Move That Jukebox!


Entrevista: Luísa Mandou Um Beijo by marçal
maio 11, 2008, 9:00 pm
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Calmaria. A palavra que melhor define o Luisa Mandou um Beijo. A começar pelo nome. Diferente, meio estranho, a frase que nomeia a banda carrega consigo um quê de tranqüilidade difícil de explicar.

As músicas seguem a mesma linha, penetrando suavemente nos ouvidos de quem as escuta. Os solos de flauta e trompete se encaixam perfeitamente com a voz da vocalista Flávia, que por sua vez faz par digno de filme romântico com os riffs do guitarrista Fernando.

As letras curtas e inocentes demonstram um romantismo sem melosidade, como em “Com um pote de geléia nas mãos”, ou então as coisas simples e boas da vida, como o vento que balança as bandeiras em uma tarde de jogo no Maracanã. Calmaria, com todas as letras, que em nenhum momento passa a ser sonolência.

O primeiro álbum foi lançado em 2005, e trouxe muito reconhecimento à banda, que já é bem conhecida no meio independente. Eles vieram tocar na Virada Cultural, em São Paulo, onde conversamos sobre a banda e as características peculiares que a envolvem. A entrevista você confere logo abaixo.

MTJ: Como vocês começaram a banda?

Fernando: Então, começou em 1999, eu gravei uma músicas que eu tinha em casa, numa mesa de 4 canais, uma fita demo na verdade, e convidei a Flávia para cantar as músicas que eu tinha criado e um amigo antigo meu de outras bandas para tocar bateria. A idéia inicial era ser uma banda de estúdio, só gravar e nunca fazer show, só que começou a ter um retorno muito bom de imprensa e de público, tinha gente pedindo show “Pô, cadê show, cadê show?”, dai eu pensei “A gente tem que montar uma banda né?”, porque não era uma banda, a gente tinha gravado as guitarras, o baixo e a voz. Daí resolvemos montar a banda, chamamos outros amigos, o Paulo para o baixo, o Pedro, que é meu amigo da escola, na guitarra, o Brou, trompestista, é meu irmão e o Cristiano que acabou saindo, e entrou o Luciano na bateria. O interessante é que o que começou como um projeto solo, acabou se tornando um projeto coletivo, desde que a banda se formou, eu dei liberdade pra eles tentarem coisas novas e tudo mais. E a música mudou, melhorou muito, com as influências de cada um. E é isso, daí a gente gravou um EP em 2001, já com a banda toda. Depois em 2005 nós gravamos o nosso primeiro disco oficial, que tem 11 faixas e agora estamos para lançar um disco novo.

MTJ: Quem é essa Luísa do nome da banda?

Fernando: Essa é a pergunta que eu mais respondi nesses 8 anos de banda (risos). Inclusive a minha idéia no início era inventar uma história diferente pra cada vez que perguntassem da Luísa. Mas eu sou jornalista e fiquei com pena dos meus amigos de trabalho,e decidi não mentir. A verdade é o seguinte: não existe Luísa nenhuma, é apenas um nome que eu achava bonito, que eu daria como nome pra minha filha na época, daí eu criei uma frase que traz um monte de idéias que eu acho bonitas, tipo saudade, femininidade. Enfim, Luísa é apenas um nome, eu não sei nem quais são as características dela. É impressionante como esse nome marca, se a pessoa lê sobre a banda no jornal, mas nunca ouviu, ela lembra mesmo assim.

MTJ: Na comunidade de vocês tem uma definição assim: “Amor + Rio de Janeiro + dadaísmo + rock alternativo”. O que tem de Dadaísta na banda?

Fernando: Acho que no som até muito pouco, pra falar a verdade eu nem saberia dizer como é um som dadaísta. Nas letras, inicialmente, algumas pessoas fizeram comparações, a gente as usou, mas eu nem diriam que elas são dadaístas, porque as letras fazem muito sentido pra cada um de nós, acho que Flávia pode dizer um pouco sobre isso também, mas as minhas letras, a maioria delas, têm um sentido, mesmo que para outras pessoas não tenha. Mas o Dadaísmo é um movimento artístico que eu, particularmente, gosto pra caralho, e adotamos o princípio do dadaísmo fora do som da banda, como por exemplo nas fotos de divulgação que por muito tempo a gente não usou fotos nossas, dos 6 aparecendo, usamos a foto de uma colher, uma batata, um garfo, uma rolha, etc, e dissemos éramos nós, divulgamos até com legenda ” da esquerda pra direita: Flávia, Fernando, etc…”, também já usamos uma foto de 6 playmobils; e quando lançamos o primeiro disco, ao invés de usar fotos, nós fizemos ‘tirinhas de divulgação’, que foi o nosso trompetista (ele é quadrinista) quem fez, daí a gente mandou para os jornais e eles divulgaram as tirinhas, O Globo publicou, Folha publicou, um monte de gente publicou.

