Move That Jukebox!


Ingressos para o Tim Festival começam a esgotar by Neto

Nesse ano, não foram as atrações dos palcos indies do Tim Festival que fizeram os ingressos se esgotarem primeiro, mas sim Sonny Rollins, Esperanza Spalding, Stacey Kent, Paul Weller e o nosso Marcelo Camelo.

Os tickets para ver todos esses músicos nos palcos paulistas Noite de Gala, Sophisticated Ladies e Bossa Mod acabaram hoje, de acordo com o G1, mas as entradas ainda constam como disponíveis no site da Ticketmaster. No Rio de Janeiro e em Vitória, ainda se tem entradas de sobra para conferir os mesmos artistas que venderam absurdos em São Paulo, onde se apresentarão no Auditório Ibirapuera.

Paul Weller

Em 2007, os ingressos para assistir as atrações do Auditório Ibirapuera também foram os primeiros a acabar – graças a baixa capacidade do local, que oferece espaço para cerca de 800 pessoas.

Confira a relação de bandas e ingressos do Tim Festival 2008

Autor: Alex Correa



Queen confirma duas apresentações no Brasil by Neto
setembro 30, 2008, 4:50 pm
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A banda Queen vem ao Brasil em novembro, confirmam fontes oficiais.

Roger Taylor e Brian May vêm ao país com o substituto de Fred Mercury, o vocalista Paul Rodgers. Os dois shows na paulista Via Funchal, nos dias 26 e 27, fazem parte da turnê do disco The Cosmos Rocks, lançado em setembro com a assinatura de Queen + Paul Rodgers, como a banda prefere ser citada.

Um show do grupo a céu aberto ainda pode rolar no Rio de Janeiro, na Praia de Copacabana, bem em frente ao modesto Copacabana Palace. A apresentação deve acontecer no dia 30 do mesmo mês.

Mais informações sobre as apresentações ainda não constam no site da Via Funchal.

C-lebrity, single do único álbum de inéditas da era Rodgers

Autor: Alex Correa



Coldplay anuncia novo EP by marçal
setembro 30, 2008, 4:18 pm
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A banda inglesa anunciou alguns detalhes de seu próximo EP, que será lançado no dia 10 de novembro, apenas digitalmente.

O EP contará com o próximo single da banda, ‘Lost!’, que está no mais recente álbum ‘Viva La Vida or Death and All His Friends’, além de outras três faixas ainda não anunciadas. A capa do EP também foi divulgada, e curiosamente conta com um mapa do Brasil como plano de fundo. Será que eles ficaram “lost” quando vieram pra cá? Veja a capa abaixo:

Esse mesmo mapa aparece no encarte do Viva La Vida Or Death And All His Friends

Além disto, no final da semana passada a banda divulgou em seu site o clipe da faixa, que foi dirigido por Mat Whitecross e pode ser assistido aqui.

Autor: Marçal Righi

Fontes: NME / Site Oficial



Skol Beats 2008: Choque de culturas prejudicou o festival by marçal

E quem estava lá no Anhembi sabe que o que o título está dizendo é real. O Skol Beats deste ano trouxe atrações bem variadas, o que fez com que pessoas de culturas e estilos diferentes se aglomerassem no mesmo local. A princípio, isto parece bom. Culturas variadas podem se integrar, compartilhando entre si o melhor de cada uma. Porém o que aconteceu neste sábado/domingo foi diferente. A junção de bombados, patricinhas, piriguetes e fashionistas acabou atrapalhando quem foi lá para apenas curtir uma boa música eletrônica. O maior exemplo disto aconteceu no show do Digitalism. Mas vamos começar pelo início. Como apenas um representante do MTJ! pôde estar presente no festival, a resenha tratará apenas das atrações do palco principal.

Às 19h em ponto, os paulistanos do Killer On The Dancefloor abriram o Skol Beats para uma pista praticamente vazia. Mas como já esperavam isso, não se deixaram abater, e os poucos presentes puderam curtir um ótimo Live com cara de DJ Set. Com Fatu cuidando mais das mixagens e Phillip A. fazendo barulho com a bateria eletrônica, eles tocaram um set bem variado, viajando por hits do pop como Rihanna e Gwen Stefani, sucessos do indie e discopunk como MGMT e Does It Offend You, Yeah?, batidas de funk carioca e clássicos do rock. Talvez o ponto mais alto tenha sido o remix de ‘Killing In The Name’, do Rage Against The Machine, entoado pelo público que ia aumentando cada vez mais rápido.

Após eles, vieram os cearenses do Montage, que têm como atração principal o performático vocalista Daniel Peixoto, que vestido em um traje inteiramente prateado e brilhante fazia poses, se esfregava no chão, no microfone, na caixa de retorno. Um tanto forçado. Mas ele conseguiu animar bem o público, ainda mais quando foi para trás do palco e voltou vestindo apenas uma camiseta de smile e um chapéu de oncinha. O loiro ainda desceu do palco e correu pelos mais de 5 metros de distância desnecessários, até encostar nas pessoas que ali estavam lhe prestigiando. Quanto à parte musical, o DJ Leco Jucá e o guitarrista Maurício Fleury deram conta do recado, diferenciando um pouco da sonoridade convencional da banda e fazendo um som mais influenciado pelo maximal francês.

Agora era a vez do Mixhell. Uma bandeira com o logo do duo foi estendida e uma bateria colocada no palco. Iggor e Laima entraram e o ex-Sepultura foi direto para sua bateria meio eletrônica, meio acústica. O live contou mais com bases e batidas pesadas do que com músicas conhecidas, diferenciando-se do set do Killer On The Dancefloor. Iggor se revezava entre mixers e bateria, fazendo todo mundo dançar com o peso de suas baquetas. Mehdi Pinson, vocalista da banda Scenario Rock, que gravou os vocais de DVNO, entrou no meio da apresentação e começou a cantar sobre as mixagens, agitando mais ainda a multidão. Foi um ótimo preparativo para o peso que estava por vir.

Arena Skol lotada, expectativa a mil e a próxima atração eram eles, Justice. Depois de um tempo de espera, todas as luzes do palco se apagaram, a cortina se abriu, e a primeira nota de ‘Genesis’ pôde ser ouvida, ao mesmo tempo em que a cruz se acendeu para milhares de olhos. Finalmente tinha começado. O peso das seis colunas de caixas de som era exatamente o que a dupla precisava para fazer o Anhembi tremer. Falo das caixas fora do palco, pois os 18 amplificadores Marshall presentes no palco são só de enfeite. Mais um elemento da superprodução que é o show deles. Os surpreendentes jogos de luz estavam totalmente alinhados com a música, assim como a cruz, que piscava constantemente no centro do palco.

D.A.N.C.E. foi cantada por todos os presentes e em seguida veio DVNO. Para minha surpresa, quem aparece ao meu lado? Mehdi Pinson, que teve que posar para fotos no meio do show, e compartilhou sua bebida com quem estava em volta. Foi bem interessante cantar DVNO junto com o próprio DVNO. E após mais algumas faixas, veio um dos melhores momentos do show, quando o piano final de ‘Stress’ foi juntado ao sample de Klaxons, fazendo base para o refrão mais cantado do show: “We are your friends, you’ll never be alone again, come on!”. A música veio para deixar a multidão ainda mais enlouquecida e aumentar a atmosfera de festa que estava criada.

