Move That Jukebox!


Os melhores discos de 2008 by movethatjukebox
dezembro 12, 2008, 4:03 pm
Filed under: Outros

Finalmente conclui minha lista de melhores discos de 2008, a mais esperada por todos. Repito: Fazer seleções não é nada fácil, e até agora me condeno de certa forma por não ter incluído Antidotes, do Foals, entre os vinte melhores CDs do ano. Antes de dar sequência ao post, vale ressaltar que o In Rainbows, do Radiohead, NÃO CONTA como um trabalho de 2008 (ao menos não para mim), já que teve seu lançamento digital no final do ano passado. Você já deve imaginar o que vem por aí, fazendo deduções pelos rankings postados anteriormente (melhores músicas, maiores revelações, melhores shows e melhores clipes). Vamos ver se seus palpites estavam certos.

20. Lo EP
Banda: mono.tune
Origem: São Paulo, Brasil

Lo EP ganhou cinco estrelas (dadas por mim) quando foi avaliado por aqui, justamente quando essa onda de fazer folk havia baixado pelo país  e muita gente (inclusive essa pessoa que lhes escreve) já não aguentava mais ouvir um violãozinho sequer. O segundo trabalho de estúdio do mono.tune, gravado de forma 100% independente, veio pra quebrar o gelo e revigorar minha relação com a música nacional, e por isso aparece com dignidade (mesmo em última posição) no meu top 20.

19. X Marks Destination
Banda: The Whip
Origem: Manchester, Inglaterra

“I wanna be trash” é o que se ouve logo nos primeiros minutos de X Marks Destination, mas se o objetivo de ser nada mais do que lixo era sincero, ele simplesmente não foi alcançado – tanto que o cd veio parar aqui. Quer dançar com um electro-rock legal? Então você estará ouvindo a coisa certa se tiver ouvindo o X Marks Destination.

18. Partie Traumatic
Banda: Black Kids
Origem: Florida, Estados Unidos

Black Kids virou febre em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. O grupo de “crianças” mais valorizado do synthpop atual saiu da péssima produção do Wizard of Ahhhs e deu um salto imenso para Partie Traumatic. O som é bom, mas não se pode negar que se torna enjoativo depois de um tempo.

17. King of The Night EP
Banda: Copacabana Club
Origem: Curitiba, Brasil

Uma das maiores revelações de 2008, de acordo com minha lista publicada na quinta-feira. Se a citação de ontem não foi suficiente para te levar até o link de download do primeiro EP do Copacabana Club, espero que a de hoje seja: Just do It, King of The Night, Come Back e It’s Us formam o tracklist perfeito.

16. Intimacy
Banda: Bloc Party
Origem: Londres, Inglaterra

Vexame no EMA, show fraco no Planeta Terra: Mesmo com pontos fracos indiscutíveis, o Bloc Party mostrou que ainda sabe trabalhar entre quatro paredes (hihi). Intimacy tem músicas boas que animam, cativam e renovam o indie rock de Silent Alarm. Mas se eu tivesse falando sobre como elas funcionam ao vivo… nem Circo Voador ajudou muito.

15. We Are The Physics Are OK At Music
Banda: We Are The Physics
Origem: Glasgow, Escócia

“Um vagamente estranho de meia hora de satisfação”. Foi dessa forma que o We Are The Physics definiu seu disco quando cedeu uma entrevista ao Move That Jukebox, em julho. A definição não é injustificável, muito menos mentirosa. We Are The Physics Are OK At Music era exatamente o que eu precisava ouvir quando o achei: Algo muito estranho e difícil de se definir – e continua sendo exatamente o que eu preciso ouvir até hoje.

14. Little Joy
Banda: Little Joy
Origem: Brasil/Estados Unidos

Little Joy entrou de bico nas últimas horas que antecederam esse post. E foi melhorando de posição, arrumando uma vaga a frente de um, contando vantagem sobre um outro… e quase chegou ao décimo lugar. A soma de Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti deu em um poço de genialidade finito, mas profundo. Um poço de genialidade que chega ao Brasil em janeiro de 2009 – e você não vai perder, né?

13. Surfing
Banda: Megapuss
Origem: São muitas nacionalidades juntas, Deus.

Colega de palco do Little Joy, o Megapuss também vem de uma mistura interessante: Gregg Rogove, do Priestbird e, mais uma vez, o stroker Fab Moretti. Com uns bicos de Amarante, o grupo fica ainda mais brasileiro, mesmo sem ter composição alguma em português. Aquele freak folk que a gente vê na carreira solo de Devendra Banhart ganhou uma forma bem interessante em uma banda inteira.

12. Dig Out Your Soul
Banda: Oasis
Origem: Manchester, Inglaterra

Sempre gostei mais das besteiras que os irmãos Gallagher falam do que de suas músicas, mas Dig Out Your Soul conseguiu me atrair mais do que o arranca-rabo com o Jay-Z. Um álbum bonito, com uma boa base, que só poderia ter sido de autoria de uma banda tão velha experiente quanto o Oasis.

11. Off With Their Heads
Banda: Kaiser Chiefs
Origem: Leeds, Inglaterra

Off With Their Heads não desceu redondo na primeira execução que teve em meu computador. O tempo foi passando e, com ele, Spanish Metal, Can’t Say What I Mean e cia. foram ganhando uma tolerância maior, enquanto as já conhecidas Never Miss a Beat e You Want History iam soando cada vez melhor. De repente, eu estava gostando de Off With Their Heads e, quando dei por mim, eu estava REALMENTE GOSTANDO do OWTH. Porque, as vezes, não são as primeiras impressões que ficam.

