Move That Jukebox!


O top 5 de 2008 por Ben Kweller by movethatjukebox
janeiro 28, 2009, 2:07 pm
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O Move That Jukebox! conseguiu alcançar Ben Kweller bem no meio de sua última turnê, antes do lançamento de Changing Horses. Cantor de música country-rock que é, Ben listou – entre Ratatat e Conor Oberst – cantores de música country que você provavelmente jamais ouviu falar.

1. Conor Oberst – Conor Oberst

*em sua primeira lista, Kweller posicionou esse homônimo em 1º e 2º lugar, “cause it is that good”. Mais tarde, ele nos procurou para atualizar seu ranking.

2. Mason Jennings – In The Ever

3. Alan Jackson – Good Time

4. Ratatat – LP3

5. Watson Twins – Fire Songs

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Apostas para 2009 by movethatjukebox
janeiro 28, 2009, 1:46 pm
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Da série “Coisas que deveriam ter ido ao ar na revista e agora parecem atrasadas”

Selecionamos três nomes de destaque entre as nossas apostas para 2009. Confira.

KID SISTER

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Kid Sister começou a aparecer nas paradas em 2007, quando lançou seu primeiro single. A parceria com Kanye West em Pro Nails fez com que o hip hop de Kid ganhasse seus primeiros momentos de fama, mas é em 2009 que a cantora deve se revelar como um verdadeiro estouro.

Dream Date, seu primeiro álbum, teve lançamento adiado para março de 2009 e, como prova de que não vai ficar abandonado nas prateleiras das lojas, conta com a produção de Kanye West, Spank Rock, A-Trak (seu atual affair) e Pharrell Williams. As participações especiais incluem as vozes de Estelle e, mais uma vez, de Kanye em suas faixas. Quem viu Kid Sister no último Nokia Trends sabe, mais do que ninguém, que a moça tem futuro. E, com esse time de colaboradores, é possível não ter?

DAN BLACK

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Depois de estrear nos palcos londrinos, no meio do ano, as músicas de Dan Black logo foram citadas no programa de Zane Lowe, da BBC Radio 1, entre “as faixas mais quentes do mundo” e “os singles da semana”, o que lhe rendeu seu primeiro contrato com uma gravadora. Ao lado de outros dois músicos, Dan passa pelas principais cidades do Reino Unido em sua primeira turnê britânica, que tem início em fevereiro, mesma época em que seu debut deve ser finalizado.

Em 2009 não será a primeira vez que Dan conhecerá a fama de perto. Entre 1998 e 2007, o músico ficou conhecido por ser o vocalista do The Servant (banda que teve uma de suas composições utilizadas nos trailers de Sin City) e chegou a ser considerado “um Liam Gallagher mais jovem”. O mundo das celebridades voltou a se achegar a Dan com o lançamento de HPNTZ (um cover de Hipnotize, do Notorius B.I.G.), que ganhou destaque em diversas rádios européias. Como o próprio DJ costuma se perguntar, “o que deve vir em seguida?”

FLORENCE AND THE MACHINE

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A gente logo repara semelhanças com Kate Nash em nosso primeiro contato com o Florence And The Machine, mas o som menos girlie de Florence me faz lembrar de Ida Maria, aquela norueguesa que teve destaque em diversos festivais europeus nesse último ano.

Ao vivo, Florence conta com o apoio de outros quatro músicos, quarteto que já teve a participação de Dev Hynes (vulgo Lightspeed Champion). 2009 começa para Florence com a promissora Nme Awards Tour, que tem início em 29 de janeiro com participação de White Lies, Friendly Fires (duas outras apostas para esse ano) e do headliner Glasvegas. No ano passado, The Ting Tings e Does It Offend You, Yeah? Faziam parte da turnê da NME e, se a história deles for se repetir com o Florence and the Machine, coisa boa vem por aí.

Por Alex Correa



Updates: Strokes / Killers / Radiohead by movethatjukebox
janeiro 27, 2009, 8:30 pm
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– Os Strokes já tem algum material novo composto e começam a grava-lo no mês que vem. “Pode ser em dois meses, pode ser em um ano” – palavras de Fab Moretti sobre a produção do novo disco. Ansiosos?

