Move That Jukebox!


Entrevista: Pata de Elefante by marçal
março 13, 2009, 9:44 pm
Filed under: Outros

Semana passada recebemos um e-mail do MySpace, nos convidando para apadrinhar uma banda, que ficaria em destaque na página do Musificando, o programa de ajudar bandas que o MySpace criou. A dúvida foi grande, de verdade. Várias bandas passaram por minha cabeça, até que um outro e-mail chegou. Era das meninas da Agência Alavanca, nos convidando para o show Zoo Instrumental, que aconteceria no Inferno Club (SP), onde tocariam Pata de Elefante e Macaco Bong.

Confesso nunca ter dado muita atenção a estas bandas, mas me interessei pelo convite e procurei mais sobre as duas, principalmente o Pata de Elefante. E o que encontrei foi uma grande e rica mistura de rock clássico, country, folk e surf music, em músicas instrumentais que não me deixaram sentir em momento algum a ausência de vocal. E pesquisando melhor, percebi que este é um dos grandes fortes da banda: agradar pessoas que estão acostumadas a ouvir apenas música com vocal. E então fui ouvindo aquilo, e gostando cada vez mais. Até que aquele problema de qual seria a banda apadrinhada sumiu. Logo indiquei o Pata de Elefante, e programei uma entrevista com a banda, mais precisamente com os guitarristas/baixistas Gabriel Guedes e Daniel Mossmann. E ela aconteceu um pouco antes do ótimo show que fizeram no Inferno, com aquele som marcante e viciante que eu estava cheio de ansiedade para ouvir ao vivo desde o início da semana, quando o último disco deles “Um olho no fósforo, outro na fagulha” entrou no meu iPod e que até agora teima em estar sempre entre os mais ouvidos.

A tal entrevista você confere logo abaixo. Se quiser ouvir um pouco antes pra se interar no assunto, é só acessar o MySpace deles. Em tempo, adicione a banda no Myspace. Se entre as bandas apadrinhadas o Pata de Elefante for a que conseguir o maior número de amigos, o blog que a apadrinhou ganha um banner na página inicial do MySpace. Ou seja, ajudando o Pata você também estará ajudando o Move.

MTJ!: No começo do ano, nós pedimos para várias bandas indicarem os 5 melhores álbuns de 2008, e o Marcos, do Walverdes, colocou como primeiro lugar o “Um olho no fósforo, outro na fagulha”. Uma coisa que eu acho bem interessante é essa união e troca de reconhecimento que existe entre as bandas do cenário independente brasileiro. Vocês acompanham de perto o trabalho das outras bandas daqui?

Daniel: No meu caso, não sei muito bem o que quer dizer com bastante, não conheço todas as bandas, mas tem algumas que eu curto..

Gabriel: É, a gente cruza bastante banda na estrada, tocamos juntos, trocamos CD. A gente faz parte da cena, então convive com elas. Algumas que eu gosto são Macaco Bong e algumas outras, poucas outras. (risos)

Daniel: É, massa tem o Walverdes também, o Chucrobillyman, uma banda de uma pessoa só, bem legal.

MTJ!: Vocês já tocaram em bandas com vocal, certo?

Daniel: Sim.

MTJ!: E num show, qual é a principal diferença que vocês sentem no público entre estar tocando uma música com vocal e uma apenas instrumental?

Daniel: No caso a guitarra é a voz nas nossas músicas. Na real a gente encara assim, tem a melodia principal, que a guitarra faz como se fosse a voz e tem as horas que é solo de guitarra, que é outra coisa, é um improviso. De repente as pessoas não identificam isso, acham que o cara tá fazendo solo o tempo inteiro mas não é assim, tem uma hora que é uma melodia definida, tem hora que é improviso.

Gabriel: Tem inclusive músicas nossas que se você pensar pode imaginar como se fosse uma música com voz, né. Tem música nossa no disco onde a guitarra faz a música inteira, e na hora do solo, propriamente dito, quem faz é um piano, pra ter aquela diferença. Não é comum o cantor fazer um solo, então é a mesma coisa, a guitarra está cantando e vem um outro instrumento pra fazer o solo.

MTJ!: Mas e no público, vocês sentem alguma diferença?

Daniel: É, a galera canta no assobio. (risos)

Gabriel: Já teve show que as pessoas até cantaram..

MTJ!: Acho que a que cantam mais é a ‘Hey!’, né?

Daniel: É, essa é sempre a mais cantada. (risos). No geral as pessoas gostam, mas não tem aquela coisa de cantar junto. È olhando, curtindo, dançando…

MTJ!: Qual vocês acham que é o principal motivo pelo qual muitas pessoas tem um pé atrás com música instrumental? E vocês ficaram surpresos ao agradar essas pessoas que estão acostumadas a ouvir apenas música com vocal?

Daniel: Acho que tem mais a ver com o gosto das pessoas, elas estão acostumadas a curtir um tipo de som que é um  instrumental tipo folk, country, rock clássico, de repente aí pegou no gosto das pessoas de soar bem né, de repente até então a banda que fizesse rock instrumental assim, esse tipo de som..

Gabriel: Acho que no nosso caso nós temos uma pegada mais popular, digamos, uma pegada de rock.

Daniel: É, nós temos músicas em um formato popular mesmo, com refrão, talvez isso ajude, um formato que fique na cabeça, mesmo sem letra.

Gustavo Telles, Daniel Mossmann e Gabriel Guedes

MTJ!: Vocês tem como influência algumas trilhas sonoras de filmes. Estas referências cinematográficas estão presentes em outros aspectos da banda também?

Daniel: Cinema? Acho que só pela trilha mesmo. Tem filmes que eu gosto de assistir que às vezes a trilha eu não curto tanto. Mas tem trilhas que gostamos bastante. Eu gosto muito da trilha do ‘Um Estranho no Ninho’, ‘Diabolique’, tocamos uma música do [Ennio] Morricone, tocamos a música da Pantera Cor de Rosa, músicas do [Henry] Mancini.

Gabriel: E nesse caso os filmes são bons também.

Daniel: Exatamente, às vezes tem filmes que nem são muito bons e tem trilhas maravilhosas.

MTJ!: Continuando nas influências, suas principais são bandas mais antigas. Tem alguma coisa atual que influencia vocês ou que os agrada bastante?

Gabriel: Tudo que é bom acaba influenciando de uma maneira ou outra, se o cara gosta… Existem várias bandas mais atuais que pegam influências antigas para fazer algo que soa mais moderno, e sempre mudando.

Daniel: E é o nosso caso, se for ouvir o que a gente faz, todo mundo já fez, mas a gente faz diferente, do nosso jeito.

Gabriel: Não é uma coisa pensadamente “retrô”, é o que sai.

MTJ!: E na música instrumental, tem algo atual que vocês gostam?

Gabriel: Tem o Macaco Bong…

Daniel: E tem os mascarados lá, Los Straitjackets.. uma banda de surf music moderna, a gente até toca algumas músicas deles..

MTJ!: Pra terminar, depois de álbum tão recebido pela crítica, o Pata de Elefante está sonhando alto? Quais são os planos para um futuro próximo?

Daniel: Nós temos três projetos.. Tem um disco de baladas todo gravado, só de baladas, tem algumas músicas novas que estamos trabalhando para um disco novo, aí mais rock, pegada. E tem um projeto de um filme..

Gabriel: Que aí até inclui aquela tua pergutna anterior sobre cinema né..

Daniel: Que é a idéia de um filme pornô, que a gente tá fazendo as músicas..

MTJ!: A trilha sonora do filme?

Gabriel: Não é isso, não encomendaram a trilha pra nós.

Daniel: Não, não, nós estamos fazendo as músicas e vamos montar o filme ao mesmo tempo.

Gabriel: O filme é pra ser um show, ele vai ser exibido durante um show, e a gente vai tocar no escuro, ao vivo, a trilha sonora. Que nem filme mudo antigamente, que tinha um pianista no cinema.

MTJ!: Ah, sim. Vocês vão tocar enquanto o filme passa.

Gabriel: A banda toca meio no escuro, entendeu? Ficamos numa posição que a gente enxerga a tela e tocando.

Daniel: A gente já fez isso uma vez, fizemos com o filme ‘O Gabinete do Dr. Caligari’, que é mudo né. A gente criou uma trilha inédita pro filme, teve a projeção e nós tocamos enquanto o filme passava. E é isso que faremos com o pornô, só que dessa vez vai ser tudo criado por nós, inclusive o filme.

Por Marçal Righi

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Pixies: O Retorno by Nádia Lapa
março 13, 2009, 5:14 pm
Filed under: Outros

Desde 2007 sem se apresentar, a banda norte-americana Pixies se reunirá para uma série de 14 shows em 2009. Um deles acontecerá no Isle of Wight Festival, dia 14 de junho, na Inglaterra. Na ocasião, a banda tocará antes de Neil Young, o que será o casamento perfeito, segundo os organizadores do festival.

pixies

Também fazem parte do line-up do evento o Prodigy, Razorlight, The Ting Tings e Stereophonics, entre outros. Vai estar no Velho Mundo no verão europeu? Tem 120 libras sobrando? Então compre seu ingresso. Eles ainda estão à venda.

Os outros 13 shows previstos ainda não foram divulgados, mas por enquanto não há previsão de apresentações nos EUA (no Brasil, então…).

Nádia Lapa



Promessa é dívida! by Nádia Lapa
março 13, 2009, 4:33 pm
Filed under: Outros

Alguns leitores andaram reclamando da falta de posts no blog. Os autores prometeram, então, conseguir novos colaboradores pro site. E não é que cumpriram a promessa?