Flávia: Hoje tinha até uma menina no show, bem na frente que estava com uma camisa estampada com os quadrinhos…a gente não fez uma camisa dessa, foi ela que pegou a tirinha e estampou na camisa e me mostrou.

Fernando: É isso, acho que o dadaísmo tá aí, mais nas fotos do que no som, tá mesmo nessa forma de divulgação.

Flávia: No outro show que fizemos lá no Rio, teve um pessoal, uns adolescentes que fizeram um trabalho sobre o dadaísmo e esse trabalho era baseado nas nossas letras, entendeu? Então as pessoas fazem essa leitura das nossas letras sendo dadaístas.

Fernando: É, depende da interpretação de cada um, as nossas obras são bem abertas

MTJ: Só pra finalizar, como que está a preparação do novo disco de vocês?

Fernando: A gente gravou ano passado, ele produziu a gravação, o Luciano…e agora a gente tá começando a mixar, mas tá bem no começo ainda. Temos material pronto gravado, boa parte editado…e vai demorar ainda um pouco a mixagem, depois a remasterização. Acho que é coisa pro segundo semestre agora.

MTJ: Então no segundo semestre temos novidades do Luísa Mandou um Beijo?

Fernando: É, espero que no começo do segundo semestre a gente esteja com esse cd pronto pra lançar. Aí vai ser lançado pela Midsummer Madness e pelo Volume 1, que são os mesmos selos que lançaram o primeiro CD.

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Autor: Marçal Righi

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Resumo da Semana by Gabriel
maio 11, 2008, 5:09 pm
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Beach Boys

‘The Capitol Years’ vem aí. Será uma coletânea dos Beach Boys, com os singles lançados pela Capitol Records, entre 1962 e 1965.

O lançamento está marcado para 16 de junho. O box com 16 CD’s será uma edição limitada.

Cada disco contará com um single e seus b-sides, assim como versões de várias faixas, mixagens mono e stereo de gravações ao vivo.

Coldplay

A banda anunciou datas do tour norte-americano. A série de shows terá início no já citado evento gratuito no Madison Square Garden, e continuará durante todo o mês de julho e agosto, com retorno em outubro e novembro.

‘Viva la Vida or Death and All His Friends’ tem lançamento marcado para os dias 16 no Reino Unido e 17 nos EUA.

Rufus Wainwright

O músico americano e ícone da comunidade gay começou sua turnê brasileira na última quarta-feira. Tocando no Rio de Janeiro, Rufus contou com parte de sua família para atingir a excelência. Irmã, mãe e cunhado fizeram parte do espetáculo na capital litorânea e também estiveram presentes em São Paulo, cidade onde o rapaz deu voz à canções como ‘Hallelujah’ (originalmente de Leonard Cohen) e ‘Over the Rainbow’, canção de Judy Garland, cantora que foi homenageada em ‘Rufus Does Judy at Carnegie Hall’ – álbum ao vivo de Wainwright que foi lançado no ano passado.

‘California’ – do segundo álbum de estúdio do cantor – ao vivo no Via Funchal (SP)

Rufus Wainwright toca hoje (11) na capital mineira e depois segue para Brasília, onde fará seu último show em terras brasilerias, no dia 13 (terça-feira).

Muse

A banda do inglês Matt[hew] Bellamy vem ao Brasil em Julho/Agosto, segundo…bem, segundo várias pessoas. Em fevereiro o próprio vocalista havia dito, em entrevista a revista NME, que existiam planos de tocar na América do Sul. Na última sexta-feira (11), saiu no blog Boris vs. Laika que a primeira data da turnê brasileira a ser confirmada seria no Rio de Janeiro (Vivo Rio),  onde o Muse tocaria hits como ‘Stockholm Syndrome’ e ‘Plug in Baby’ em 31 de Julho. Porém, como pode-se ver no artigo, nenhuma fonte foi citada.  Quando se pergunta da fonte deles, a resposta que se obtem é: “A fonte é muito confiável, não se preocupem. A data está marcada, a turnê da banda pelo Brasil fechada. Só não rola se alguém tiver uma crise de labirintite, tipo a Feist no Tim do ano passado, ou coisa assim.”

O Lúcio Ribeiro – lenda viva das mentiras pegadinhas (falo isso sem querer ofender) – se antecipou e falou sobre as bandas de abertura em sua coluna online. Segundo ele, uma banda ‘emo’ se responsabilizaria pelo aquecimento do público de Muse. Abrindo mais a boca, Lúcio disse que talvez a responsável pelo pré-show seria  uma banda da terra do Tio Sam: “…parece que talvez seja o grupo americano Paramore”.

Bem, esperaremos. Até agora o que se confirmou mesmo foi a data de Santiago. No fan-site chileno pode-se encontrar a notícia de que a gravadora da banda confirmou: Muse vai ao Chile em 26 de Julho.