– Conversando com um repórter da Q Magazine, Ronnie Vannucci, baterista dos Killers, contou que a banda vai gravar um disco de covers durante sua nova turnê, usando aparelhos recém-adquiridos por ele mesmo.

Young Turks, de Rod Stewart, foi uma das faixas escolhidas pelo grupo. Genesis (provavelmente o da fase Peter Gabriel) e Tom Waits também ganharão versões de suas músicas na voz de Brandon Flowers.

– Concorrendo em cinco categorias, o Radiohead vai tocar na 51ª edição do Grammy Awards, que acontece no dia 8 do próximo mês. A informação foi dada oficialmente pela assessoria do grupo. Paul McCartney também toca no evento em uma parceria com Dave Grohl.

Por Alex Correa



Crítica: Boss in Drama – Your Favorite EP by marçal
janeiro 27, 2009, 3:27 pm
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Quem não conhece Boss in Drama não sabe o que está perdendo, e já aviso, esta é uma ótima hora pra descobrir e ganhar mais um atrativo pra se jogar na pista. Então vamos às devidas apresentações. O homem por trás do projeto é Péricles M., um curitibano de 22 anos, que produz música eletrônica desde os 16. Antes do Boss in Drama, ele já havia participado do Gomma Fou, projeto de electrorock que chegou a tocar no Motomix de 2006. Mas em 2007 ele largou tudo para se dedicar ao que hoje, como disse Paulo Terron (e eu assino embaixo) é “o som mais divertido produzido no Brasil neste momento”.

Durante o mesmo ano, Péricles foi soltando faixas em seu MySpace, que acabaram agradando muita gente, fazendo dele um homem cada vez mais conhecido na forte cena “dos blogs pras festas”. E há poucos dias saiu seu primeiro EP, intitulado ‘Your Favorite EP’ e disponível para download no próprio MySpace. Das músicas lançadas anteriormente, ele aproveitou apenas uma, e por isso recomendo procurar as outras, completarão a festa muito bem.

Diferente da maioria dos projetos eletrônicos de estilo similar, Péricles deixou de lado as já batidas referências oitentistas e foi buscar influências em uma parte mais funda (e mais rica) do buraco: os anos 70. Logo de cara isso já se vê em ‘Favorite Song’, música que abre o EP. A base marcada firmemente pelo baixo com teclados e riffs agudos de guitarra ao fundo, somada à voz cheia de efeitos remete facilmente à época da disco music. Assim como a primeira faixa, ‘Lights Off’ segue a mesma linha, com uma bela introdução facilmente confundível com algo do Jamiroquai, uma das bandas que mais bebem da fonte setentista.

Em seguida vem ‘All The Love’, a faixa que já havia sido mostrada ao público através do MySpace. E foi bem escolhida. Dentre todas as lançadas anteriormente, esta mais se assemelha à musicalidade do conjunto do EP. Para finalizar vem ‘Superstar’, que volta um pouco menos ao tempo e traz referências mais anos 80, contando com uma guitarra ao fundo com solos e timbres que na hora remetem ao mexicano Carlos Santana, músico que teve sua grande fase nos anos 70 e 80, mas que se mantém firme no século XXI. As mesmas datas importantes para se entender o Boss in Drama. Influências vindas destas duas décadas, som com a cara do século atual. Tudo isso possível graças a um talento notável em qualquer época.

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Por Marçal Righi



O top 5 de 2008 por Marcos Rübenich, do Walverdes by Gabriel
janeiro 26, 2009, 9:22 pm
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Confira mais uma lista que deveria fazer parte de nossa magazine, agora com o top 5 de Marcos Rübenich, baterista da banda Walverdes, de Porto Alegre.

1.Pata de Elefante – Um olho no Fósforo, Outro na Fagulha


2.Damn Laser Vampires – Gotham Beggars Sindycate

3.Primal Scream – Beautiful Future


4.Black Kids – Partie Traumatic


5.The Kills – Midnight Boom



Justice: A Cross The Universe by movethatjukebox
janeiro 25, 2009, 12:36 pm
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Américas, Europa e o mundo Oriental; Depois de deixar sua marca ao redor do mundo (ou do universo, como sugere o título de seu mais novo lançamento), o duo francês Justice lança seu primeiro documentário.


