Move That Jukebox!


Crítica: Intimacy (Bloc Party) by Neto
setembro 2, 2008, 2:14 pm
Filed under: Bloc Party | Tags:

Em 2005, quando estourou com o Silent Alarm, o Bloc Party conquistou muitos fãs de bandas de “indie-rock convencional” como Kaiser Chiefs e The Killers, sendo por diversas vezes surdamente comparado com tais bandas.

Dois anos depois, foi lançado o polêmico A Weekend In The City, que foi considerado por muitos admiradores do debut do grupo como o pior disco de 2007. On the other hand, ouvintes que preferiam bandas do tal electro-rock passaram a ter um interesse especial pela gangue do briguento Kele Okereke.

Agora no mês passado, virou praticamente oficial: O Bloc Party quer sim invadir cada vez mais as pistas de dança. A velhaguarda bloc partiana parece não ter gostado, mas eu adoro me mexer com um bom electro-rock.

Intimacy, que por enquanto só teve lançamento digital, estabeleceu um gênero que dificilmente pode ser definido sem causar discórdia entre os leitores desse blog – mas, como eu venho aqui para expor o meu ponto de vista, lá vai. Intimacy, para mim, é praticamente um segundo nome para o A Weekend In The City, mantendo a mesma proporção de canções agitadas para melodias mais… amorosas. Para conferir isso com seus próprios ouvidos, basta observar que Ares é uma versão mais electro-experimental (se esse termo não existia, passa a existir agora) de The Prayer, primeira e quarta faixas do Intimacy e do AWITC, respectivamente. Dando continuidade as comparações, não é difícil perceber semelhanças entre as essências de Ion Square e Waiting For The 7.18, músicas que se dividem entre calmaria e êxtase profundo – uma puxando para o electro (o negrito é pela intensidade do termo) e a outra para o rock, principal [e talvez único] contraste entre os últimos dois álbuns do Bloc.

Intimacy

Para dar fim ao momento das comparações, poderiamos usar Hunting For Witches e Mercury, as melhores músicas dos dois álbuns citados nesse artigo – que é mais um post sobre semelhanças do que uma digna resenha de um único trabalho. Mercury usa e abusa das novas tendências psicodélicas da banda que a compôs, enquanto Hunting ultrapassa os limites do final de semana na cidade para dar um rápido “Olá!” a boate mais próxima.

Finalizando o álbum mais baladeiro da história do grupo (que deve marcar mais presença nas boates a partir dessa segunda metade de 2008), temos Zepherus, canção que teve seu nome grego certamente inspirado no vibrante Cavalo de Tróia que a antecede – Trojan Horse. Ao menos Zepherus escapou das comparações com SXRT, por deixar um gostinho de “quero [dançar] mais” – enquanto SXRT só deixa uma vontade de procurar o travesseiro mais próximo.

Num resumo matemático e apressado, Intimacy foi a incógnita solucionada através de uma equação que tem um pouco de CSS (somado com virilidade), uma parte de Does It Offend You, Yeah? (obtida da subtração de diversos elementos da banda) e, quem sabe, um toque do bom e velho indie rock dividido por dois. O resultado é um álbum que só o Bloc Party poderia fazer.

Autor: Alex Correa

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11 Comentários so far
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espera aí

Comentário por Rodrigo

Antes de tudo, a música que abre o “A Weekend in The City” chama-se Song For Clay (baseada num livro muito bom, por sinal).
Não tenho a intenção de apenas criticar seu estilo de resenha, mas não acho decerto comparar os cds de uma banda. Quando vc vê dois Picassos, vc não fica a equiparar qual é mais laranja que o outro..
Devemos, críticos que somos, ter o distanciamento poético. A música é arte. Pode ser que muuita música seja feita visando lucro, mas aí ela passa a ser deixada de lado. E o Bloc Party tem respeito, pô! Antes de tentar solucionar as “táticas” de composição, repare nas letras. Estão muito bem estruturadas, versos pra cantar grande! uhauahuahu
Não vejo outra banda senão o Bloc Party que sucinta o que é a música (pós)moderna.

Comentário por Rodrigo

Ih alex, não gostaram da sua resenha.

(eu gostei, tá? A propósito, não conhecia o blog. Vou dar uma olhada por aqui e vir mais vezes)

Comentário por tamara.

Ainda bem que eu avisei que esse post causaria discórdia.

(obrigado pelo toque, Rodrigo)

Comentário por alex correa

engraçado, eu não gostei do AWITC e gostei do intimacy…

mas o silent alarm continua sendo muito bom..

=D

Comentário por Hugo Paceli

Eu gosto muito de Bloc Party em todas suas vertentes. Se eles querem que as pessoas dancem feito doidas com o disco deles, ótimo. E acho que se esse álbum fosse lançado antes do AWITC, talvez menos pessoas torcessem a cara antes de falar deles. Mas ainda não foi dessa vez que eles superaram o Silent Alarm, não…

Comentário por Filipe

Gostei muito do segundo disco e pouquíssimo desse.

http://por-increca-que-parivel.blogspot.com/2008/08/bloc-party-intimacy.html

É o que penso sobre esse cd. Lê também?

Comentário por Priscila

Eu gostei bastante do Silent Alarm, e essas comparações são um pouco desnecessárias

Comentário por Aline

O elemento “eletrônico”, muito comum no Intimacy, não foi feito necessariamente pra
“invadir as pistas de dança”, eles estão o colocando como algo mais sério. Ah, e péssimas comparações, a meu ver seriam mais parecidas “Signs & Waiting for the 7.18”, “Ares & Where Is Home?”, “One Month Off & Hunting for Witches”, “Zephyrus & The Prayer” e finalmente, “Ion Square & SRXT”. Bye.

Comentário por Victor

Porra!
Intimacy ta foda demais
achei o cd muito bom.

Comentário por Caio

Silent Alarm foi unico e foi um dos melhores cd´s que alguma vez encaixou no meu perfil. Consigo ouvir o cd vezes sem conta e com esse album tornaram-se a minha banda de eleição. Saiu o WITC… não me cativou muito, o que eu gostava nos bloc party era o baterista, visto que sempre fui maluco por bateria, mas nestes albuns, acho k o baterista pode ser necessário em uma ou outra musica, mas uma caixa de ritmos, servia na perfeição. A partir do momento em que a banda se mete nesta vertente electronica e acaba por tirar pouco partido de grande das capacidades do baterista, a banda acaba por perder uma certa qualidade… Não gostei do WITC e penso que tambémnão vou gostar deste album… Já ouvi umas poucas de vezes, mas acho que já não me vai cativar da mesma maneira e penso que o melhor é mesmo esperar pelo novo album dos The Killers, que possivelmente me vai satisfazer mais do k este.

Comentário por falc0




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