Move That Jukebox!


Melhores discos de 2008 (Parte 4) by marçal
janeiro 2, 2009, 11:30 am
Filed under: Outros

Este é o último post dos rankings do Move That Jukebox dos melhores de 2008, e traz os melhores discos do ano na minha opinião. Podem esperar uma lista bem diferente das que pintaram por aqui nas semanas passadas, pois meu gosto não é lá muito semelhante ao de Alex, Cédric e Gabriel. Mas isto é bom, é esta variedade que torna o Move um blog que abrange várias vertentes da música alternativa. E por falar em blog, não se esqueçam de votar no MTJ no prêmio Best Blogs Brazil, estamos na final e realmente necessitamos do voto de todos os leitores. É só clicar no banner na barra lateral. Obrigado e feliz 2009!

20. Vampire Weekend – Vampire Weekend

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Resolveram misturar indie rock com música caribenha, e não é que deu certo? O resultado foi um disco animadíssimo, que merece figurar nesta lista.

19. MGMT – Oracular Spectacular

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O álbum foi lançado digitalmente em 2007, mas só saiu em formato físico este ano, por isso faz parte da lista. Não dava pra deixar de fora uma das principais revelações do ano e seu belo álbum cheio de psicodelia.

18. These New Puritans – Beat Pyramid

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Apesar das 16 faixas, Beat Pyramid é rápido e objetivo. Rock com batidas dançantes, melodias marcantes e um toque meio freak. Vale a pena escutar.

17. The Teenagers – Reality Check

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Reality Check não tem lá uma qualidade invejável, mas é por sua simplicidade que está aqui. Suas músicas são cativantes, com refrões extremamentes grudentos, que as tornam viciantes. Tente ouvir e não ficar com a voz de Quentin Delafon soando nos ouvidos por horas, impossível.

16. TV On The Radio – Dear Science

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O TV On The Radio resolveu dar uma mudada em seu som, passando ele para um lado mais pop, o que aumentou a facilidade de pessoas de variados gostos se interessarem pelo novo disco. E foi isto que aconteceu, a popularidade da banda aumentou e a qualidade musical continuou alta.

15. Hadouken! – Music For An Accelerated Culture

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Belas bases eletrônicas fazendo par perfeito com a voz agressiva de James Smith. Levanta qualquer festa e pôe todo mundo pra dançar. Música acelerada para uma cultura acelerada.

14. Keane – Perfect Symmetry

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O Keane resolveu se renovar, e acabou desagradando alguns fãs. Mas por outro lado, conquistaram muitos mais, inclusive eu, que não gostava da banda e viciei em belas músicas como “Spiralling”, ‘Better Than This’ e ‘Again & Again’. A prova de que o ditado “em time que está ganhando não se mexe” é uma furada.

13. The Presets – Apocalypso

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Quem ainda não conhece The Presets não sabe o que está perdendo. Mostraram sua cara ao mundo em 2005 com ‘Beams’, e este ano com ‘Apocalypso’ se firmaram como um dos principais nomes da música eletrônica da Austrália, e do mundo. Difícil encontrar atualmente uma voz tão marcante como a de Julian Hamilton, isso sem falar da linda parte instrumental. Destaque para as impecáveis ‘This Boy’s In Love’ e ‘My People’.

12. Natalie Portman’s Shaved Head – Glistening Pleasure

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Festa nunca é o bastante, e o NPSH vem se mostrando como a banda mais festeira do ano, e também como uma grande revelação. As músicas cheias de handclaps, duas vozes e riffs curtos traz uma alegria digna da coluna Do The Dance!, que eu parei de escrever não lembro por qual motivo, peço desculpas a quem lia e faço aqui minha recomendação rápida. Glistening Pleasure vale por umas 5 Do The Dance.

11. The Ting Tings – We Started Nothing

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Uma das principais revelações de 2008, Katie e Jules mostraram ao mundo a nova cara do pop, que foi excelentemente aceita, transformando We Started Nothing em uma coleção de hits, que são obrigatórios para quem quer se atualizar em termos de mundo pop.