Em dezembro, a dupla mais hypada dos últimos dois anos lançou seu tão esperado documentário, ‘A Cross The Universe’, título que parodia o musical ‘Across The Universe’, mas que pára por aí nas semelhanças.

Diferente das histórias de amor que têm como tema de fundo músicas dos Beatles, o filme dos franceses se passa durante a turnê americana do duo, que aconteceu em março de 2008, e mostra os bastidores dos shows e das viagens, focando bem nos dois homens que todos estão acostumados a ver apenas atrás da grande cruz reluzente. O DVD vem acompanhado de um CD ao vivo, que não se diferencia muito dos lives apresentados em solo brasileiro, o que não é pouca coisa. Mas voltemos ao documentário.

Ao invés de passar mais sobre suas personalidades através de entrevistas ou algo do tipo, o filme mostra o cotidiano das turnês e como agem Gaspard e Xavier antes, durante e depois das apresentações, em sua estadia pelas cidades e nos trajetos entre elas no ônibus da dupla, o qual é cenário de diversas situações da fita. Além dos dois personagens principais, o filme também foca nos outros componentes do grupo, que participam da turnê fora dos palcos. E neles se encontram alguns dos pontos interessantes, como o gerente de turnê que se torna cada vez mais obcecado por armas e acaba com problemas por conta disso, ou o motorista do ônibus, típico cidadão do interior americano, que ocupa boa parte dos 64 minutos do filme com as histórias sobre seu dom de cantar notas graves ou sua mania de tirar fotos da paisagem para mostrar à família.

Apesar dos coadjuvantes ganharem uma parcela significativa no documentário, as melhores cenas são protagonizadas pelos grandes nomes, cada um com sua personalidade marcante. Xavier é mais bagunceiro e extrovertido, mas em contrapartida se exalta facilmente. O barbudo Gaspard é calmo e mais calado, e enquanto o parceiro aproveita a fama pra se jogar na multidão, ele a usa para levar mais mulheres para a cama. São estas diferenças que os tornam tão produtivos, cada um suprindo as faltas do outro. Entre os momentos mais interessantes estão o hilário casamento de Gaspard em Las Vegas, as várias garotas bêbadas nos camarins e a violenta garrafada que Xavier dá em um fanático, além das belas cenas dos shows, perfeitamente editadas no ritmo pesado das músicas, passando ao espectador o clima único que tem um live do Justice.

Após assistir ao documentário, dirigido por Romain Gravas (Stress) e So Me (D.A.N.C.E. e DVNO), se tira apenas uma conclusão: eles são verdadeiros rockstars. Pose de rockstar, cotidiano de rockstar, fama de rockstar. A diferença é que ao invés de guitarra, baixo e bateria, seus instrumentos são dezenas de equipamentos eletrônicos. Exemplos como este nos mostram a força que tem a música eletrônica atualmente, com inúmeras vertentes e milhões de fãs, gerando um mercado comparável ao do bom e velho rock. Esta dimensão só aumenta com a Internet e o fácil acesso a sintetizadores e programas de produção como Ableton Live e Acid Pro, tornando crescente o número de produtores caseiros, que ameaçam competir em número com as tradicionais bandas de garagem.

Ao vivo: Justice remixa Master of Puppets, do Metallica, em show no Circo Voador

Nomes como Justice, Digitalism e Simian Mobile Disco põem à mesa diversas discussões sobre o que é considerado música, e se o eletrônico é digno de ser ouvido atentamente e estudado, deixando de ser apenas o “putz-putz” que só toca em festa. Enquanto o rock perde tempo com bordões como “não tem mais jeito” ou “não fazem mais bandas como antigamente”, a música eletrônica cresce com seu enorme leque de possibilidades, se infiltrando nas culturas e se misturando com tudo, inclusive com o rock, dizendo em alto e bom som: a festa está apenas começando.

Por Marçal Righi



Shoegaze: Duas novas propostas by movethatjukebox
janeiro 24, 2009, 6:32 pm
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O shoegaze americano mostra sua cara. De leste a oeste, duas novas propostas aos amantes da distorção melódica.