Porém tudo isso não foi o suficiente para fazer do show uma unanimidade. O conceito de live não foi levado muito à risca, e a apresentação foi mais para um DJ Set só com músicas deles. O álbum de estréia, ‘Cross’, foi quase inteiramente tocado, e as músicas eram mixadas a samples e entre elas, formando bons mash ups. Mas já era de se esperar isso, já que todo mundo sabia que eles não cantariam nem tocariam piano no meio do live. O que sinto que faltou foi um pouco de inovação, pois quem tem em casa áudios de lives anteriores, praticamente já sabia de cor como ia ser. Apenas acho que eles poderiam ter reservado alguma surpresa para o último show da turnê. No entanto, não dá pra reclamar, o show foi excelente e deixou todo mundo querendo mais. Eu mesmo só acreditei que havia acabado quando os equipamentos da próxima atração começaram a ser montados. A espera valeu a pena.

Fica aqui meu pedido de desculpas para os fãs de Marky, pois eu realmente precisava sentar e comer alguma coisa, e a hora que eu escolhi para isto foi durante a apresentação dele. Voltando para o palco principal, estava começando o show do Pendulum, banda australiana que mistura rock com drum ‘n’ bass, fazendo um som bem pesado. Contando com instrumentos reais e bases eletrônicas, eles fizeram um show recheado de batidas fortes e que colocou grande parte da pista para dançar. O vocalista Rob Swire se comunicava bastante com o público, mesmo seu inglês sendo um tanto incompreensível. Com certeza os pontos mais altos do show foram o remix para a música ‘Voodoo People’, do Prodigy, e ‘Blood Sugar’, presente no álbum ‘Hold Your Color’, que fez a Arena Skol tremer com um ótimo riff de sintetizador.

Enfim era a hora do Digitalism, que chegou no Brasil meio escondido atrás do hype do Justice e por isso não despertou a atenção que merecia. Um grande erro de quem foi embora após a apresentação dos franceses, quando se notou que o Anhembi esvaziou bastante. E nesta hora apareceu com mais força o problema que eu citei no título. O choque de culturas, que vinha acontecendo em pequena escala durante todo o festival, seja com piadas e pequenos insultos, agora havia tomado mais força, pois após os alemães seria o DJ mais esperado pelos trancers, Armin Van Buuren. E grande parte desta turma, ao invés de aproveitar as atrações do festival e curtir o show que estava acontecendo, preferiu desrespeitar o Digitalism e seus fãs, gritando coisas como “ARMIIIN!!”, “ACABA LOGOO”, “TOCA TRANCIII”. A platéia ficou fria, não correspondendo ao grande show que os alemães estavam fazendo. Mas mesmo assim eles conseguiram se sair bem, e é sobre isto que eu vou falar agora.

Jence e Isi realmente sabem como fazer um live. Neste quesito, digo sem dúvidas que eles deram uma lição ao Justice. Várias músicas foram tocadas na hora, as bases eram também feitas por Isi lá mesmo, com uma bateria eletrônica, e quem achava que os vocais seriam apenas mixados junto com as músicas se enganou. Todas as faixas não-instrumentais foram cantadas ao vivo por Jence, que nao se cansava de gritar “São Paulo!”. Isi tentou diversas vezes animar o público, mas sem muito sucesso, o máximo que conseguiu foi braços levantados e alguns gritos. Sinto por aqueles que deixaram de aproveitar a ótima apresentação apenas por ter a cabeça fechada para novidades. Mas pra quem soube curtir, o show foi memorável. Eles tocaram todas as músicas do álbum ‘Idealism’, além do remix ZDRLT (Rewind). Fecharam com ‘Pogo’, em que eu enlouqueci e comecei a tocar junto com eles, batendo na grade de proteção. Grande live!

Após eles ainda tocaram no Live Stage o holandês Armin Van Buuren, eleito pela revista DJ Mag o melhor Dj do mundo, que fez os sedentos trancers dançarem enquanto o dia dava as caras no Anhembi, e após ele o brasileiro Gui Boratto, que diferenciou-se um pouco de seus sets convencionais e se apresentou com banda, dando uma pegada mais roqueira para seu minimal.

Após 14 horas de música eletrônica, o Skol Beats 2008 chegou ao seu final com sucesso e deixando algumas considerações. A segurança deveria ser mais reforçada, já que dezenas de pessoas tiveram celulares e outros pertences roubados. Porém, elogios à produção, que colocando menos ingressos à venda, evitou superlotação, o que ocasionou em poucas filas nos bares e banheiros, os quais estavam sempre limpos. Quanto ao Justice e ao Digitalism, tenho certeza de que suas apresentações seriam bem melhores se fossem em um festival só deles, e em um lugar menor e fechado. A interação com o público seria maior, já que quem vai em uma apresentação deles não vai apenas pra dançar. Vai para assistir, para cantar, para pular, para não esquecer nunca desta data.

Autor: Marçal Righi

Fotos por Marcelo Elídio, retiradas do Rraurl



Aguarde. by Neto
setembro 29, 2008, 1:55 pm
Filed under: Outros

O Move That Jukebox! está preparando uma revista virtual pra você, num formato mais bonito e tudo mais. Aguarde.



E a noite foi de electro no Rio de Janeiro by Neto
setembro 28, 2008, 6:04 pm
Filed under: Justice, Mixhell, The Twelves | Tags: , , , , , , ,

Rio de Janeiro, sexta-feira 26 – Circo Voador. O show do duo francês Justice, atração principal da noite, só foi começar efetivamente na primeira hora do dia 27. Mas vamos começar pelas bordas.

A noite de música – que não demorou muito para se tornar madrugada – começou com o Mixhell. Nome desconhecido para muitos, mas que conta com um dos mais famosos músicos brasileiros: Iggor Cavalera. Iggor, por sua vez, conta com a sua esposa e excelente DJ/produtora Laima Leyton e, juntos, fazem uma mistura da dançante música eletrônica com o som quente e pesado da bateria. Mixhell… um show para se guardar na memória e conferir de perto sempre que possível. A apresentação surpreendeu a maior parte do público, inclusive a esse moribundo que lhes escreve nesse exato momento.

Proporcionalmente à troca de Cavalera entre bateria e sintetizadores, a sonoridade do DJ set de abertura esquentava e esfriava. Enquanto a bateria esteve ativa, o Mixhell mostrou à seu [novo] público um electro-metal pouco comum mas demasiadamente conveniente. Já quando os laços matrimoniais uniam o sorridente casal na mesa de som, o resultado era extremamente variado. Até o funk carioca e o hype MGMT chegou ao duo, que incluiu Kids em seu set.

A tenda – que é como a de um circo de verdade – começou a encher depois da meia-noite, conforme os equipamentos do Justice apareciam no palco. O público, que até então estava muito disperso, deu início a um tumulto enquanto as vinte e quatro caixas de som iam sendo armazenadas ao lado da incandescente cruz justiceira, símbolo que virou a logomarca do álbum Cross, único do grupo.

Gaspard Augé e Xavier de Rosnay (vulgos Justice) só deram o ar de sua graça quando a madrugada já havia começado, repetindo o que disse no início desse texto. Quem estava com a cara no palco (expressão que aqui também vale no sentido literal, já que o Circo Voador não tem o corredor de divisão entre o palco e a pista) mal pôde reparar a chegada dos rapazes por trás de suas altas parafernálias, e logo tratou de arrumar um espaço um pouco mais atrás, onde se tinha uma melhor visão do palco.

Era previsível que Genesis abriria o setlist, mas a sensação que se tem quando isso de fato acontece não é nada óbvia. Euforia, insanidade e muito, mas muito prazer. Entretanto, um dos momentos de pico do show só viria mais tarde, sucedendo Phantom, quando pode-se ouvir a primeira ordem que mandava, expressamente, que todos fizessem A dança. Em uma versão prolongada, remixada e não-inédita pra quem já consultava o YouTube ou sites de Torrent para amenizar a ansiedade pré-show, D.A.N.C.E. deu início a uma sequência fenomenal que se manteria até os últimos minutos do pré-bis, passando por DVNO, Stress, Waters of Nazareth, remixes de remexer o esqueleto (como os de The Fallen e Skitzo Dancer, originalmente do Franz Ferdinand e Scenario Rock) e fazendo as pessoas menos animadas e de mais idade do mezanino deixarem o espírito da electromusic dominar seus corpos.