10. The Killers – Day & Age

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Os Killers deram as caras no mundo da música com Hot Fuss. Já com Sam’s Town eles mostraram que vieram pra ficar. Após Day & Age podemos dizer que definitivamente eles são uma das principais bandas do mundo, tanto pela fama quanto pela qualidade musical. Flowers e companhia estão mais maduros do que nunca, com um álbum sólido cheio de hinos.

9. Ladytron – Velocifero

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O quarto álbum do quarteto mantém a alta qualidade instrumental e belas melodias na voz inconfundível de Helen Marnie. Velocifero é mais uma obra-prima de uma banda que faz tudo bem feito.

8. CSS – Donkey

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O CSS amadureceu. E agradou o mundo inteiro. As bases eletrônicas presentes em excesso no primeiro disco deram lugar a guitarras, bateria e sintetizadores. A evolução é vísivel facilmente, as músicas estão melhores, as melodias mais complexas e os arranjos mais bem feitos. A fase “Também Sou Hype” já ficou pra trás faz tempo.

7. Late Of The Pier – Fantasy Black Channel

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Electro-rock bem cru, voz suja, ótimos riffs e batidas dançantes. Não é à toa que eles estão virando a nova febre dos clubs. Se tivesse que inventar um daqueles rótulos, chamaria Late Of The Pier de “electro-garage”. Não deu pra entender? Ouça ‘Fantasy Black Channel’ logo!

6. Little Joy – Little Joy

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A parceria entre Fabrizio Moretti, Rodrigo Amarante e Binki Shapiro rendeu um ótimo fruto. Simples, criativo e gostoso de se escutar. Assim é o debut do trio, que ultimamente tem sido uma ótima trilha sonora de alguns bons momentos da minha vida.

5. Foals – Antidotes

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Um disco inovador, recheado de músicas boas, que colocou o Foals como uma das grandes revelações de 2008. Merecidamente. Os lindos arranjos de guitarras e baixo são o ponto mais forte do álbum, e aparecem em praticamente todas as músicas, se tornando o cartão de visitas da banda.

4. Ratatat – LP3

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O Ratatat é um poço de inovação e criatividade, e minha dupla predileta há alguns tempos. Em seu terceiro disco, o mais exótico deles, Mike Stroud e Evan Mast viajam por diversos estilos musicais, utilizando intrumentos diferentes e variados, para criar uma experiência instrumental única. Se não digerir muito bem na primeira ouvida, tente outras vezes. Quando você menos perceber, vai estar apaixonado pelo Ratatat.

Os próximos 3 discos não seguem ordem, classifico todos como primeiro lugar. Eles transitaram tanto entre as três primeiras posições que resolvi não ordenar.

Does It Offend You, Yeah? – You Have No Idea What You Are Getting Yorself Into

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O DIOY,Y? tem várias influências diferentes, e resolveu juntá-las em um álbum. Um álbum impecável, que tem todos os estilos dentro de um só. De eletrônicos sem vocais, passando por rock sentimental, electro-rock dançante e até um rockão intrumental, com ‘Attack Of The 60ft Lesbian Octopus’. Um disco completo e indispensável.

Cut Copy – In Ghost Colours

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Um disco eletrônico, pop, perfeito para a pista. O Cut Copy mostra na cara suas influências oitentistas, sem ser cafona como algumas bandas por aí. Capricharam no instrumental, capricharam nas melodias. Cada música tem sua magia, que juntas tornam ‘In Ghost Colours’ um clássico, o perfeito encontro dos anos 80 com os anos 2000.

Metronomy – Nights Out

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O Metronomy é moderno, inovador, original. Nights Out é algo inimaginável, só ouvindo pra perceber o quanto a música ainda pode se renovar. Músicas como ‘The End Of You Too’ e ‘Back On The Motorway’ trazem à tona a genialidade de Joseph Mount e junto com ela a alegria de estar ouvindo algo realmente bom. Se isso ainda não for o suficiente para te fazer querer ouvir o disco, leia aqui.

Por Marçal Righi

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