O final da década de oitenta trouxe, junto da decadência (naquela época) do new wave e da explosão das bandas de Manchester, um novo movimento que arrombou portas, tímpanos e que, por algum motivo (ou atropelado pela avalanche Grunge) ficou soterrado e quase esquecido. Este “quase esquecido” foi o suficiente para dar nova vida ao movimento shoegaze atual, principalmente com o reaparecimento do My Bloody Valantine nos palcos.

Naquele final de década, muitas bandas seguiram o rastro do MBV – e agora não poderia ser tão diferente. A sensível diferença é que a influência deixada pela banda e seu mítico álbum Loveless (1991) fizeram com que uma nova geração antecipasse esse ressurgimento, não apenas seguindo a trilha.

Entre os novos nomes está A Place to Bury Strangers, um trio do Brooklyn que já leva o título de banda mais barulhenta da cidade e avisam: “A cena atual no Brooklyn já não possui clichês, sem essa de que é para rappers e, com todo respeito a outras cenas do mundo como Barcelona, Londres, Rio ou São Paulo, Nova Iorque é o lugar”. A banda, formada por Oliver Ackermann (guitarra/voz), Jono Mofo (baixo) e Jay (bateria) não apresenta nada de revolucionário. Utiliza a fórmula de camadas sobre camadas de guitarra para dar a atmosfera psicodélica e barulhenta nas canções.


O único diferencial é que Ackermann cria seus próprios pedais de efeitos, o que dá ao som da banda algo mais personalizado e, ao dizer aos rapazes que eram notáveis as influências de Cure, Bauhaus e até Sisters of Mercy, fui quase carregado nos braços por não citar Jesus and Mary Chain, que é a comparação mais lógica e direta que a banda recebe – mesmo deixando bem claro que nenhuma comparação incomoda e inclusive assumindo tais influências; “eram as bandas que escutávamos antes de começar a nossa”.

De uma maneira geral, a banda não parece muito preocupada com o amanhã. A postura mais se assemelha a uma banda punk, deixando claro que planos nem sempre saem como desejam. No último dia 3 de Novembro tivemos mais um exemplo de como as coisas funcionam com os nova-iorquinos e talvez por isso eles assumam esta postura. O relógio já atropelava os ponteiros das nove da noite quando, em teoria, uma banda de abertura já teria que iniciar suas atividades. As notícias que chegavam aos nossos ouvidos eram de que a banda de abertura cancelara seu show, mas que a principal iria tocar.

Não muito tempo depois, desceram correndo de uma mini-van. O baterista com cara de que não dormia há dias. Descrever um show deles nem sempre é tão simples. Para uma banda que só tem um disco gravado, seria fácil dizer que o setlist foi, sem mais, constituído de todas as músicas do disco. Muito bem. Daí é contar outros detalhes como escuridão no palco, distorção total das guitarras, voz quase oculta e Ackermann colocando camadas de efeito em suas guitarras antes de chicoteá-las e arremessá-las de um lado para outro. O barulho é indescritível. Só mesmo para quem conhece as gravações de estúdio para identificar as músicas com propriedade, onde essas são nitidamente mais limpas. Destaque absoluto para as ruidosas “To Fix the Gash in Your Head”, “I Know I’ll See You” (de uma levada um pouco mais comercial), para a destruidora “Never Going Down” e, por último, para mais lenta e inflada de distorções “Ocean”.

O trio, que já havia tocado em Barcelona no grande palco do Primavera Sound, não parece sentir diferença entre os tamanhos de palco e público. A apresentação é arrasadora, seja onde for.

Saímos agora da costa leste americana rumo ao oeste, de onde sai uma outra grande proposta do shoegaze do tio Sam. Falemos de um outro trio, esse chamado Autolux, formado na cidade de Los Angeles há oito por Eugene Goreshter (baixo/voz), Greg Edwards (guitarra/voz) e pela simpática Carla Azar (bateria/voz). Logo em suas primeiras apresentações, o grupo despertou o interesse de ninguém mais ninguém menos que T-Bone Burnett, produtor que, na época, iniciava um novo projeto. Nestes oito anos muita coisa aconteceu. Um pequeno acidente afastou Azar dos palcos por algum tempo e, caso você não conheça a banda, vale ressaltar que ela não é apenas uma simples baterista, mas sim a peça-chave para o sucesso da banda.

