Move That Jukebox!


Entrevista: Sé7ima by marçal
abril 13, 2008, 9:57 pm
Filed under: Entrevistas, Se7ima

Hoje em dia muitas bandas de rock vem surgindo, algumas misturadas à música eletrônica, algumas com aquela pegada de indie rock, e muitos fãs do rock n’ roll acabam ficando presos aos clássicos, pela falta de bandas novas que façam rock como nos velhos tempos.

Mas no meio dessas tantas bandas, surge uma que pode estar entre essas que agradarão desde os saudosistas do bom e velho rock n’ roll até os que adoram novidades. Essa banda é a Sé7ima, que vem desde 2004 mostrando seu som e conquistando fãs por onde passa, por suas músicas bem trabalhadas e contagiantes, e seus shows cheios de energia.

O som da banda é fortemente influenciado pelos clássicos do rock, mas sem perder a originalidade, mostrada nos ótimos arranjos, misturados à voz de trovão de Thiago Giglio, que resultam em um som cru sem ser sujo, agressivo mas gostoso de se ouvir.

No início de 2005, a Sé7ima lançou um EP, e então saiu fazendo shows em diversos bares e casas noturnas de São Paulo, chegando a conquistas como a do festival carioca Mistureba Rock Clube, em 2006.

Eles lançaram o primeiro disco, intitulado “A Seita” no final de 2007 [veja mais aqui], com 14 canções, mostrando uma musicalidade impecável em cada arranjo e detalhe. Conversei com o baixista, Gustavo, que contou mais sobre a banda e todas as dificuldades e felicidades do lançamento de um disco.

Rodolfo Miwa, Cesar Dellore, Gustavo Giglio, Thiago Giglio e Henrique Gomide

MTJ!: De onde vem o nome “Se7ima”?

Gustavo: A primeira banda do guitarrista Miwa e do vocalista Thiago se chamava Seven Seas, por uma mudança de direção musical começaram a escrever músicas em português e pra isso resolveram “aportuguesar” o nome e não quiseram que fosse literal.

Hoje o nome tem diversos significados e, realmente gostamos quando outras pessoas nos digam o que acham.

MTJ!: Qual foi a maior dificuldade pra lançar o disco?

Gustavo: Talvez a inexperiência e a ansiedade tenham sido nossos principais inimigos mas aprendemos rápido como lidar com certas coisas. A intenção eram os 5 músicos terem total orgulho do produto final. Por isso nos esforçamos e levamos o tempo que foi necessário para entender o que cada musica e cada elemento do disco significava para cada um.

Tivemos dificuldades que iam das agendas dos produtores e estúdios ao valor que investimos, sempre aparecia uma surpresa no meio do caminho.

Durante as gravações tivemos novas idéias, como o quarteto de cordas em algumas faixas, mudanças em algumas melodias e letras.

Em paralelo a busca por parceiros ou uma gravadora, algum selo para lançar o disco, alguma empresa de distribuição, chegar a conclusão de que teríamos que lançar por conta própria.

Lutamos pelo o que acreditamos e temos muito orgulho do produto final.

MTJ!: “Os anos 60 passaram e revelaram ao mundo gênios da música” é a primeira frase do release de vocês. Quais gênios seriam esses e quais mais inspiram e influenciam vocês?

Gustavo: É difícil definir isso, e esta primeira frase do release já foi muito discutida e provavelmente não a usaremos mais. Cada músico da banda tem diferentes influências e percebemos isso no nosso som.

Acho que se fosse pra citar uma década… começaríamos na década de 30 depois, 40,50,60,70, 80… 90…. 2000 já não sei rs…

MTJ!: Em várias músicas do disco há uma mistura de rock n’ roll com violinos e violoncelos. De onde veio essa idéia?

Gustavo: Foi uma idéia conjunta da banda com a produtora Florência, o Rique (tecladista) compôs e regeu o quarteto de cordas. Estão presentes em 4 músicas (Aurora, Caos, A Lua e o Sol e A Noite) sentíamos que elas precisavam de um novo elemento, conseguimos adicionar algumas novas dimensões para os sons. A gravação foi emocionante!

Capa do álbum “A Seita”

MTJ!: Além de terem um ótimo entrosamento musical, os integrantes são muito amigos. O quanto você acha que essa amizade ajuda a banda?

Gustavo: Sem dúvida é o principal alicerce de tudo o que aconteceu com a banda. Nos preocupamos um com o outro. A banda é mais um ponto de encontro para fazermos o que gostamos… inclua aí: cervejadas, viagens, futebolzinho, sonzinhos descompromissados até almoço com as avós e aniversários dos pais (risos). A tendência é uma relação muito mais sincera, o que não quer dizer que não existam quebra-paus de irmãos, mas, é sempre para o bem da gente, da banda e de nossas músicas.

MTJ!: Qual foi o melhor show que já fizeram, aquele que vocês não esquecem?

Gustavo: Pra mim foram vários…. o meu primeiro show com a banda foi inesquecível… tava nervoso pra caralho mas foi um show excelente. Quando ganhamos o festival no Rio, a banda se apresentou com uma energia fantástica… Mas, o show de lançamento do CD foi arrepiante. Uma galera enorme cantando todas as músicas, todos nossos amigos, familiares e etc… Foi uma força enorme…. são momentos como esse que ficam na sua cabeça e no coração por muito tempo.

MTJ!: Vocês sempre “testam” as músicas novas nos shows. Já aconteceu de alguma não ser muito bem recebida?

Gustavo: Não lembro disso ter acontecido, mas o que não funciona vamos sempre aprimorando… tocamos uma inédita que não está no disco, chamada “Pétalas” e acredito que o pessoal vem ficando bem entusiasmado com essa também.

MTJ!: Como estão as propostas para shows fora de São Paulo?

Gustavo: Confesso que hoje não estamos nos esforçando muito para marcar shows para fora, estamos reestruturando toda a forma de trabalho em relação a assessoria de imprensa, produção de shows, negociações, produtos, site, Orkut, MySpace, assim como toda a proposta e caminho do som da banda e etc… Acreditamos que uma pessoa de fora, que conheça bem o mercado poderia nos ajudar muito, estamos em busca desta pessoa. Conhecem alguém?

Aliás todos os produtos da banda podem ser encontrados no Fan Action que é uma parceria com o baixista do Sepultura, Paulo Xisto.

MTJ!: De um tempo para cá, começaram a aparecer várias bandas que misturam rock e música eletrônica. Vocês acham que no final o bom e velho rock n’ roll sempre acaba prevalecendo?

Gustavo: Acho que no fim do dia, quando colocamos nossa cabeça no travesseiro sabemos muito bem o que realmente preferimos!

Portanto, a boa música sempre prevalecerá. Então sim, o bom e velho rock n roll sempre acaba prevalecendo.

MTJ!: Como está sendo o retorno dos fãs após o lançamento do disco “A Seita”?

Gustavo: Nossos fãs, são muito mais do que amigos… somos praticamente uma grande família. Acho que ficaram bem satisfeitos e orgulhosos de fazerem parte desta história… acho que estão curiosos para o que está por vir! (risos)

Gostou da Sé7ima? Logo abaixo tem 4 músicas pra download:

Aurora

Do Outro Lado

A Noite

Fim

Acesse:

| Site | MySpace | Orkut |

Autor: Marçal Righi

Anúncios

Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: