Move That Jukebox!


Entrevista: Metric by Neto
junho 22, 2008, 5:43 pm
Filed under: Metric | Tags: ,

Feist, Broken Social Scene e Arcade Fire: Esses são, sem dúvida, uns dos nomes mais poderosos da cena indie canadense atual. Sem muita dificuldade, entre todo esse talento e fama, se pode encontrar a voz memoravelmente única de Emily Haines que, tanto nos palcos quanto nos estúdios, é acompanhada por seus igualmente talentosos colegas de trabalho. Você já deve ter sacado. Obviamente, falo de Metric – não da unidade de medida, mas de um conhecidíssimo grupo formado no finalzinho da década de 90 em Nova York, que logo emigrou para Toronto, onde conquistou ainda mais sucesso.

Além de gerar três excelentes discos – ‘Old World Underground’ (2003), ‘Live It Out’ (2005) e ‘Grow Up and Blow Away’ (2007) -, todo o trabalho do Metric já lhes rendeu indicações em premiações de grande peso, como o Juno Award e o Polaris Music Prize. A parte curiosa é que o maior prêmio que os canadenses já ganharam foi quando saíram do meio musical por alguns dias para atacar como astros do cinema em 2004, no filme ‘Clean’, que ganhou um título do festival de Cannes.

Emily, que muitos acreditam ser uma primeira versão da Karen O (Yeah Yeah Yeahs), além de chamar muita atenção por sua beleza, irreverência e por ter rock’n’roll correndo em seu sangue, também é bem conhecida pela falta de simpatia com a imprensa. Certa vez, quando um entrevistador pediu para que ela descrevesse sua banda, a resposta obtida foi bem pouco amigável, algo como “Esse não é o seu trabalho?” – e para não quebrar a rotina, as respostas dadas ao Move That Jukebox com seu parceiro James Shaw foram, aparentemente, as mais curtas possíveis. Abaixo você confere a entrevista com o grupo, que toca no Brasil no dia 28 de junho, no Motomix Festival, em São Paulo.

Muitas contradições aparecem quando falamos sobre o ano que debut não-oficial do Metric, ‘Grow Up and Blow Away’ (que foi relançado em 2007), foi lançado pela primeira vez. Na verdade, quando ele ganhou sua primeira versão?

Ele foi gravado em 1999 e 2000 mas nunca foi lançado. A gente demorou muitos anos pra comprar os direitos [do disco] para que pudéssemos finalmente dar a ele um lançamento de verdade. Isso aconteceu em 2007.

Podemos notar algumas pequenas modificações comparando as duas edições desse álbum: A ordem de seu tracklist mudou e duas canções, ‘Torture Me’ and ‘Fanfare’, não foram relançadas. Porque essas mudanças foram feitas?

Nós sentimos que elas eram necessárias.

Uma mulher nos vocais sempre chama a atenção de muitas pessoas, especialmente da imprensa, e isso, as vezes, pode deixar o resto da banda um pouco apagada. Você pode comentar sobre isso?

As pessoas acham necessário comentar no que é óbvio. Não acho que o resto da banda sinta-se apagada de forma alguma.

Em breve vocês estarão tocando aqui no Brasil, no Motomix, que também conta com The Go! Team e Fujiya & Miyagi. O Metric já teve oportunidade de encontrar essas bandas no palco?

Não, nunca antes, mas eu estou bem animada para encontrá-los!

O que vocês esperam do público brasileiro e o que esse público pode esperar de vocês?

Nós apareceremos e faremos o melhor show do Metric que pudermos e tentaremos fazer com que a multidão tenha um ótimo momento. Por alguma razão eu espero que o Brasil nos proporcione um ótimo momento também!

Esse festival tem entrada franca. Vocês tem experiência com shows gratuitos para o público?

Sim. Grátis é ótimo.

Falando ao jornal Estado de São Paulo, James Shaw classificou o próximo álbum do Metric como futurista, gigante, caro e emocional. O que você pode nos falar sobre esse novo disco? É possível tentar adivinhar uma data de lançamento?

A palavra era expansivo, e não caro [em inglês, uma letra varia entre essas duas palavras: expansive e expensive – o Estado de São Paulo traduziu, erroneamente, expansive como ‘caro’]. [O disco] é Metric sem medo de ser Metric. Não tenho certeza da data de lançamento, por enquanto.

Então, finalizando, você pode deixar alguma mensagem para seus fãs brasileiros?

Estamos muito animados para sermos bem recebidos no Brasil e na América do Sul. Ter a oportunidade de tocar onde muitas bandas jamais estiveram é tornar um sonho em realidade. Obrigado por seu convite.

E assim termina a tríplice de entrevistas do Motomix. Confira também as entrevistas com:

Fujiya & Miyagi | The Go! Team

Autor: Alex Correa

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5 Comentários so far
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eles são… ahn… sucintos.

Comentário por thaís

pelo menos o talento é evidente…

Comentário por Xi and Nina Cairo

Vou estar lá, vai ser demais !
Não conheço as outras bandas, IloveMetric !

Comentário por Bruno Tarântula

queria muito poder ir. mas não rola… moro longe de sp e fiquei sabendo MUITO em cima da hora que ia rolar show deles aqui no brazil. agora é ficar lamentando e torcendo por uma segunda visita, ou quem sabe, um da emily haines & soft skeleton.

Comentário por timmy

nossa, que garota rapida e direta.

Comentário por michel




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