Move That Jukebox!


Santogold vira Santigold – mas porquê diabos?! by movethatjukebox
fevereiro 12, 2009, 5:16 pm
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Um comunicado oficial feito ontem divulgou que, daqui pra frente, a cantora Santi White (a.k.a. Santogold) deverá ser chamada de Santigold. “Mude o graffiti da parede do seu banheiro, conserte sua tattoo, pinte sua camiseta […] – agora Santogold é Santigold”, diz o porta-voz da moça.

Aparentemente, a mudança aconteceu por culpa de um processo movido pelo pseudo-artista Santo Rigatuso, que há décadas usa o nome artístico “Santo Gold”, mas o tal comunicado diz que “Santi não contará o porquê da mudança”. O endereço antigo do MySpace de White já está sendo redirecionado para /santigold, enquanto os vídeos oficiais do YouTube vão sendo atualizados.

E agora, o que fazer com as tags do Last.fm?

Por Alex Correa

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Sexta-feira 13 com Soulwax e Mixhell by movethatjukebox
fevereiro 12, 2009, 12:41 pm
Filed under: Outros

soulwax

A primeira sexta-feira 13 de 2009 vem com boas vibrações para os paulistas. Bem, talvez essa vibe não seja tão boa assim, já que quem quiser ver o belga Soulwax (2ManyDjs + rock) tocando com Mixhell (Iggor Cavalera e Layma Leyton) no Bar Secreto terá que desembolsar 200 REAIS pro open-bar – e ainda mais algum dinheiro pra comprar uma máscara legal, já que vai ser noite de Baile de Máscaras.

São apenas cerca de 200 ingressos disponíveis, que podem ser adquiridos na na Surface to Air (Al. Lorena, 1989, Jardins) e reservados por contato@sitedobar.com ou pelo telefone (11) 3063-4206.

Se você acha que nunca vai conseguir achar o Bar Secreto, ele fica ali na Álvaro Nunes, em Pinheiros.

Por Alex Correa



Little Joy no Circo Voador by movethatjukebox
fevereiro 12, 2009, 12:14 pm
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Sexta-feira, 6 de fevereiro. A apresentação do pseudo-americano Little Joy estava marcado para essa data – depois de ser adiado e, mais tarde, desconfirmado como último show da turnê brasileira da banda -, mas só foi começar mesmo depois dos primeiros minutos do dia 7. Cerca de uma hora antes de Amarante, Shapiro, Moretti e seus músicos de apoio (Noah Georgeson, Todd Dahlhoff e Matt Romano) darem as caras no deliciosamente intimista palco do Circo Voador, na Lapa, o Cidadão Instigado, grupo escalado para a “esquenta” do público, dividiu a opinião dos que compareceram ao evento.

A casa estava cheia: Os mais de dois mil tickets que começaram a ser vendidos no mês anterior não foram suficientes para abrigar todos os fãs cariocas, fluminenses e agregados, fazendo com que dezenas de pessoas tivessem que se conformar com o lado de fora do Circo. Mesmo assim, a maior parte dos attendees preferiu ocupar as mesas espalhadas pelo lado externo da pista.

A explicação é simples: Nem todos se sentiram confortáveis com o carregado sotaque nordestino de Fernando Catatau, que é acompanhado por uma crueza instrumental somada à um oceano de influências que, ora nos remete ao mais modernizado som do Cordel do Fogo Encantado, ora a artistas soturnos que marcaram a música brasileira por décadas, como Zé Ramalho e Alceu Valença. Alguns, mesmo não sendo adeptos  à forma de fazer música do Cidadão, preferiram ouvir atentamente as palavras pronunciadas por Catatau – as “vacas no leito de morte” e o “pinto de peitos e bico preto” divertiam, quando absorvidas fora de seu real contexto.  Eu, por um outro lado – e acompanhado por centenas de pessoas -, optei por saborear o experimentalismo cearense bem de perto e tirar o máximo de proveito dessa ligação sudeste-nordeste, inédita para mim até então.

