival Planeta Terra e colocou o Indie Stage inteiro pra pular, fazendo uma das performances mais surpreendentes do ano. Um show simples e objetivo, curto e direto, deixando todo mundo querendo muito, mas muito mais.

3. Interpol

Sem perder a pose, os americanos fizeram um show épico no Via Funchal. As músicas foram todas entoadas por uma platéia extasiada, que se movia como uma onda para um lado e para o outro, chegando a arrancar vários sorrisos do sério Paul Banks, e deixando todo mundo sem ar.

2. Tim Festa (SP)

Me desculpem por colocar ao invés de um show só, uma noite inteira de Tim Festival. Mas é impossível escolher só uma atração. A diversão de Dan Deacon, a loucura dos Gogol Bordello e a criatividade do DJ Yoda. Tudo contribuiu para tornar aquela noite na Arena Ibirapuera uma das melhores festas do ano.

1. The Hives

Com toda certeza o melhor show do ano. O tempo que a apresentação durou foi um momento único para todos os presentes, uma grande mistura de vários sentimentos extremos, com muito suor e calor humano. Para ter uma idéia melhor de como foi, leia aqui. Fantástico!

Por Marçal Righi