The Party (ou TTHHEE PPAARRTTYY) não ficou de fora, obviamente, e ganhou mais glitter em sua sonoridade do que na sua versão de estúdio, aquela que foi lançada em 2007, no †. (Falando em glitter, alguém reparou no quão IN está o Glam? Não acharia estranho se o Ziggy Stardust brotasse no meio da platéia…) We Are Your Friends marcou o segundo ápice de todo o show, que teria atingido um estado de pico ainda mais alto se não fosse pelo desgaste do povo, que deu [quase] tudo de si nas músicas anteriores. A cruz, no centro do palco, apagava e acendia conforme o som mandava. O coro do público dedicado – e esgoelado – ficou ainda mais assustador quando nada mais do que o silêncio saia do palco do Justice, num período de forte integração entre os anônimos da pista e os ídolos franceses do palco. Esse, inclusive, foi o único momento da madrugada em que integração foi sinônimo de cantoria. Na maior parte do duradouro e proveitoso setlist francês, a comunicação banda-público foi feita exclusivamente com o uso de gestos (os da cruz, por exemplo) pelo mais solto e bigodudo Gaspard. Quem esperava pouco feedback da parte de Xavier, se surpreendeu – e muito. O show terminou com o mais novo dando sua cabeça para as pessoas mais adiantadas fizessem praticamente o que quisessem com ela – felizmente, elas se limitaram ao toque. Ainda mais cedo, o rapaz se deixou abraçar enquanto passava-se por uma estátua, e divertiu-se ajudando o segurança local a empurrar o público invasor para seu devido lugar.

D.A.N.C.E.

No bis, que foi pedido com pouca animação, veio uma versão mais calma de We Are Your Friends, que dessa vez foi tocada apenas com o auxílio de um teclado – logo, sem aquele sample super legal de Klaxons. E, fechando com chave de ouro a passagem do duo pela cidade maravilhosa, vieram dois remixes imperdíveis: O primeiro, da menos conhecida NY Excuse (Soulwax), se rendeu ao low-fi com o plus de uma percussão dominante. Em seguida, o que veio foi Master Of Puppets, do Metallica, remixada com um conhecido “Let’s get this party started right”, que agradou os metaleiros e criou até uma daquelas rodas de socos e empurra-empurra, marca oficial de shows de heavy metal.

A banda havia ido embora sob uma grotesca ovação, e uma parte daqueles que pagaram merecidos 80 reais para conferir um pedacinho da França de perto já havia ido embora quando o The Twelves, que foi promovida de banda de abertura à banda de despedida, entrou no palco. Pouca luz, equipamento mais do que básico: Isso talvez importasse, se os rapazes de Niterói não fossem tão bons no que fazem. Logo nos primeiros minutos de sua apresentação, o Twelves conquistou um bom público, que acabou por adiar a volta para casa para conferir o que o terceiro duo da rodada tinha para oferecer à madrugada carioca de electro.

Logo no início do set saiu um remix de Reckoner, do Radiohead, das caixas de som do Circo. Não era nem o início. Quem achou que o Justice traiu o movimento [Daft] Punk por excluir o remix de Human After All de seu setlist, sentiu-se mais do que satisfeito ao ouvir Voyager, Around The World, Revolution 909 e Digital Love enquanto o 12s fechava a madrugada. A voz relaxada do Black Kid Owen Holmes não ficou de fora, e a batida remixada do hit I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You fez a galera exausta continuar de pé. Enquanto eu fazia uma visita ao mezanino, avistei um bocado de gente agradecendo e elogiando aos montes os talentosos niteroienses. Digno.

Autor: Alex Correa



Bob Dylan: Preview online by Gabriel
setembro 27, 2008, 12:05 am
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O setentão folk norte-americano, mais conhecido como Bob Dylan, fará preview de seu próximo disco, na internet.

‘Tell Tale Signs’, o nome do tal álbum, é um disco duplo que reúne raridades das duas últimas décadas do artista, e chegará às lojas dia 7 de outubro.

O site desta rádio aqui, a National Public Radio, disponibilizará o áudio do cd por streaming, a partir de 12h do dia 30 de setembro.

Fonte: NPR Music



Do The Dance! – Vol. 5 by marçal

Estavam com saudade da animação das músicas de festa? Fiquei duas semanas sem escrever a coluna por falta de tempo, mas aqui estou novamente para as recomendações mais alegres deste blog. Já que os deixei carentes não vou me prolongar e partir direto para as recomendações, que hoje estão em maior número, como um pedido desculpas pelas duas semanas vazias.

Cut Copy – Nobody Lost, Nobody Found

Para mim um dos melhores álbuns do ano, ‘In Ghost Colours’, o mais recente deste trio de Melbourne, é cheio de hits, e um deles é ‘Nobody Lost, Nobody Found’. Base dançante, baixo marcante e refrão pop. SIJOGA!

Natalie Portman’s Shaved Head – Slow Motion Tag Team

Só pelo nome já da pra notar que eles querem mais é se divertir sem medo. E ouvindo ‘Slow Motion Tag Team’ se tem certeza disto. Música sem compromisso, apenas guitarras, sintetizadores, vozes agudas, e muita, muita diversão.

Justice – DVNO (Sunshine Brothers Mix)

Em ritmo de Skol Beats, vou recomendar uma música de cada uma das atrações que eu estou mais ansioso para ver. A primeira é Justice, que teve DVNO remixada pelos Sunshine Brothers, que tiraram o peso do maximal francês, colocaram batidas rápidas e dançantes e mudaram a melodia, inserindo vários recortes na voz. Ouça e verá do que estou falando.

Digitalism – ZDRLT (Rewind)

A outra atração é o Digitalism. Com o hype do Justice nesse festival, o duo alemão acaba ficando meio esquecido. E aqui está uma outra versão da música ‘Zdarlight’ feita por eles mesmos, em que foram adicionados vocais e partes da música original tocando de trás pra frente, para demonstrar o quanto eles também têm a mostrar em seu live neste sábado. Viva o Skol Beats!

Kid Sister – Control

Bases eletrônicas, duo de homem e mulher fazendo rap a la gangsta, mas sem cara de 50 Cent ou outros ascendentes do gueto. O lance da Kid Sister é fazer hip hop para a pista de dança, para curtir sem precisar fazer cara de mau ou mostrar os anéis, correntes e grillz. Como eu sempre defendo, diversão sem conceitos.

Late Of The Pier – Broken (Fairy Lights Mix)

Estava faltando um pouco de rock por aqui. O remix para a ótima ‘Broken’ não tirou sua essência rock, pois a guitarra e o baixo continuam lá. Apenas adicionou batidas eletrônicas e aumentou sua velocidade, para deixar a música ainda melhor de se ouvir e perfeita para se dançar.

Bom, após uma coluna com o dobro de recomendações, fico por aqui, mas volto semana que vem com mais músicas para manter seu astral lá em cima. Hasta la vista!

Autor: Marçal Righi



Circo Voador sorteia ingresso e novo CD do Moptop by Neto
setembro 24, 2008, 5:36 pm
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O carioca Moptop se apresenta em seu berço amanhã, dia 25 de setembro, onde fará o lançamento fluminense de seu segundo álbum, Como Se Comportar.

O Circo Voador, casa de shows que recebe o grupo, anunciou hoje por Newsletter uma promoção imperdível para os fãs cariocas da banda. Serão sorteados cinco kits para os cadastrados no site, estando o novo CD e o ingresso para ver a banda nessa quinta-feira inclusos no pacote.

