Move That Jukebox!


Entrevista: Bidê ou Balde by Neto
julho 6, 2008, 1:58 pm
Filed under: Bidê ou Balde | Tags: , ,

O entrevistado da semana é Carlinhos Carneiro, um gaúcho que ficou conhecido no país inteiro por ser vocalista de uma das maiores bandas de rock alternativo do Brasil: a Bidê ou Balde.

Formado no final da década passada, o grupo porto alegrense é, sem dúvida, uma das bandas de maior sucesso no cenário alternativo nacional – em 2001, o rock escrito para ‘Melissa‘ (de seu primeiro álbum de estúdio, lançado um ano antes) lhes rendeu o título de Revelação do Ano no prêmio VMB, da MTV.

‘Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor!” também contou com a canção ‘E Por Que Não?‘, que cinco anos mais tarde, quando foi regravada no Acústico MTV Bandas Gaúchas, causou à Carlinhos e seu grupo alguns problemas judiciais – que foram logo esquecidos entre turnês de sucesso e composições de novas músicas, que devem ser lançadas ainda nesse ano – em um CD que, como Carlinhos contou nessa entrevista, adquiriu um certo charme devido a demora para o mesmo ser lançado.

Em seu longo tempo de estrada (agora em 2008 o grupo comemora os 10 primeiros anos de carreira), outros dois discos foram lançados: ‘Outubro Ou Nada’, em 2002, e ‘É Preciso Dar Vazão Aos Sentimentos’, em 2004, sendo o último trabalho de estúdio gravado pelos gaúchos. Esse segundo contou com a participação de Marcelo Nova (que, além de pai da apresentadora Penélope, é o vocalista do baiano Camisa de Vênus) em um cover de ‘Hoje’, que inclusive ganhou uma animação ao estilo mangá como videoclipe.

No final do mês passado, o BoB foi escalado para homenagear Cazuza no programa ‘Som Brasil’, da rede Globo, ao lado de Toni Platão, Ana Cañas e Ney Matogrosso – e esse é um dos assuntos da entrevista, que você confere logo abaixo.

Vocês costumam inventar histórias sem nexo quando perguntam o sentido do nome da banda. Conseguem lembrar da pior que já inventaram?

Não, após um acidente de moto eu tive que ser submetido a uma delicada cirurgia no cérebro que teve como efeito colateral uma substancial perda de memória, que está sendo revertida aos poucos com muita fisioterapia. Mas, infelizmente, ainda não cheguei na parte de lembrar das respostas de entrevistas antigas.

Nesse ano o Bidê ou Balde completa sua primeira década de carreira. Quais são os planos do grupo para esse ano de comemoração?

Shows especialíssimos, disco novo, dvd, ilha de caras, tudo aquilo… Como diria Carla Perez: Não é todo ano que se faz dez anos!

Em todo esse tempo, o Bidê lançou três CDs. Existe algum que foi produzido com mais dedicação?

Não, os três discos foram com muita dedicação e tempo. Dedicação diferente em cada disco, é verdade, porque cada disco tem sua pilha, momento e coisetal, mas nenhum tem ‘mais’ dedicação. Não que eu me lembre.

Recentemente, a banda se apresentou no ‘Som Brasil: Cazuza’, da Rede Globo. Como vocês reagiram ao convite, e como foram os ensaios e a gravação do programa?

Pô, pulamos de alegria! É um programa muito massa e uma oportunidade muito boa! Resolvemos usar um formato diferente no programa, sem baixo, com o Leo Boff (que tocou com a gente no Acústico e fez os arranjos de orquestra do “Outubro ou nada!”) fazendo os baixos no teclado e com o Rodrigo Siervo (que tocou no “Outubro ou nada!” também) tocando um sax barítono. Então os ensaios foram muito legais e deu pra brincarmos bastante nas versões. Ficamos muito satisfeitos com o resultado final! E a Vivi ficou ainda mais bonita de rosa na Globo.

Nos dois primeiros discos do Bidê algumas músicas ganharam nomes de pessoas: Melissa, Lucinda e Gerson, por exemplo. Essas personagens foram inspiradas em alguém?

Sim, mas não são exatamente como aparecem. ‘Lucinda’, por exemplo, é inspirada num cara, um amigo meu (inclusive faleceu recentemente), que era garoto de programa. Na letra, ele é o “eu” e a Lucinda é o nome que imaginei que ele criava para os seus clientes… E “Gerson” é o nome do garçom dum bar que eu vou sempre e usei para dar ao filho imaginário cantado na música, o que dá ao lance uma coisa engraçada (principalmente se tu conhece o Gerson mesmo e depois imagina que a letra fala “olho pro gerson e vejo você”)

Depois de quatro anos sem um novo disco, existem planos para o sucessor de “É Preciso dar Vazão Aos Sentimentos”? Há algo sendo produzido, ensaiado…? Existe alguma razão para este longo período sem novos lançamentos?

A gente já compôs uma cassetada de música, uns três discos praticamente. Estamos escolhendo o repertório e fechando os arranjos para entrar em estúdio e gravar.
Demoramos por diversas razões… Rolou o Acústico MTV Bandas Gaúchas nesse meio tempo, o relançamento do “Vazão” na revista Outracoisa, a saída do André, turnê com montes de shows em lugares que nunca tínhamos tocado… Mas acho que também demoramos porque tem o seu charme demorar pra lançar disco novo. Vai dizer?!

Visite: Site Oficial | MySpace

Autor: Alex Correa

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5 Comentários so far
Deixe um comentário

viva, adoro o bidê *.*
bidê é a melhor banda do sul, sem dúvida

Comentário por Henrique

eu adoro o bidê também.
mas isso de ser um charme demorar pra lançar disco novo eu nem concordo muito, hein?
quer dizer, demorar um tempo razoável, tudo bem. mas como meu vô sempre diz: “tudo que é demais, faz mal.”

Comentário por thaís

legal foi o site do terra dizer que o acústico foi o primeiro cd do BoB…

Comentário por xi

Poxa, parabéns pela entrevista, muito legal mesmo!

Comentário por Natália

legal foi o site do terra dizer que o acústico foi o primeiro cd do BoB… [2]

Comentário por alex correa




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