Move That Jukebox!


Pontos de vista: Perfect Symmetry by Neto
outubro 20, 2008, 5:56 pm
Filed under: Outros | Tags: ,

Perfect Symmetry é o terceiro álbum de estúdio do grupo inglês Keane e, embora tenha vazado na internet no início do mês, só foi lançado oficialmente no dia 13 de outubro. As opiniões dos internautas e fãs da banda têm variado de forma espantosa e repleta de contrastes. Por isso, decidimos criar um debate: O que você achou do novo disco do Keane? Para tal debate tornar-se possível, avaliamos o Perfect Symmetry de dois pontos de vista extremamente diferentes: O primeiro apresentado é de Mateus Bracarense, um novo colaborador do MTJ (que estreou por aqui na semana passada) e, o segundo, é de Alex Correa, um velho conhecido de vocês. Depois de ler atentamente ambas as críticas, você encontrará uma enquete no final da página e nós ajudará a descobrir se o disco é uma obra-prima ou ovelha negra do Keane. Comecemos:

Avaliado por Mateus Bracarense – Nota: 2.0/5.0

Assim que o Keane surgiu com o disco Hopes And Fears (2004), todos podiam afirmar que o grupo inglês era um filhote do Coldplay. A cria obviamente também faria sucesso, com músicas feitas para as crises de um namoro conturbado, como Somewhere Only We Know. Ao lançar Under The Iron Sea (2006), o Keane conseguiu um resultado tão positivo com as animadas Is It Any Wonder? e Crystal Ball, que fez o mais novo disco no estilo destas duas canções. Além de dar um fim as comparações com o Coldplay, a banda ainda poderia ter sucesso econômico. Pronto. Era a idéia perfeita para o Keane: sair do açúcar das melódicas baladas românticas e cair nas graças das batidinhas à A-Ha.

Perfect Symmetry, parece ter saído de alguma disco music bizarra, a banda se vê em uma situação tão patética, com direito a palminhas em Better Than This e tudo mais. As duas únicas faixas que tiram a cafonice dos anos 80 do discos são Again And Again e Love Is The End, ambas lembram as boas baladas românticas do Keane.

Perfect Symmetry se torna uma antítese, já que a última coisa que a banda alcançou no cd foi qualquer definição para perfeição. O Keane abandonou todos os casais apaixonados e foi direto às pistas de dança. Sorte minha que não estou nem apaixonado e muito menos querendo ouvir música de fim de balada.

Avaliado por Alex Correa – Nota: 4.5/5.0

Em seu novo trabalho, o Keane desenvolveu um britpop muito diferente daquele que chegou ao público através do Hopes and Fears (2004) e do Under The Iron Sea (2006). A novidade é a troca da melancolia excedente por uma vibração agradável das pistas de dança oitentistas, que faz o álbum começar com mais energia do que seus antecessores. Spiralling dá vontade de pular, dançar, e renascer na época das danceterias com A-ha, Pet Shop Boys e New Order. Mas é claro que uma banda não se reforma completamente de uma hora para a outra, e por isso o pop de piano inglês prevalece em algumas faixas, como You Don’t See Me e Pretend You’re Alone – que, mesmo assim, continuam tendo algo da principal essência do álbum: a pop music.

Playing Along é lenta, amorosa e memorável. Faz o estilo da antiga – e agora antiquada – She Has No Time, mas obviamente com a pitada de dance necessária para não perder a sintonia com o resto da obra. De um outro lado, mal se pode acreditar que Better Than This, Lovers Are Losing e Black Burning Heart foram compostas e interpretadas por aquela mesma banda que veio ao Brasil em 2007, tocando Everbody’s Changing e Crystal Ball. De qualquer forma, mudanças são sempre bem-vindas e, no caso do Keane, elas foram recebidas de braços muito abertos.

Anúncios

19 Comentários so far
Deixe um comentário

[…] Pontos de vista: Perfect Symmetry […]

Pingback por MTJ Magazine #3 « Move That Jukebox!

Eu ri da primeira. (Y)

Comentário por Heitor

Gostei do novo cd, a banda tinha realmente que mudar…ficar 3 cds na mesma melancolia é impossivel! Se tinha que ir pro lado mais pop eu não sei, mas a mudança fez bem para a banda!

Comentário por Fellipe

a 1ª crítica está tipo exatamente igual a resenha da Bravo!

Comentário por Eder Bruno Cunha

eu quis dizer O Grito!
q/

Comentário por Eder Bruno Cunha

Acho que não foi tão ruim quanto o Mateus disse, nem tão bom quanto o Alex julga….
Sinto saudades do estilão antigo do Keane.. que, diga-se de passagem, era completamente diferente do detestável Coldplay.

Comentário por fulano

também discordo do “filhote do Coldplay” – além da resenha inteira do Mateus.

Continuar num 3° CD, como dito acima, na mesma melancolia, seria um saco. Eu já mal conseguia distinguir quais músicas pertenciam ao Hopes and Fears e quais ao Under The Iron Sea.

A mudança fez muito bem ao Keane, arriscando agora umas guitarras, mas mantendo algumas músicas no estilo “clássico” da banda. E aí que está a simetria, pra mim: consegue inovar, mas sem perder a essência que fez a banda estourar.