Para inscrição e mais informações, acesse o site. Caso você acredite que não será um dos sorteados, os ingressos para o show estarão sendo vendidos na hora.

Autor: Alex Correa



Crítica: Music For An Accelerated Culture (Hadouken!) by marçal
setembro 23, 2008, 11:13 pm
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O debut deles saiu em maio, mas como pouco foi dito por aqui, estou fazendo esta crítica um tanto atrasada, mas antes tarde do que nunca.

A banda com um dos nomes mais criativos que eu conheço, o Hadouken! já tinha feito sua fama mundialmente através de EPs e singles lançados no ano passado. Com bases eletrônicas agressivas e músicas meio cantadas, meio faladas pela voz forte e rouca de James Smith, e contando com uma ajudinha da NME, eles estavam com tudo.

Só que em novembro de 2007 eles deixaram os fãs desconfiados, com o lançamento de mais um single acompanhado de um vídeo, da música ‘Leap Of Faith’. A pose e o som de banda emo adolescente fizeram muitos ficarem com medo de que o Hadouken! tinha mudado, que a galera que só estava afim de festejar havia mudado de rumo, e que vinha por aí um álbum inteiro de Leap of Faiths.

Felizmente a gangue do Ryu aceitou bem as críticas e lançou este ano ‘Music For An Accelerated Culture’, recheado de hits dançantes, atingindo as expectativas que foram criadas em torno dele. Inteligentemente, eles preferiram abrir mão de algumas músicas já lançadas, que talvez sejam melhores que certas faixas do álbum. Seria previsível demais utilizar todas as músicas dos EPs. Não seria um álbum, seria um EP expandido.

O debut já se inicia com uma das melhores músicas, ‘Get Smashed Gate Crash’, como um cartão de visitas da banda, gritando em alto e bom tom: “Let’s get this party started!”. É é isso que se vê ao longo de (quase) todo o disco, muita festa. Quase todo, pois algumas músicas mais melódicas, como ‘Driving Nowhere’ quebram um pouco o clima, mas sem afetar a qualidade do àlbum.

O ponto fraco foi ter deixado de fora uma das melhores músicas da banda, a que nomeou este blog, ‘Dance Lessons’ (Mo-mo-move that ass!). Porém o Hadouken! conseguiu fazer um ótimo primeiro disco, pregando a diversão e a festa, como Smith entoa em ‘Liquid Lives’: “Drink! Smoke! Fuck! Fight!”. Meia lua pra frente e soco na tristeza!

Autor: Marçal Righi



Nova do Vampire Weekend está na internet by Neto

Uma nova canção do grupo revelação Vampire Weekend pode ser ouvida agora na web.

Chamada Ottoman, a inédita compõe a trilha sonora da produção americana Nick and Norah’s Infinite Playlist, estrelando Michael Cera (Juno) e Kat Dennings (Charlie Bartlett) nos papéis principais. A curiosidade que gira em torno dessa nova música é a repetição de um verso de Cape Cod Kwassa Kwassa, uma das mais famosas do Vampire. O verso copiado foi aquele que fala de Peter Gabriel, “feels so unnatural, Peter Gabriel too”.

Em um resumo rápido, o filme mostra o quão pequeno o mundo é. Cera é traído por sua namorada e depois é pedido em namoro por Kat Dennings, que só queria se exibir para uma amiga. Surpreendentemente, essa amiga é a ex-namorada do pobre Cera. Toda essa confusão deve dar em uma linda história de amor com umas pitadas de comédia (ou não), mas tudo indica que Michael Cera não será rpapai novamente.

O filme, que aborda bandas independentes dos Estados Unidos em sua história, também terá a participação do Bishop Allen e do Project Jenny, Project Jan – ambos do Brooklyn – tanto na parte auditiva quanto na visual. O freak Devendra Banhart não ficou de fora e pegou um pequeno papel no longa. Modest Mouse, Shout Out Louds e The Raveonettes também fazem parte da trilha sonora.

Nick and Norah’s Infinite Playlist estréia nos cinemas norte-americanos no dia 3 de outubro, mas só chega ao nosso subdesenvolvido Brasil no dia 6 de fevereiro. Não deixe de ver o trailer, que tem Middle Management do Bishop Allen como música de fundo:



Entrevista: Final Fantasy by marçal
setembro 23, 2008, 6:20 pm
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Não, não entrevistei um jogo de videogame. Este Final Fantasy é um projeto do músico Owen Pallet. Talvez pouquíssima gente aqui saiba quem o cara é, então vou falar um pouco sobre seus trabalhos para entenderem melhor. Ele simplesmente compôs os arranjos de cordas para os discos de Arcade Fire e Beirut e regeu a orquestra que tocou no disco de estréia do The Last Shadow Puppets. Pouca coisa, não?

Owen também é caridoso, visto que doou todos os lucros de sua música ‘Adventure.exe’ para a ONG ‘Médecins Sans Frontiéres’, além de repassar o dinheiro ganho com o ‘Polaris Music Prize’, um dos principais prêmios do Canadá, à bandas que ele gosta e que possuem necessidades financeiras. Porém ele não gosta de falar sobre estes assuntos. Na entrevista, feita por e-mail, Pallett se esquivou de perguntas sobre eles, com respostas irônicas, falando sobre outras coisas.

Na última quinta-feira (18), ele se apresentou juntamente com a francesa Colleen no SESC Santana (SP), onde conversamos um pouco e fiquei sabendo o porquê de algumas respostas sem concordância com a pergunta. Owen não quer utilizar suas doações, seus trabalhos com bandas famosas e o fato de ser homossexual como marketing pessoal. Para ele, o que importa é sua música e o modo como ela é produzida e tocada.

E o modo como ela é tocada é um tanto peculiar. Ele se apresenta com alguns pedais, nos quais são gravados samples do que está tocando. Assim ele pode tocar por cima de um trecho que acabou de gravar, o que dá a impressão de que há vários violinos, enquanto é somente Pallet que está lá. Na apresentação em São Paulo, ele foi simpático, chamando todos para assistir de cima do palco. Isso mesmo, grande parte da platéia se sentou aos seus pés e o viu tocar como quem participava de um luau entre amigos.

Sem mais delongas, vamos à entrevista. Para baixar os dois àlbuns e os EPs do Final Fantasy, é só ir até a comunidade de downloads.

Suas músicas fazem uma mistura do clássico com alguns outros estilos musicais. Quais são suas influências em cada gênero?

Eu realmente não sei responder essa pergunta. Meu violino significa que faço música clássica. Meu computador significa que faço música eletrônica. Meus amplificadores de guitarra significam que faço rock. Eu não sei. Acho que não faço coisa alguma.

Certa vez você disse que sua sexualidade influencia na sua música. De que modo?

Considere que todas as canções falam sobre o maravilhoso tema de “Smash the State” (“quebrar” o Estado). “Smash The State” pelo [grupo] Naked Agression, que faz uma proclamação pública de ódio. “Smash The Stata” pelo D.O.A., que pede especificamente para o ouvinte matar alguns políticos e lista as coisas pelas quais “o estuprador fascista” é responsável… Tanques, forcas… É um hino convincente, cômico e anarquista. Ou “The State Was Bad”, do US Maple, na qual o cantor Al Johnson fala muito especificamente sobre um “estado quebrado”, onde ele olhava para as luzes e todas as mulheres estavam casadas e todos os homens se pareciam com o pai dele. Para mim, essas três músicas formam um tripé da quebra do Estado. A primeira é uma fúria com uma ambigüidade desconhecida. A segunda é um convite para agir. A terceira é um marco pós-morte para um governo que já foi quebrado. Três canções sobre a quebra do Estado, mas com motivações políticas e resultados muito diferentes.