10. Perfect Symmetry
Banda: Keane
Origem: Battle, Inglaterra

Se você me perguntasse qual é o melhor álbum do Keane, eu não pensaria mais de uma vez ao responder que essa vaga é do Perfect Symmetry. Hopes and Fears? Meloso demais. Under The Iron Sea? Faltou sal. Em 2008, o Keane foi em busca de uma nova fórmula, e não errou na adição do Elemento X. Os traços de seus primeiros discos ainda podem ser encontrados na maioria das novas composições, mas de uma forma mais gostosa de ouvir. Aprovados.

9. Consolers of the Lonely
Banda: The Raconteurs
Origem: Estados Unidos

Mais uma criação de Jack White com Brendan Benson, Jack Lawrence e Patrick Keeler. Enquanto os críticos gerais (que são mais experientes do que eu) avaliam Consolers of the Lonely como um registro mediano, encho a boca para dizer que esse é um trabalho difícil de encontrar. Não falo da disponibilidade do CD na Saraiva ou na Fnac, mas sim da qualidade de um indie rock que foge do convencional sem ter que apelar para o New Order e o Pet Shop Boys.

8. You Have No Idea What You’re Getting Yourself Into
Banda: Does It Offend You, Yeah?
Origem:  Reading, Inglaterra

Mais uma das revelações de 2008. Bem, vou evitar repetições. Leia sobre o disco aqui, caso você ainda não tenha  conferido os posts de ontem.

7. Donkey
Banda: CSS
Origem: São Paulo, Brasil (será?)

Ira já tinha se mandado do Cansei quando Donkey foi lançado, sem nenhum agradecimento ou regalias à baixista em seu encarte. Nesse final de ano, muita gente já começou a apagar o disco da memória (o que é uma pena), mesmo com todo aquele bla bla bla que marcou seu lançamento. O álbum é belo e bem feito. Sem mais.

6.  Viva la Vida Or Death And All His Friends
Banda: Coldplay
Origem: Londres, Inglaterra

Viva La Vida oscilou entre todos os 10 primeiros lugares do meu ranking (inclusive passando pelo primeiro), mas ficou mais confortável nesse cantinho, a sexta posição. O disco tem um nível ótimo, mas algo ainda me incomoda. Não sei dizer o que é, e vou ficar devendo essa a vocês.

5. Glistening Pleasure
Banda: Natalie Portman’s Shaved Head
Origem: Washington, Estados Unidos

O Natalie Portman’s Shaved Head sabe fazer música. Boas músicas. Boas músicas que, por sua vez, fecham o tracklist de um disco que inesperadamente chega entre os cinco melhores de 2008. Só escutando para saber o que significa esse “glistening pleasure”.

4. Day & Age
Banda: The Killers
Origem: Las Vegas, Estados Unidos

Lá em cima, quando comentei sobre “apelar para o New Order e Pet Shop Boys”, você certamente deve ter recorrido aos Killers em seu novo álbum. Mas, no caso deles, esse apelo não foi exatamente ruim – se fosse, você veria o nome do Day & Age na lista de decepções do ano, que sai amanhã. O glitter ficou bem em Ronnie Vannucci, os trajes mexicanos couberam em Mark Stoermer e em Dave Keuning, e Brandon Flowers colheu bons frutos tentando escrever como Andrew VanWyngarden, mesmo com um resultado diferente do planejado.

3. Music For An Accelerated Culture
Banda: Hadouken!
Origem: Leeds, Inglaterra

Em 2007, um hit do Hadouken! estava dando nome ao blog que você lê hoje, mas eu não esperava que escreveria sobre o grupo um ano mais tarde, muito menos colocando seu debut na frente de um disco do godlike The Killers. Fazendo uma mistura comum ao final dos anos 2000, esses ingleses usam alguma coisa de rock,  um tiquinho assim de carimbó, um pouco de hip hop e muito, mas muito da música eletrônica que escutamos em Daft Punk e Justice. O amigo Marçal já lhes escreveu sobre eles aqui, e vale a pena re-ler.

2. Vampire Weekend
Banda: Vampire Weekend
Origem: Nova York, Estados Unidos

Uma escolha difícil. Decidir entre Oracular Spectacular e Vampire Weekend me fez suar, vibrar, repensar e quase explodir. Agora você já sabe quem ficou para trás. Para evitar fazer você clicar em um link mais uma vez, ai segue o texto (em crtl+paste) do parágrafo publicado ontem na lista de revelações de 2008, a respeito do VW:

Ah… o Vampire. No início do ano, o homônimo de estréia deles simplesmente SUMIU do disco rígido, mas não levou tempo para que eu reparasse a falta que Walcott, Mansard Roof, Oxford Comma e todos aqueles outros hits super cativantes – e lá estava eu fuçando comunidades de download novamente em busca de um linkzinho que funcionasse.  E é assim que segue minha relação com o VW (não confunda com Volkswagen), o autor de um dos álbuns mais proveitosos do ano.

1. Oracular Spectacular
Banda: MGMT
Origem: Nova York, Estados Unidos

Ufa, consegui decidir. Juro que, por um minuto, cogitei a possibilidade de dividir a primeira posição entre Vampire Weekend e MGMT, mas todo mundo sabe que a graça de um ranking é descobrir quem ficou em primeiro lugar. E, dessa vez, quem o fez foram Andrew e Ben. De Time To Pretend a Future Reflections, Oracular Spectacular não passa por um momento ruim, e essa perfeição que lhe dá a vitória plena.

Por Alex Correa

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