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Os músicos da banda de abertura ainda estavam dando um “adeus” aos cariocas quando um número avassalador de pessoas começou a aparecer na pista, de frente para o palco, enquanto o público do mezanino parecia dobrar – ou até triplicar – em sua massa. O intervalo entre as duas apresentações pareceu extremamente longo. Analisando as pessoas que me cercavam, como de praxe, notei um grande grupo vestindo camisetas com a arte do CD, que estavam sendo vendidas por apenas 20 reais em algum canto do Circo Voador – mas, quando descobri isso, já era tarde demais para garantir a minha.

Os gritos e palmas pedindo por “Little Joy! Little Joy! Little Joy!” logo começaram. Todos se mostravam revoltados pelo entra-e-sai de técnicos e alarmes falsos, até que uma voz avisou que o DVD da banda seria gravado ali, na hora, com a carinha de todos que quisessem aparecer. “Quem não quiser autorizar sua imagem pra gravação, dá uma chegada pra trás”. E ninguém pareceu mover um dedo.

O trio subiu no palco, sendo ovacionado incessavelmente por cerca de cinco minutos e distribuindo sorrisos bem largos a todos que quisessem recebe-los. Rodrigo e Fabrizio, ambos acostumados com apresentações maiores ao lado dos Hermanos e Strokes, transpiravam auto-confiança, enquanto a menina Binki deixava transparecer um pouco de insegurança já que, mesmo depois de duas turnês desesperadas pela América do Norte, pela Europa e de recentes shows no Brasil, esta estava sendo a maior quantidade de olhinhos brilhantes encarando-a nos últimos tempos.

A abertura foi feita com ‘Play The Part’, recebida com maior euforia por ser a primeira da apresentação. O apoio triplo de Noah, Todd e Matt só foi aparecer na canção seguinte, em ‘The Next Time Around’, que abre o debut do LJ, cantada por pessoas de todas as idades com todo o ar de seus pulmões. Em sequência vieram ‘How To Hang a Warhol’ e ‘No One’s Better Sake’, single que vai ao ar inúmeras vezes por dia na MTV nacional e que foi acolhido de braços abertos pelas duas mil e tantas pessoas que não viram palhaçada alguma no tal Circo.

Além de ser um poço de boas músicas, o show foi regado de elogios entre os integrantes do grupo e mensagens para o público (“É tão bom estar em casa de novo!”). A química que se vê entre os dois vocalistas é maior do que a exibida entre Fab e Shapiro que, além de dividir palcos, dividem camas – e fica tudo bem explícito enquanto o show vai se desenvolvendo. Também entraram pro registro em vídeo, não necessariamente nessa ordem, ‘Shoulder to Shoulder’, ‘With Strangers’ e ‘Unattainable’, assim como as demais faixas do CD original. Essa última, interpretada exclusivamente com o timbre imprescindível da única mulher no palco, foi finalizada com gritos em homenagem à moça – e correspondidos com risinhos de canto de boca.

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Antes da primeira parte do show terminar (sinal de que o fim absoluto estava próximo), o público ainda teve direito a ouvir três coisas maravilhosas: 1) Uma música “nova” belíssima, excluída do homônimo do LJ; 2) Um cover de ‘This Time Tomorrow’, do Kinks, que pegou a voz de Fab emprestada para tornar-se completa; 3) Uma interpretação de ‘Walkin’ Back To Happiness’, originalmente de Helen Shapiro, que soou belíssima na voz de Binki – notando que Helen não tem grau de parentesco algum com a cara-metade de Moretti.

Depois de uma pequena pausa, precedida pela robusta ‘Don’t Watch Me Dancing’, Amarente voltou ao palco – e, dessa vez, acompanhado apenas por seu violão. Com todos os holofotes voltados para si, o ex e futuro hermano fez arrepiar tocando ‘Evaporar’, esbanjadora de versos extremamente poéticos e em português.

Por fim, ‘Brand New Start’. Uma das primeiras músicas ouvidas pelos ansiosos no MySpace do Little Joy, ‘BNS’ ainda foi emendada à ‘Último Romance’, um dos maiores hinos do Los Hermanos – que foi puxada, de próposito, pelo amável baterista dos Strokes.

Por Alex Correa