A música do Naked Agression é sobre a quebra do Estado, mas a fúria juvenil sugere uma convicção temporária do cantor. Eu acho que eles venderam alguns discos e ele acabou comprando uma casa, aí parou de pensar em quebrar o Estado.

A música do D.O.A. é sobre matar políticos, o que é uma coisa bem interessante de se escrever. Eles pareciam estar reagindo à Guerra das Ilhas Malvinas ou algo assim, não sei. Bem, a ironia de músicas politicas que tratam de coisas específicas é que Reagan está morto, Trudeau está morto, Thatcher está fora (mas seu espectro continua aqui)…mesmo assim a canção exibe sua cabeça em defesa. Nenhum estado foi massacrado, sabe. Essas pessoas não foram para a guilhotina…de fato, ambos Trudeau e Reagan viraram nomes de aeroportos. D.O.A. pode não ter seguido o seu lema “Palavras sem ações = nada”, mas tudo bem. Eles ainda se esforçam para serem anarquistas.

Assim como para US Maple, a melhor banda de todos os tempos, sua versão de “The State Is Bad” é maravilhosa. Veja bem, esta é uma verdadeira música anarquista. Eles pegaram a idéia ambígua de “Estado” e aplicaram no processo de crescimento como um adolescente. Pode ser, talvez? Essa música aponta que qualquer desejo de “esmagar o Estado” é sem sentido, que qualquer um pode muito bem existir fora dele. Essa é a beleza da anarquia.

O que eu realmente estou querendo dizer é: eu posso não cantar sobre pênis, mas minhas músicas soarão como pênis, entendeu?

O que seus trabalhos com Arcade Fire, Beirut e The Last Shadow Puppets acrescentaram ao Final Fantasy e à sua vida pessoal?

Falando do “Estado”, eu não acredito que você brasileiros votam por mensagens de texto! O que acontece com as pessoas que não têm celular? É muito estranho e pós-moderno, amei. Vou votar em alguém antes de ir embora.

Owen Pallett em São Paulo. Sim, estávamos sentados no palco.

Você nomeou seu projeto como Final Fantasy por ser um fã do game?

Eu não jogo Final Fantasy desde os meus 17 anos, mas eu me lembro que era longo e não fazia sentido algum.

A caridade é algo presente em sua carreira, e isto não se vê muito entre artistas pouco conhecidos. Por que este desejo de estar sempre ajudando quem precisa?

Eu não sei sobre o que você está falando. Eu gosto de música, então eu dou dinheiro aos músicos que eu gosto para que eles possam gravar discos. Eu não estou ajudando os necessitados.

Ainda no assunto dinheiro, qual a sua opinião sobre a guerra das gravadoras contra os downloads? Você é a favor da liberdade de compartilhar música pela Internet ou acha que cada um deve pagar pelo que quer ouvir?

Ah, é a mesma diferença entre ver um filme no cinema e ver em DVD. Eu gosto de CDs, eu gosto da capa e da parte de botá-lo no CD Player e tudo mais. Está bem se você quer pegar meu disco no iTunes, mas tenho certeza que você vai gostar muito mais se comprá-lo na loja de discos. Eu sou completamente a favor do download gratuito, da mesma forma que acho que as pessoas deveriam poder pagar por sexo. Mas será sexo, não será amor.

Existe algum músico ou compositor brasileiro que já tenha te influenciado?

Com certeza, dois dos meus álbuns preferidos são brasileiros. Recital Na Noite Barroco, da Maria Bethânia, e (estou com vergonha de admitir) Voz e Violão, do João Gilberto.

Seu terceiro álbum foi prometido para o meio deste ano e ainda não foi lançado. Quando sai?

Nunca. Decidi que não vou lançá-lo. Vou guardá-lo pra mim.

O que você conhece do trabalho da Colleen? Já tocou com ela antes?

Eu já toquei com ela duas vezes. Ela não faz nada no palco. Ela senta e as vezes toca uma pequena caixa de música ou alguns sinos. Então ela toca sua Viola de Gamba um pouco. Aí ela senta e faz silêncio por mais um tempo. É completamente hipnotizante, você não pode perder.

Autor: Marçal Righi



Os novos Beatles by Neto
setembro 23, 2008, 1:32 pm
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Segundo o Snow Patrol, o Super Furry Animals é “o novo The Beatles“. A declaração foi dada pelo vocalista Gary Lightbody, que citou o SFA como uma de suas maiores inspirações para compor, tocar e viver. Gary também lamentou pelo grupo não ser tão grande quanto merece.

O Super Furry Animals nasceu em 1993, no País de Gales, e até hoje passou por poucas mudanças em seu line-up. Desde sua formação a banda conta com Gruff Rhys como líder, e jamais abandonou o rock experimental que os segue desde o início da década de 1990. No ano passado foi lançado o último álbum de estúdio do grupo, Hey Venus!, que marcou a discografia do “Furries” por ter pouco mais de 30 minutos de duração, se transformando no disco mais curto da história da banda.

Por vezes, pode-se esbarrar em alguns sons mais familiares aos brasileiros em um ou outro trabalho do Super Furry Animals. Juxtapozed With U, do Rings Around The World (2001), por exemplo, é semi-brasileira. Além de uma paixão por nossa terra, os Furries ainda contam com o fator “Mario Caldato Jr.“, que contribui muito para o brasileirismo da banda – mas apareceu para o SFA apenas depois de Juxtapozed, que já explorava um sambabeat muito interessante. Para quem não sabe, Caldato é um produtor paulista que recebe muito destaque por todo o mundo, por já ter trabalhado com os Beastie Boys, Seu Jorge, e mais recentemente com o One Day as a Lion, projeto paralelo que juntou membros do Rage Against The Machine e do The Mars Volta. O curioso é que Love Kraft, que foi gravado no Brasil no primeiro semestre de 2005, vai contra a lógica por ser tão brasileiro quanto outros trabalhos da companhia de Gruff.

No final de outubro, Gruff Rhys (o John Lennon da nossa geração?) traz ao Brasil seu projeto de música eletrônica Neon Neon, que se apresenta nos dias 23 e 25 no palco Novas Raves, do Tim Festival, ao lado de The Gossip e Klaxons.

Autor: Alex Correa



OUÇA: Música nova do The Killers aparece na rede by Neto
setembro 22, 2008, 8:43 pm
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Human, primeiro single do Day & Age, foi ao ar hoje, na XFM, e já chegou à internet.

Dançantemente catchy (ahn?), Human pode ser realmente explicada como uma mistura de Johnny Cash e Pet Shop Boys, como o próprio Brandon Flowers a definiu.

A música já estava pronta desde antes do lançamento do álbum/coletânea Sawdust, lançado no final de 2007, mas era “muito boa para o CD” e esteve trancada às sete chaves até agora. Spaceman e Neon Tiger, que também estarão no Day & Age, já podem ser encontradas no YouTube há cerca de um mês.

O álbum será lançado oficialmente no dia 25 de novembro, mas enquanto a data não chega você já pode encontrar Human em diversos servidores espalhados por aí. Eu até botaria um link aqui, mas o Move That Jukebox foi proibido e tudo mais… Atchim!

Ah, antes de terminar vale lembrar que um single de Natal também será lançado no início de dezembro e deve contar com a participação de Elton John.

Autor: Alex Correa



Young Knives já tem nome para novo álbum by Neto
setembro 22, 2008, 7:33 pm
Filed under: Young Knives | Tags: ,

Mal lançou seu segundo álbum (aquele mini-debut não conta), o Young Knives já começou a trabalhar no sucessor do pouco-mais-que-mediano Superabundance, álbum que teve pouca repercussão na mídia brasileira.

O título dado ao novo trabalho foi Royal Daylight que, conforme a banda explicou à BBC, é baseado no slogan de uma das locomotivas da estação de trem que fica perto da casa dos rapazes, numa pequena cidade inglesa de nome estranho.