Comentário por André Matiazzo

A primeira crítica parece de um menino que apenas não gostou do Cd e mostrou apenas os defeitos. Já a segunda parece mais madura (e também segue mais o meu ponto de vista). Ela destaca os dois lados do disco, o bom e o ruim. Mas claro, destaca o lado bom. Eu gostei muito desse Cd. Muita mais do que o do Kaiser Chiefs, por exemplo.

Adoro o blog de vcs, meninos!

=*

Comentário por Alê

gostei do cd..embora naum seja tão bom quantos seus antecessores, acho que precisa ser ouvido com mais atenção, assim como o segundo cd do the killers q odiei na primeira audição, fui ouvindo até que fui encontrando seu “charme!!!!!!”…Acho que o perfest symmetry vai no mesmo rumo..tem que ser ouvido e analisado com cautela.

Comentário por thiago

foda esse novo album do Keane. Pelo menos melhor que o novo do Oasis é.

Comentário por Caio

A primeira ouvida é difícil de se engolir, Spirilling e a própria Perfect Symmetry agradam e muito, essa última a ponto de emocionar, vibrante, redentora, virtuosa, e ambas com letras interessantes, as demais vão precisar de mais tempo para serem deglutidas… Mas é bom ver que eles querem outros rumos, outras sonoridades, ousar é bom, ao menos não é por preguiça que eles poderiam ter errado.

Comentário por Jeferson Kozenieski

Gostei mesmo do novo disco e o estou escutando desde que vazou ‘acidentalmente’ na rede, mas ainda não consigo decidir se este é inferior/superior aos demais. É como se fosse um álbum de uma nova banda que surgiu e eu curti à beça. Ainda consigo enxergar a excência das letras de outrora nesse novo trabalho e acredito que algumas não fariam feio no dvd KEANE LIVE, mas o fato é que a banda mudou e seria muito melhor se deixássemos de sermos essas criaturas chatas que são fãs e curtir o novo…

Comentário por Victor Nascimento

Gostei do novo álbum em praticamente todos os pontos… achei que as faixas estão bem variadas e isso faz com que não fique cansativo ouví-las :)

Comentário por Halyne

Long life to Keane!

Comentário por Priscila

Discordo com o comentário que diz que Keane é o filhote de Coldplay, detesto Coldplay, e tenho muito gosto pelo Keane. Ao ouvir o novo album de primeira assustei, não parecia Keane. Como pessoa de bom senso escutei novamente pra poder opinar e realmente mudanças chocam mas são necessárias. No caso do Keane veio em hora certa. Gostei^^

Comentário por Virgínia

O que esperar desse terceiro álbum? Na verdade eu esperava até um álbum um pouco inferior aos dois primeiros, mas…

“Perfect Symmetry” é um álbum péssimo! O Keane se perde em suas próprias limitações. A bateria soa excessivamente eletrônica e parece um jogo japonês, a voz tem excessivos efeitos e fica irreconhecível, e até o piano é pasteurizado em teclados sem inspiração. Tudo isso com a sonoridade mudando de música para música fazendo com que não haja identidade sonora. Cheguei a me perguntar se estava escutando o mesmo álbum desde o início ou havia trocado no Ipod, “sem querer”.

Mas ainda assim, para quem quiser se arriscar meu conselho é ouvir, na edição Deluxe do álbum, apenas as faixas Demo, que estão mais realistas e com menos efeitos, mas ainda assim, o álbum é ruim e sobram 2 músicas escutáveis, o resto é lixo mesmo!

Uma pena, pois talvez, devido ao sucesso e à juventude da banda, o Keane tenha sido forçado a enveredar por um estilo mais Pop e tenha se apressado em lançar este álbum.

Eu fico, sem pressa, mais alguns anos escutando “Hopes And Fears” e “Under The Iron Sea”.

Comentário por EDK

Vou querer trabalhar com vocês também… Afinal parece fácil fazer uma crítica a um disco lendo e copiando praticamente tudo de uma outra crítica já publicada. Foi isso que o Sr. Mateus Bracarense fez. Sua crítica é igual ao publicado na revista o Grito! pela Lidiana de Morais. Até voltei ao site da revista pra ver se era ele que tinha escrito aquela resenha também, tamanha é a semelhança. Na minh aopinião, já começou mal como novo integrante da equipe deste espaço. Quanto ao disco, acabei de adquiri-lo e confesso que inicialmente não gostei muito da mudança visível que o Keaen adotou (esperava mais do mesmo sim, e daí?). Mas estou gostando mais do disco a cada dia. Manter um mesmo estilo sempre pode cansar. E ainda assim , existem algumas faixas que podem nos fazer lembrar do Keaen de 2004.

Nota : 6,5/7,0

Abraços a todos.

Comentário por Elvisson

devagar, nao gostei, não tem uma musica que toque a alma com os albuns preteritos.
mas so se salva a musica Spiralling.

Comentário por tales viana

Inovação: Liberte-se… é isso que o Keane tá fazendo… Álbum mais que aprovado!!!!

Comentário por Thiagão




Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: