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Rivers Cuomo – Alone: The Home Recordings of Rivers Cuomo by movethatjukebox
fevereiro 9, 2009, 12:57 pm
Filed under: Outros

O conjunto de metais de Victory on the Hill anuncia o inicio da segunda parte de Alone: The Home Recordings of Rivers Cuomo. Juntando demos antigas, canções que foram deixadas de lado nas sessões de gravação do Weezer e meia dúzia de coisas de origem inimaginável, Alone II ficou pronto. Pronto e um pouco desagradável.

“My Day Is Coming” é uma das músicas mais simples de todo o álbum e, ao mesmo tempo, uma das que mais  chamaram minha atenção – e não estou sendo positivista. O piano suave que carrega a música nas costas e os versos demasiadamente repetitivos integram um dos fardos que Rivers terá de carregar.

Repetindo o feito na primeira parte da coletânea de raridades, Cuomo veleja por diversos gêneros e influências musicais tentando atingir a excelência, mas tem pouco ou nenhum êxito na maioria de suas experiências. Em “Walt Disney”, o vocalista tenta algo que se aproxima de um blues rock ambiente e consegue alguns pontos positivos para o disco. A sequência melancólica estruturada por “Oh Jonas” e “Please Remember” (ambas com vocais femininos) passam longe de atingir o nível de qualidade de suas primas próximas “Longtime Sunshine” e “The World We Love So Much”, da primeira edição de Alone – que já nem eram tão boas.

A situação começa a melhorar em meados de “Come To My Pod”, que parece soar melhor depois de se ouvir a desgraça (!) de suas antecessoras. Em seguida, voltamos ao rock prematuro e primitivo com o cover de “Don’t Worry Baby”, um dos maiores hinos do Beach Boys. É mais ou menos aí que começamos a encontrar boas gravações como “The Prettiest Girl In The Whole Wide World”, “Paper Face” (talvez a música mais punk rock que ouviremos na voz de Cuomo nos próximos anos) e o groove setentista de “I’ll Think About You”, trinca que se balanceia com as quase repugnantes “The Purification Water”, “I Want to Take You Home Tonight” e “I Admire You So Much”, que seguem o propósito do CD com letras que parecem ter sido escritas por adolescentes de paixões frustradas.

Por Alex Correa

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