O disco ainda passa por sua fase inicial, estando a maior parte das faixas não finalizadas. O grupo avisa que não quer correr, mas é quase certo que Royal Daylight seja lançado no ano que vem.

Autor: Alex Correa

Fonte: Vários



Juicebox: Dicas Musicais Suculentas (Vol. 5) by Neto
setembro 22, 2008, 1:28 pm
Filed under: bombay bicycle club, good shoes, rox | Tags: , ,

Sem lenga-lenga, vamos logo ao que interessa, já que eu não tenho muito a dizer (além disso), mesmo:

Rox (myspace.com/roxmusik)

Não sei nada sobre ela. Só que se chama ‘Rox’, tem um MySpace com músicas agradáveis e é uma mistura adorável de Amy Winehouse, Lily Allen, Jamiroquai e aquela menina que cantava com o Eminem, como é… Dido! Isso. Mas de um jeito melhor, porque de Dido eu não gosto. Por aí.

Bombay Bicycle Club (myspace.com/bombaybicycleclub)

O Bombay Bicycle Club não vai mudar sua vida. Me desculpe por essa. Mas é um bom e velho rock inglês de garotos, com a vantagem que soa beeem despretensioso. É música para andar de bicicleta mesmo, e eu juro que só fiz a relação com o nome da banda depois que tive essa impressão.

Good Shoes (myspace.com/goodshoes)

Lembre-se da safra de bandas de rock inglês que não ficaram muito famosas. Você talvez consiga pescar um nome chamado ‘Good Shoes’. E eu vou lhes dizer uma coisa. Eu adoro isso. Essas guitarras marcadas, a bateria dançante. Ou seja – eu ouço todas as bandas que fazem isso. Mas nem todas são legais. Algumas são ruins, algumas são médias e as outras fazem algo que dá até pra balançar a cabeça. Good Shoes vai fazer você balançar os pés – e de novo, no pun intended. Se os Rakes não fossem tão junkies e fizessem tantas menções a álcool e noites boêmias, eles seriam o Good Shoes. Ou não…

Ana Freitas é quase jornalista e quase adulta. Adora coisas de nerd, supondo que música é uma coisa de nerd, e escreve regularmente no Olhometro, o blog dela.



Weezer e Babyshambles: de volta ao estúdio by Gabriel
setembro 20, 2008, 6:40 pm
Filed under: Weezer | Tags: ,

Neste clima de fim de ano, novidades de duas bandas que voltam aos estúdios em novembro.

Weezer é uma das bandas que já falou sobre a possibilidade de lançar um novo disco em breve. Em novembro já pretendem voltar aos estúdios para colocar a mão na massa. O produtor deste será o mesmo do “The Red Album”: Garret “Jacknife” Lee. É provável que o novo disco também leve uma cor em seu nome.

Todos os quatro membros farão contribuições importantes ao disco, escrevendo, tocando, cantando… “É uma forma de manter tudo fresco, mesmo após 15 anos em atividade”, disse Pat Wilson, o baterista.

Mas além deles, o Babyshambles confirmou os rumores em relação ao lançamento de um terceiro disco, previsto para o ano que vem. De acordo com o que disseram à BBC 6Music, a idéia é iniciar a jornada de composição e gravação agora em novembro. No momento concentram-se na escolha de um produtor.

Em breve mais notícias.

Autor: Gabriel Zorzo

Fontes: NME, BBC 6Music, Clash Music



E o Natal está chegando by Neto
setembro 20, 2008, 6:00 pm
Filed under: The Killers, The Wombats

Quem nos dá esse recado são duas bandas de diferentes origens: A americana The Killers e o The Wombats, de Liverpool.

Brandon Flowers e seus colegas assassinos anunciaram no início da semana que mais uma vez estarão lançando um single de Natal que, mais uma vez, terá o dinheiro arrecadado com suas vendas doado em prol da campanha RED, criada por Bono Vox com o objetivo de ajudar portadores de AIDS, tuberculose e malária na África.

A canção deve se chamar Joseph, Better You Than Me e é muito provável que seja lançada na primeira semana de dezembro. Existem rumores de que a faixa seja uma colaboração entre Killers e Elton John. Antes disso, já poderemos conferir Day And Age, terceiro álbum de estúdio da banda que chega às lojas no final do mês que vem.

Os Wombats também estão com projetos de caridade, e vão aos estúdios para gravar Is It Christmas? no mês que vem. Segundo o baterista Dan Haggis, a música está longe de ser tradicionalmente natalina – “ela é mais para uma canção contra o Natal”. O músico também falou que a banda pretende escalar alguma grande personalidade de Liverpool para a gravação da música e do videoclipe, como o apresentador Les Dennis ou o comediante Paul O’Grady.

Foi exatamente nessa época de singles natalinos que o MTJ teve seu primeiro post, o que quer dizer que estamos quase completando nosso primeiro ano de atividade. Que legal.

Autor: Alex Correa



Planeta Terra adiciona atrações by Neto
setembro 20, 2008, 2:29 pm
Filed under: Outros

O Festival Planeta Terra confirmou ainda pouco mais atrações. O The Breeders, grupo americano que nasceu nos anos 80,  saiu da sua fase de vem-não-vem e se apresentará no dia 8 de novembro, na Vila dos Galpões. A informação foi dada pelo G1, que também deu ênfase para a confirmação do punk The Offsrping no festival.

A princípio, o Offspring também tocaria em Belo Horizonte, no Pop Rock Brasil, que foi cancelado. O Festival contaria com meia dúzia de atrações nacionais de peso e ainda com o californiano Maroon 5. Tanto o Offspring quanto o Maroon 5 se apresentam no Rio de Janeiro, nas seguintes datas:

– The Offspring: 6 de novembro, HSBC Arena.

– Maroon 5: 7 de novembro, HSBC Arena.

Lembrando que o Festival Planeta Terra também conta com Kaiser Chiefs, Bloc Party, Animal Collective, Foals, Spoon e mais algumas atrações, e você pode ver tudo isso com um único ingresso. Bem melhor do que um outro festival que a gente conhece…

Autor: Alex Correa



Amy Winehouse e Madonna em blocos by Neto
setembro 18, 2008, 2:01 pm
Filed under: madonna | Tags:

Comemorando o seu aniversário de 30 anos, o Lego está lançando as cantoras Amy Winehouse e Madonna como bonecos de montar.

Em plástico, Amy parece mais viva do que nunca. Já os sinais de idade da Madonna aparecem na face do boneco, mesmo que de forma suave.

Angelina Jolie, Brad Pitt e outras celebridades também foram recriados em Lego. Que saudade da minha infância…

Autor: Alex Correa



Ouça: Another Way To Die, por Alicia Keys e Jack White by Neto
setembro 18, 2008, 1:53 pm
Filed under: The White Stripes | Tags: ,

Não conheço uma alma viva que era indiferente quanto aos novos intérpretes de Another Way To Die, música imortalizada por ser o tema principal dos filmes de James Bond.

O James Bond, como todo mundo já sabe, é o ás dos agentes secretos. Agora só nos resta descobrir se a parceria de Jack White com Alicia Keys está a seu nível. Clicando aqui, você mata a sua ansiedade e, de quebra, descobre no que deu a parceria de músicos tão diferentes. Eu gostei.

Alguns fatores recém-surgidos indicam que a parceria de White e Keys não chegará ao fim com o 007. Falando à Rolling Stone internacional, Alicia disse com todas as letras que pretende extender a colaboração de Jack White para seu novo álbum. Estaria a cantora de R&B se jogando no mundo do rock?