É justamente aí que entra Nádia Lapa, pseudo-advogada, pseudo-jornalista, meio-amazonense e meio-carioca. Enquanto ela não vira meio-paulista por achar a cidade um tanto estranha, reconforta-se nas palavras de Morrissey e no balanço da cabeça do Alex Kapranos. Nádia tem um cachorro chamado Eddie Vedder e sonha em casar* com Brandon Flowers (Killers) ao som de At my most beautiful, do R.E.M. Enquanto isso não acontece, se comunica com um dos melhores amigos cantando (escrevendo, na verdade)  Just Like Heaven, do The Cure. Parece meio maluca, né? Os outros motoristas também devem achar isso, quando veem a menina dançando dentro do carro, ouvindo qualquer bandinha indie.

Não, ela não tem mania de falar de si mesma na terceira pessoa, tal qual um jogador de futebol. Ela promete que é a primeira e última vez.

*a moça não tem a menor vontade de casar, mas abre uma exceção se o pedido for feito ao som de All I want is you, do U2.

Nádia Lapa



Associação de músicos discute a era digital by Nádia Lapa
março 13, 2009, 3:59 pm
Filed under: Outros

Aconteceu anteontem (11), no clube Heaven, em Londres, a primeira reunião da Featured Artists Coalition (FAC).  Fazem parte desta associação bandas como Kaiser Chiefs, Radiohead e The Verve, bem como diversos músicos, seus agentes e representantes.  Eles têm o objetivo de assegurar os direitos autorais dos artistas, trazendo à tona discussões sobre a velha luta artistas x gravadoras e buscando novas regras para a era digital.

Ed O’Brien, guitarrista do Radiohead e um dos diretores da FAC, levantou polêmica ao defender que parte dos lucros de sites como o You Tube  seja dividido entre artistas. “As parcerias têm de ser justas pelo bem de toda a indústria fonográfica”, declarou.

Além dos direitos dos próprios músicos, entrou em debate no encontro o compatilhamento de arquivos digitais entre usuários domésticos. Existe na Inglaterra (assim como no Brasil) um projeto de lei que tornaria crime o download de músicas. Os membros da FAC posicionaram-se contra o projeto e levarão sua opinião oficialmente ao governo britânico.

Em terras tupiniquins, o projeto do senador Eduardo Azeredo, que também tipifica como crime o compartilhamento de MP3 e vídeos, prevendo a pena de detenção de até 4 anos, continua transitando no Congresso Nacional. Infelizmente, aqui não temos um SAC.

Por Nádia Lapa



Tributo ao R.E.M. no Carnegie Hall, em NY by Nádia Lapa
março 13, 2009, 3:56 pm
Filed under: REM

A banda americana R.E.M. foi homenageada na quarta feira, dia 11 de março, com um tributo realizado no Carnegie Hall, em Nova York.  Vinte diferentes artistas apresentaram suas versões de músicas consagradas da banda.

A surpresa maior ficou para o final: o trio liderado por Michael Stipe tomou o palco da lendária casa de shows e tocou “E-bow the letter” junto com Patti Smith. Os vídeos você pode ver aqui e aqui.

(o ministério da saúde adverte: se você foi a algum show do R.E.M. em novembro passado, assistir esses vídeos podem provocar intensa saudade)

Este foi o set do show:

“Fall On Me” (the dB’s)
“The Apologist” (Fink)
“Man on the Moon” (Keren Ann with Calexico)
“Wendell Gee” (Calexico)
“The Great Beyond” (Rachael Yamagata with Calexico)
“Sitting Still” (Bob Mould with Calexico)
“Carnival of Sorts (Box Cars)” (The Feelies)
“Nightswimming” (Ingrid Michaelson)
“Hairshirt” (Glen Hansard)
“South Central Rain” (Apples in Stereo)
“Shaking Through” (Guster)
“Supernatural Superserious” (Marshall Crenshaw with Calexico)
“Driver 8” (Rhett Miller with Calexico)
“World Leader Pretend” (Kimya Dawson)
“Everybody Hurts” (Vic Chesnutt with Elf Power)
“Perfect Circles” (Kristin Hersh and the Throwing Muses)
“At My Most Beautiful” (Dar Williams)
“(Don’t Go Back To) Rockville” (Jolie Holland with Calexico)
“I Believe” (Darius Rucker with Calexico)
“New Test Leper” (Patti Smith)
“E-Bow The Letter” (R.E.M.)

Por Nádia Lapa



Lily Allen x Paparazzi by movethatjukebox
março 13, 2009, 3:50 pm
Filed under: Outros

lily

Depois de ser seguida por paparazzi durante o dia inteiro, Lily se irritou e soltou um gancho de direita em um fotógrafo. Na foto, a situação ficou mais feia pra ela do que pro rapaz, que, aparentemente, voltou pra casa sem um arranhão.

Alex Correa



Ouça: Super Furry Animals e Nick McCarthy by movethatjukebox

Já dá pra ouvir a colaboração de Nick McCarthy, guitarrista do Franz Ferdinand, com o Super Furry Animals. Como já falamos por aqui, McCarthy gravou alguns versos em alemão para ‘Inaugural Trams’, faixa do novo disco do SFA. A música já caiu na internet, mas vai ficar mais legal quando ganhar uns remixes.

superfurryanimals

Dark Days/Light Years aparece no site da banda em três dias. Ansiosos?

Alex Correa