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Crítica: Andrew Bird – Noble Beast by movethatjukebox
fevereiro 2, 2009, 2:24 pm
Filed under: Outros

2009 é um ano que promete. Além da citável vinda do Radiohead e do Kraftwerk, teremos (e já tivemos) grandes lançamentos de discos, como os do Franz Ferdinand, Animal Collective e Built to Spill. Mas o ano nem virou direito e eu já vou dar uma dica de candidato a favorito naquelas listas que faremos em Dezembro. Que atire a primeira pedra aquele que nunca fez um download ilegal na internet, acredito que quase todos que lêem o MTJ usufruem da nossa comunidade de downloads, e apareceu por lá no fim do ano que passou um lançamento incrivelmente antecipado, Noble Beast, do compositor e multi-instrumentista – com destaque nos ofícios de violinista – americano Andrew Bird.

Uma coisa eu digo: se Armchair Apocrypha (2007) tinha um jeitão todo urbano e misterioso, o “Besta Nobre” mostra-se mais melódico e rural, com Bird usando muito um artíficio seu que acaba ficando como uma marca registrada das composições: o assovio. O disco em si é bem coeso, as voz dele também ajuda, é quase impecável e fácil de gostar, e talvez seja essa semi-perfeição em tudo o ponto fraco de Noble Beast, que ao decorrer da audição vai se tornando meio irritante. Outra escorregada que Andrew deu foi, ao adotar um som menos rock, saturou os violinos, o que com que houvesse aí um desequilíbrio em relação à gravações anteriores.

De qualquer modo, perfeito ou imperfeito, saturado ou não, Andrew Bird abre 2009 reafirmando ser um grande músico e um notório compositor, privilegiando-nos com sua mistura de rock, jazz e música clássica, coisa que não se acha em qualquer esquina aí.

Por Cédric Fanti

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