Keys se jogando ou não, os holofótes estão direcionados para outro acontecimento: A partir de agora, começa a contagem para chegar o dia do lançamento de Another Way To Die na voz de Amy Winehouse. Pra que não soube, Wino foi a primeira convidada à regravar o tema, mas foi descartada por seus problemas de saúde. O próprio Mark Ronson, seu produtor e amigo íntimo, disse à imprensa que a cantora não estava pronta para fazer o trabalho. Depois de tamanho tumulto, Amy contou para todos sobre o seu desejo de vingança: Ela quer lançar a sua própria versão de Another Way To Die e, se possível, no dia em que o filme chegará aos cinemas. Agora só nos resta saber se a ex-musa vai ter neurônios suficientes para lembrar-se de sua promessa…

Autor: Alex Correa



Noel quer férias do Oasis by Neto
setembro 18, 2008, 1:17 pm
Filed under: Oasis | Tags: ,

Em uma recente entrevista, Noel Gallagher declarou que pretende gravar um disco solo depois do lançamento de Dig Out Your Soul, novo álbum do Oasis que terá seu lançamento oficial em 6 de outubro.

Noel também sugeriu que os demais membros do grupo deveriam fazer o mesmo que ele e procurar construir seus próprios projetos. Entretanto, o líder parece não acreditar que seguir um novo caminho seria possível: “Todos nós teríamos que concordar, então isso provavelmente nunca vai acontecer”.

Gallagher também adiantou ao repórter da Blender que já tem algumas músicas prontas para serem gravadas. Seria esse um plano de curtas férias ou de um hiato profundo?

Ah, antes que eu esqueça… Pediram e aí vai! I Am The Walrus, originalmente dos Beatles, sendo interpretada pela turma dos Gallagher:

Autor: Alex Correa



Lista de shows atualizada by Neto
setembro 17, 2008, 8:27 pm
Filed under: Outros

Sei que pecamos na atualização de nossa lista de shows, mas o tempo anda realmente muito curto. Provas, tumultos, entrevistas, chuvas de granito granizo e mais várias notícias que não podem deixar de aparecer aqui. Isso tudo acaba tomando o tempo de todos nós e nos faz esquecer da nossa mais recente criação, a lista de shows.

Agora, depois de algumas horas, conseguimos deixar a nossa farta listinha nos trinques. A meia-dúzia de shows da Madonna, uma penca de shows do Vive La Fête, Paramore, R.E.M., Maroon 5… enfim, tudo certo. Vale lembrar que a sua participação na lista é muito importante! Você pode colaborar enviando atualizações e novidades sobre os shows para nós através de comentário na página de shows.

Você pode visitá-la a qualquer hora clicando aqui ou no botão “Shows”, na barra lateral.



Entrevista: The Long Winters by Neto
setembro 17, 2008, 6:38 pm
Filed under: The Long Winters | Tags:

O entrevistado da semana é o carismático John Roderick, um recém-chegado quarentão e formador do grupo americano The Long Winters. Conheci a música de Roderick por volta de 2006, quando virei um fanático por The O.C. e, junto com a coletânea de Natal do seriado, veio a ótima Christmas With You Is The Beast. Entretanto, fui conhecer a maior parte do trabalho do grupo apenas em 2008, dois anos depois, quando fui apresentado ao Putting The Days To Bed, de 2006. Não me decepcionei, e logo estava buscando mais e mais músicas. Havia entrado em um círculo vicioso.

Além do Putting The Days To Bed, a banda lançou mais três trabalhos: The Worst You Can Do Is Harm (2002), When I Pretend To Fall (2003) e Ultimatum EP (2005). Passando por conturbadas mudanças em seu line-up oficial, o The Long Winters chegou a contar com a participação de Chris Walla, Michael Schorr e Sean Nelson em seu estágio inicial. Numa relação extremamente amigável com outras bandas americanas, o LW também já teve participações de Blake Wescott (Pedro The Lion), Ken Stringfellow, Scott McCaughey, Peter Buck (sendo esses últimos formadores e colaboradores do R.E.M.) e Jon Auer (The Poesis).

Com tantas misturas, influências e diferentes essências, o The Long Winters faz um som que, para Roderick, é único. Se você ainda não teve a oportunidade de conhecer os longos invernos, visite o MySpace. Não há duvidas de que eles merecem ao menos um pouco da sua atenção.

MTJ: Como foi trabalhar com Chris Walla (Death Cab For Cutie), Michael Schorr (ex-Death Cab) e Sean Nelson (Harvey Danger) no primeiro estágio de sua carreira?

JR: Bem, trabalhar e tocar com esses caras foi um grande aprendizado e uma ótima experiência para mim, e realmente me ajudou a formar a música que faço a mais de 10 anos, mas esse não foi o primeiro estágio da minha carreira. Quando conheci Chris Walla ele tinha apenas 23 anos, mas eu já tinha 29. Quando isso aconteceu, eu já estava tocando há anos e já havia visto muitas bandas irem e virem durante a época Grunge. Muitos músicos desistem de fazer música quando eles fazem 30 anos, porque acham que essa é a hora de começar a encarar a vida a sério e começar a trabalhar na Microsoft. Eu me relacionei bem com essas jovens bandas, como o Death Cab e o Harvey Danger, e eles me inspiraram a continuar tocando.

MTJ: O que você está planejando para o seu aniversário? (A entrevista foi feita antes do aniversário de 40 anos de John, que aconteceu no dia 13 de setembro).

JR: Eu provavelmente estarei no estúdio, gravando. Estávamos rindo por isos um dia desses, porque no meu 30º aniversário o Death Cab For Cutie fez um show particular no meu apartamento, em Seattle. Esses foram outros tempos… Eles se ofereceram para tocar no meu aniversário de 40 anos também, mas agora isso seria uma cena meio estranha. Eu geralmente faço comemorações quietas, e nesse ano eu me manterei minimalista. Mas eu tenho uma tradição que me faz viajar sempre quando comemoro uma idade que termine com 1. Quando fiz 21 eu fui para Marrocos, aos 31 fui a Bulgária, então quando eu fizer 41 devo estar em algum lugar novo e empolgante. Talvez Brasil!

MTJ: As pessoas dizem que, quando chegam aos 40, começam a pensar em trabalhar menos e passar mais tempo com a família. Você já começou a pensar nisso?

JR: Eu comprei uma pequena casa de campo no ano passado e eu gosto muito de ter meu próprio canto, mas acho que comecei de trás para frente. Se deve achar uma garota e fazer um bebê, AÍ se compra uma pequena casa de campo. Eu realmente tenho pensado mais no futuro nesses dias, mas acho que aos 40 se é muito cedo para pensar numa aposentadoria. Eu gostaria de ter filhos e construir uma família, e é difícil fazer isso quando se está em turnê o tempo todo. Os próximos anos serão interessantes de se acompanhar, porque minha vida pode tomar vários rumos diferentes. Me deseje sorte!

MTJ: A essência do Long Winters mudou com tantas alterações na formação do grupo?

JR: Como eu estive em muitas bandas antes de formar o Long Winters, eu trouxe minha experiência para essa banda. É difícil manter um grupo reunido, realmente é. Muitos músicos têm vidas complicadas. The Long Winters começou como um projeto para diversão, só comigo, Walla e Nelson, mas quando viramos uma banda de trabalho eu a estruturei para que as pessoas pudessem ir e vir. Sean Nelson saiu e voltou da banda muitas vezes durante todos esses anos por causa de acontecimentos em sua vida pessoal. Eu não queria que a banda começasse um hiato todas as vezes que um dos membros decidisse sair para estudar ballet ou algo assim. Então, originalmente, jamais houve uma essência da banda como um todo, apenas a minha.

Durante esses anos a banda evoluiu no que é agora, uma banda apropriadamente formada por quatro caras que se identificam com a banda e são comprometidos com a mesma. Isso começou com Eric Corson, que já está comigo desde 2001, e aí apareceram Nabil Ayers e Jonathan Rothman para completar a figura.