Em sua única passagem na Espanha, durante o festival Primavera Sound 08, tivemos a oportunidade de conversar com Carla e Eugene. Após uma rápida e simpática apresentação – na qual Carla Azar revelou que o nosso português é um de seus idiomas favoritos -, tivemos um bom bate-papo. Antes da entrevista começar, já que a moça se disse fã de nosso idioma, revelei o significado da palavra “azar” (seu sobrenome), o que não só rendeu boas risadas como criou a sensação de um sobrenome punk, fazendo-a imaginar o nome “Carla Bad Luck”. Vamos à entrevista.

As informações que chegam ao público é que a banda iniciou atividades em 2000 e logo em 2001 lançou um EP: Demonstration. Turnê com Nine Inch Nails e, em seguida, All Tomorrows Partie’s Festival. Poderia nos contar um pouco mais deste início?

Claro. Como você mesmo mencionou, começamos na área de Los Angeles e T-Bone Burnett estava iniciando sua própria gravadora junto aos Coen Brothers. Nos assistiu e veio a nos contratar. Produziu nosso primeiro disco, Future Perfect, e após o lançamento saímos em turnê e tocamos com muito nomes interessantes como The White Stripes, Beck e NIN. Nesta época costumávamos fazer nosso próprio jogo de luz, foi um início bem interessante.

Por que um jogo de luz próprio?

Porque no início tocávamos em palcos menores, e a iluminação nunca estava da maneira que queríamos. Então criamos uma iluminação básica, mas da maneira que queríamos, algo personalizado.

Carla; em 2002 você sofreu um acidente, caiu do palco, fraturou o cotovelo e colocou oito parafusos. Até onde sei você é a baterista da banda. Como uma baterista consegue cair do palco? um guitarrista, baixista ou vocalista até vai levando em consideração a movimentação, mas sua posição parece mais segura, não?

Estávamos abrindo pro Elvis Costello nesta época. Na verdade não estávamos mais tocando quando aconteceu. Estava conversando com amigos após o show e numa falta de atenção aconteceu, simples assim. Me custou oito parafusos no cotovelo e um longo período inativo para mim e para a banda.

Alguma influência direta presente na música da banda?

Sim, é impossível dizer que existem. Velvet Underground é uma delas. The Beatles, quando começaram a fazer música mais experimental. A banda alemã Can também, e John Bonham (Led Zeppelin) é particularmente uma grande influência para mim. Qualquer coisa que não seja convencional serve bastante como influência… reggae, dub, etc.

A participação no festival Primavera Sound coincidiu também com a primeira passagem da banda na Espanha. Qual o sentimento do Autolux em atravessar estas fronteiras?

Estamos bastante empolgados com toda esta combinação. Um grande festival, primeira visita a Espanha e, conseqüentemente, a Barcelona. Adoramos tocar fora dos Estados Unidos. Estar aqui é realmente muito bom. Independente do lugar, tocar ao vivo é sempre bom, mas é lógico que tocar na Europa é totalmente diferente de tocar para o público de nosso país. O Primavera Sound especialmente teve uma seleção de bandas impressionante.

Musica favorita da banda?

Reappearing.

Após o lançamento deste segundo disco, qual o destino do Autolux?

Bem, esperamos uma boa recepção com o novo disco, viajar bastante com o novo material. O Brasil está em nossos planos, adoraríamos tocar lá. Sabemos que no Brasil existe muita gente conectada com a cena musical internacional, temos a consciência disto. Temos um bom relacionamento com o White Stripes, e eles nos disseram que, quando passaram pelo Brasil, fizeram os shows mais memoráveis de suas vidas. Melhor público que encontraram, melhor energia e realmente não esperavam tanto. Gostamos também do futebol brasileiro (como todos gostam), da paisagem e temos muita curiosidade de estar lá um dia.

Por Mauricio Melo