Move That Jukebox!


Entrevista: Vanguart by Neto
agosto 18, 2008, 8:09 pm
Filed under: Vanguart

O entrevistado da vez é o grupo de Cuiabá Vanguart, que com seu folk-rock e influências de Bob Dylan e Velvet Underground é uma das bandas que mais têm se destacado no cenário alternativo nacional de 2007 pra cá. Formado pelo prodígio Hélio Flanders, que ganhou a companhia de Reginaldo, David, Douglas e Luíz, o Vanguart faz parte da rede de bandas e artistas que começaram em um quartinho e atingiram palcos de quase todo o Brasil, passando por diversos Estados e conquistando um público louvável em todos eles.

Atualmente os integrantes moram em São Paulo, onde fazem a maioria de seus shows (sendo os mais notáveis a apresentação na Virada Cultural e em programas de TV como Altas Horas e Som Brasil, no qual foi feito um tributo à Raul Seixas).

O primeiro e único álbum de estúdio do ‘Van’, que é cantado em inglês, português e espanhol, por enquanto só foi lançado pela revista Outracoisa, comandada por Lobão – que inclusive participou da homenagem a Raul Seixas no Som Brasil, ao lado do grupo -, mas essa marca já deve estar prestes a mudar: Interessados na repercussão que o álbum teve, a Som Livre parece estar negociando o lançamento deste e de um próximo disco do grupo, que também deve ter canções em francês.

Confira a minha conversa com Hélio Flanders, vocalista e um dos principais responsáveis em viciar [quase] todo mundo em Vanguart:

No ano passado vocês tocariam no TIM Festival daqui do Rio, mas a chuva fez o show ir por água abaixo, quase literalmente. Vocês já foram ou esperam ser convidados para a edição desse ano do evento?

Acho que não seremos convidados de novo, afinal eles não costumam repetir bandas, mas seria uma boa! (risos)

Chegou a ter uma segunda apresentação marcada, né? No Circo Voador, acho…

Não chegou a acontecer.

Quem sabe então… Tecnicamente não seria uma repetição, acho.

Pois é… também acho.

No programa Udigrudi você falou que achou o programa divertido porque não tinha rapaziada e nem discussões de colégio. Isso quer dizer que participar do Altas Horas foi um saco pra vocês?

Não foi um saco não. Só de estar ali é bem bacana, né, coisas que a gente não imaginou que aconteceriam. O lance que falei dos colégios nem foi por mal, mas é que as pessoas bacanas que frequentam o segundo grau não são muitas, né? Sei lá, me lembro de quando eu estudava e eram todos uns malas! (risos)

Haha, pois é, eu passo por isso nesse exato momento.

Ah é? Pô, bacana. Que série?

Segundo ano, não vejo a hora de terminar.

Cara, veja assim, é uma época bacana. Por mais que a maioria seja mala e não esteja nem um pouco interessado em porra nenhuma, seja biologia ou artes, sempre tem uns figuras que valem a pena.

(Uma parte da entrevista foi retirada já que certamente não vai te interessar e por conter certos pontos de vista que podem ser reprovados por muitos)

Nesse mesmo programa você contou que a Mallu Magalhães está sendo substituída do Overcoming Folk Trio por estar sempre ocupada. A saída dela do trio agora é definitiva?

Cara, nem sei. O Overcoming Trio vai rolar em breve, com Mallu ou sem Mallu. A gente tinha a idéia de trocar os crooners, então naturalmente faríamos shows sem a Maria Luisa. e começamos a ensaiar com a Cida Moreira e ficou a coisa-mais-louca-do-mundo, pianão e tudo o mais, mas nossas agendas estão malucas e mal consigo terminar o campeonato que e e Zé Mazzei disputamos no Winning Eleven, quanto mais os ensaios com a Cida, que tem uma agenda muito diferente da nossa também.

E como vocês chegaram a Cida?

O Zé conheceu a Cida após um show dela em 2007 e me contou que ela falou que conhecia e gostava do Vanguart. Eu já era fã dela, desde quando um amigo me mostrou Summertime (81). Aí fiquei maluco, trocamos e-mails e nos conhecemos num show da temporada que ela só tocou Tom Waits. No fim do 2007 ela gravou Semáforo, num projeto dela com o Arthur de Faria & seu conjunto e foi uma coisa surreal pra mim. Logo nos aproximamos, ela me chamou pra participar de uns shows dela, cantando Tom Waits e Cartola. Zé Mazzei também começou a fazer participações tocando violão com ela, e foi natural chamá-la pra um show do trio.

Mudando bastante de assunto e resgatando um pouco o passado, você acha que o tempo que passou na Bolívia mudou muito seu “eu-musical”?

Não sei se posso dizer que mudou, porque eu era bem garoto, ainda tava descobrindo o meu eu-musical. Ajudou-me a ver que eu só podia fazer isso da vida mesmo. Aliás, to pensando em abandonar aqui, pra sentar ali no tecladinho, fazer uma musica. Podemos continuar depois?

Sem problema! Até mais tarde… (tempos depois) … E ae, compôs alguma coisa?

Fiz uma introduçãozinha pra uma musica que já ta pronta. Ou tava.

Ah, aproveitando o tema… Como anda o segundo disco?

Está na minha cabeça, nascendo, acho que a gente vai chegar num bebê saudável.

E esse bebê é pra quando?

Ano que vem.

Primeiro semestre?

Sim.

Certa vez você falou que a Som Livre, além de relançar o homônimo de vocês, deve lançar esse segundo álbum. Isso ainda está de pé?

Quase.

Pode explicar melhor?

Não (risos).

Essa música que acaba de ganhar uma introdução no teclado é o tal single que vocês prometem no Fotolog?

Não, o single já está pronto, gravado, em processo de finalização. A música que eu tava trabalhando é para um projeto paralelo.

Pode contar pra gente sobre esse projeto ou é segredo de Estado feito as negociações com a Som Livre?

Cara, (risos), prefiro não falar porque tá acontecendo ainda. Nada grande, nada grave, só não gosto de falar antes da coisa ficar pronta.

A propósito, no Fotolog de vocês diz que um novo single será lançado em breve. Já da pra adiantar alguma coisa sobre ele?

São 3 canções, duas em inglês, blues, e uma em português.

Então, hoje saiu a lista dos indicados ao VMB 2008, no qual vocês concorrem com a colega Mallu Magalhães e com o preferido do povo Strike. Como foi quando souberam que estavam nessa lista?

[Fiquei sabendo] hoje a tarde, quando acordei. Liguei pra Mallu e falei que se ela ganhasse o bicho ia pegar. (risos)

Você acha que nessa dá pra ter um final mais feliz do que o do Prêmio Multishow (onde a banda foi indicada mas não saiu vitoriosa)?

A gente espera, mas acho difícil.

Pra finalizar, Hélio deixou a seguinte mensagem: “Viva a música sangrenta!” Nessas horas você percebe que a pressa é pior do que o álcool.

Autor: Alex Correa

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7 Comentários so far
Deixe um comentário

Nessas horas que você percebe que a pressa é pior do que o álcool.
certamente. vi eles no altas horas e não gostei.

Comentário por André

VIAV, saiu o nome do terceiro álbum do Bloc

Comentário por Henrique

:S

Comentário por thaís

O Helio é Fhoda
ele nos diverte nas entrevistas!!!

Comentário por ninha

o cara é excelente… mas faltou um pé no chão e ser mais direto.

Mas uma salva ao exforço do Alex pra dominar a fera e arrancar infos dele!

Comentário por Xi and Nina Cairo

eXforço é forçar a barra, heim caros Cairos.

Comentário por Prof Pasquale

[…] da última segunda feira, dia 23 de março. Tudo culpa de Alex Correa, que em agosto de 2008 entrevistou o vocalista do Vanguart e fez algumas “perguntas […]

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