MTJ: Agora vocês estão gravando seu quarto álbum. Você pode nos contar algo sobre esse trabalho? Como está soando, quando deve ser lançado…

JR: Estamos desenvolvendo esse disco de uma forma bem diferente. Eu escrevi vários pedaços de músicas e só começamos a juntá-los no estúdio de gravação. Estamos no meio das gravações agora e eu ainda não botei letras nas canções ou gravei vocais. Estamos focando na música em si sem se preocupar com as palavras. É bem diferente pra nós, e eu ainda não tenho idéia se isso vai ou não funcionar, mas é algo bem excitante. Um projeto que tem que ser feito devagar e com cuidado.

MTJ: Vocês cometeram algum erro no último disco que estão tentando reparar ou evitar nesse próximo?

JR: Todos os discos que eu fiz me levaram a diversas mensagens de conhecimento sobre o que eu estou fazendo de errado ou o que eu não consigo entender. O primeiro disco me ensinou a dar importância ao tempo, o segundo me ensinou a manter as coisas simplificadas, e o Ultimatum EP me ensinou a administrar um projeto. Nosso último disco foi o resultado da preocupação com o tempo, da idéia de manter as coisas simples e de uma boa administração de um projeto. O que pude aprender com isso é que não se pode planejar tudo. Esse novo disco está completamente fora da linha.

MTJ: O MySpace de vocês diz: “The Long Winters é a melhor banda de indie rock das Américas”. Onde forão parar seus colegas do Death Cab, do Nada Surf e do The Decemberists?

JR: Esses caras são muito metaleiros para serem considerados “indie rock”. *piscadinha de olho*

MTJ: Existe alguma banda menos metaleira que você gostaria de nos recomendar?

JR: O novo CD do Sea Navy está ficando excelente, mas ainda não foi mixado.

MTJ: Você já pensou em mudar para uma gravadora maior? Quero dizer, deve ser muito bom gozar da liberdade que a Barsuk lhes dá, mas também imagino que seja ótimo tirar proveito da popularidade que um selo mais famoso pode dar a você.

JR: A verdade é que o cemitério de bandas está cheio de bandas que mudaram para um selo maior por esse motivo. As maiores [gravadoras] trabalham promovendo dez bandas diferentes esperando que uma tenha sucesso, e essa que consegue o sucesso quase nunca é aquela que eu ou você torcemos. As outras nove bandas são jogadas na pilha de lixo. Devo dizer que uma parte de ser artista ou de viver da arte envolve aprender a controlar suas expectativas. Eu gostaria que as pessoas ouvissem mais o Long Winters por pensar que oferecemos algo único, mas a Barsuk não tem o poder financeiro para nos botar em capas de revistas ou em caixas de cereal, especialmente no Brasil. Uma solução seria pegar minha banda e sair a procura de alguém para nos fazer famosos, mas uma outra coisa que se deve aprender é admirar o quão bem você está sendo tratado, o quão sortudo você é, o quão devotados seus fãs são, e o quão gratificante é ter parceiros de negócios que gostam do que você faz. Verdadeiros fãs de música descobrem boa música, e você é um exemplo perfeito disso. Nossos fãs brasileiros tiveram que descobrir nossa música sozinhos, e de certa forma isso significa que eles nos apreciam mais.

MTJ: Você gostaria de dizer algo aos seus fãs brasileiros?

JR: Para falar a verdade, eu adoraria dizer algo PESSOALMENTE aos meus fãs brasileiros, então precisamos arrumar um jeito de ir ao Brasil para tocar. Eu sei que os fãs de música do Brasil são uns dos mais dedicados amantes de boa música do mundo, e eu fico feliz ao saber que alguns já ouviram Long Winters e apreciam o que fazemos. Eu já fui a América do Sul caçar uma garota pelo Chile, Argentina e Uruguai, mas eu nunca fui ao Brasil. Todos os músicos que eu conheço que já visitaram o país, como os meus amigos do Keane ou Duff McKagan (Guns N’ Roses / Velvet Revolver) ou os caras do R.E.M., falam que o Brasil é o melhor. Pelo menos eu já fui à Portugal uma vez, e eu amei. Muito Obrigado! (essa última frase foi dita em português, juro).

Autor: Alex Correa



Kings of Leon lançam quarto disco e conquistam o Reino Unido by Neto
setembro 17, 2008, 1:54 pm
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Geralmente desprezados por parte da imprensa – porém elogiados por um grande público -, Kings of Leon apresenta o Only By The Night no próximo dia 23 de Setembro, seu quarto disco.

Deixando para traz a sombra dos Strokes, chegando com assombro aos seus leais seguidores, provando a cada show que a banda já não faz shows por pura diversão, os Kings of Leon esbanjaram profissionalismo no festival catalão Summercase e no Glastonbury. A família Followill, nativa de Nashville (Tenessee – EUA) vive um grande momento e conquista de vez o Reino Unido.

Se com Youth and Young Manhood (2003) deram seu tiro de partida e com Aha Shake Heartbreak (2005) já eram suficientemente maduros para serem convidados de honra na turnê do U2, com o Because of the Times (2007) se deu a amostra de um rock moderno, com pinceladas entre o punk e o progressivo e apresentando uma banda mais madura. Agora é a hora do Only by the Night. Gravado em apenas um mês e meio na própria Nashville, o álbum parece muito concreto em suas idéias e mostra que o grupo consegue soar cada vez maior – e melhor.

Em Glastonbury tocaram para mais de cem mil pessoas, e já para os próximos meses estão com uma turnê marcada para grandes estádios no Reino Unido. É de se imaginar que nem eles mesmos estavam esperando tamanho reconhecimento em tão pouco tempo. Grande parte deste reconhecimento se deve ao Because of the Times e conseqüentemente pelo fato de adquirirem cada vez mais experiência, resultando em uma grande evolução do que um dia foi chamado de “rock da roça”. Existe um antes e um depois de Because of the Times que, mesmo não sendo considerado um fenômeno por muita gente, é um grande marco para toda a banda.

De todos os modos, nem tudo é tão simples e glorioso para os sulistas. Em seu próprio país o reconhecimento ainda não chegou com tanta força, e isso talvez demore um pouco. Mesmo que na América as pessoas tenham um grande acesso a bandas, cultura e qualidade, boa parte ignora este privilégio. Muitos grupos são praticamente esquecidos por parte do público e só se tornam realmente famosos depois de um farto reconhecimento na Europa. Pelo andar da carruagem, os Kings parecem ter intenções de conquistar de vez o velho continente, sem desistir do seu país de origem.

Talvez tenham sido injustamente taxados dentro do novo rock por participarem de uma geração que surgiu em meio a bandas como The Strokes e The White Stripes, adicionados a um certo bairrismo por serem sulistas (coisa comum nos Estados Unidos). A prova de tudo isto é que as bandas citadas acima perderam um pouco de força, apesar da incontestável e incessante qualidade, e o Kings of Leon veio lapidando seu estilo e ganhando força no continente europeu e principalmente na Ilha Cinzenta.

Only by the Night tem data oficial de lançamento para 23 de Setembro e, além de algumas músicas já disponíveis no Myspace da banda, já pode ser escutado na íntegra no Last.fm. O disco que prometia um retorno as raízes na verdade é uma mistura de tudo que já fizeram: Tem algo dos dois primeiros (de uma forma melhor elaborada) mas ainda faz o perfil do trabalho anterior. Sex On Fire, primeiro single do disco, chegou em primeiro no ranking europeu de singles, desclassificando a lésbica I Kissed A Girl, de Kate Perry. God Save the Kings!

Autor: Maurício Melo