Move That Jukebox!


Entrevista: mono.tune by Cedric
março 23, 2008, 4:33 pm
Filed under: Entrevistas, mono.tune | Tags: ,

Em São Paulo, surgiu mono.tune. O que a principio era mais uma daquelas “bandas de um homem só” ganhou mais integrantes e começou a fazer shows, fora e dentro de Sampa. Esse homem é Filipe Consoline. Filipe compôs, produziu e gravou o álbum de estréia “The Worst Day With The Best Person” sozinho.

O interessante é que deu certo, e deu certo porque é de qualidade. mono.tune (em letra minúscula, como Filipe faz questão de lembrar) tem influencias do indie rock e do folk. O resultado é uma espécie de mistura de Dandy Warhols com Elliott Smith.

Todo o trabalho duro do fundador da banda fez com que surgissem críticas positivas de diversos sites pela internet, fãs espalhados pelo Brasil e até um público internacional, que foi estimulado pelas composições em inglês de Filipe.

Com um som bom de se ouvir e cantar, Filipe Console, Pedro Machado, Ravi Machado e o iPod que toca bateria seguem fazendo shows e conquistando um público cada vez maior. Tudo isso representando muito bem o cenário indie nacional.

Acesse os links do grupo: MySpace / Trama Virtual

A, também não deixe de conferir o clipe da música “Poor Heart And it Troubles”. A música é excelente (a melhor, na minha opinião) e o clipe idem.

Conversei com o bem falado Filipe e abaixo você confere o nosso papo:

MTJ!: Quando e porque você começou a fazer música?

Filipe: Meu primeiro contato com a música foi aos 8 anos com aulas de teclado, mas não durou muito. Só alguns meses porque a professore me deixou meio traumatizado, ela não deixava eu passar pra lição seguinte enquanto aquela não estivesse perfeita. Depois, aos 10 anos, eu comecei a estudar guitarra e continuei frequentando as aulas até os 14 anos. Toquei em umas 4 bandas até chegar no mono.tune. Hoje em dia eu estou estudando piano erudito, música no conservatório e estou com mais alguns projetos paralelos ao mono.tune.

MTJ!: Fale um pouco desses projetos paralelos.

Filipe: Faz uns 2 meses que entrei numa banda daqui de SP, a Lab. Nela eu só toco guitarra, aliás, nesses 13 anos que eu toco guitarra, essa é a primeira vez que eu estou numa banda em que eu só faço isso! Não canto nem nada disso. Comecei agora um projeto experimental, sozinho, em português. Eu uso synths, loops de bateria, piano. Mas tento evitar o básico da banda: baixo, guitarra e bateria.

Não pretendo levar para os palcos, até porque o mono.tune e a Lab já pegam bastante parte do meu tempo! Não conseguiria administrar mais um projeto, arrumar shows, divulgação, etc. Eu vou gravar as minhas idéias e ver no que dá.

MTJ!: E, voltando ao mono.tune, vocês jágravaram um CD de 9 faixas. Como foi o processo de gravação?

Filipe: O processo foi um pouco demorado por eu fazer tudo sozinho, desde a gravação de todos os instrumentos até a mixagem e produção. Muitas vezes eu me “perdia” no meio do trabalho. Não sabia mais se a música estava boa, se eu estava viajando de mais, etc. O CD todo foi influenciado por fatos que eu passei, é meio que um diário desses 2 anos em que eu fiquei compondo e gravando o disco.

Mas foi bom, porque quando eu comecei a gravar eu não tinha idéia de como funcionava esse lance de gravação em home studio.

MTJ!: Quais foram suas influências pro álbum, além de sua própria vida?

Filipe: Eu ouvi muita coisa durante esses 2 anos, vai de Morphine [indie e jazz rock dos anos 80-90] até Jaga Jazzist [rock progressivo e jazz], Elliot Smith pelo lance lo-fi e Nirvana, que sempre me influenciou em tudo que eu compus, até sem querer! Mas é meio irritado só citar alguns nomes.

MTJ!: Nos shows você conta com Pedro (guitarra) e Ravi (baixo). Como a ajuda deles apareceu?

Filipe: E o iPod com a bateria eletrônica! O Ravi eu conehço desde o primeiro ano do colegial, já toquei com ele em uma outra banda a uns 5 anos atrás, aí, quando comecei a montar a banda pra levar o som do mono.tune ao vivo, a primeira pessoa que me veio na cabeça foi ele.

O Pedro foi a um show nosso quando nem eramos mono.tune ainda, o projeto tava meio que mudando o rumo. Ele é amigo de um amigo meu de infância, estudam na mesma classe na faculdade, aí rolou o convite, ele curtiu e fechamos a formação.

MTJ!: A banda é de São Paulo mas já tocou longe, no Sul do país. Como foram essas apresentações e como são os shows em São Paulo?

Filipe: Em dezembro, janeiro e fevereiro a gente viajou bastante pra uma banda com o nosso tempo de estrada, menos de um ano. Além do Paraná (Londrina, Maringá e Rolandia), nõs tocamos no Mato Grosso do Sul, em um festival organizado lá em Dourados, próximo de Campo Grande. Depois, em janeiro, tocamos em Campinas e em fevereiro voltamos para Maringá pra participar do festival integrado ‘Grito Rock’.

Acabamos tendo mais atenção do pessoal de fora de SP, mas os shows aqui sempre são legais. O último que fizemos, agora no dia 29 de fevereiro, nos surpreendeu. Rolou até pedido de bis (risos).

MTJ!: Você acha que o fato das músicas serem em inglês ajuda ou atrapalha a banda, de alguma forma?

Filipe: Não que eu ache a nossa língua brega, mas no mono.tune ficaria estranho.

MTJ!: Nesse ano, o que vocês pretendem fazer? Mais shows? Trabalhar em um novo disco? Enfim, o que você acha que falta pro mono.tune que pode ser feito em 2008?

Filipe: Nesse ano vamos lançar o nosso primeiro EP, sem nome ainda. A pré-produção das músicas já está feita e agora daremos um tempo nas apresentações para ensaiá-las. Esse EP vai ser um pouco diferente do disco, as músicas estão muito mais pro lado folk, batida no violão bem rápida, temas variados, mas semp erder a caracterísica sonora do mono.tune.

Também queremos viajar ainda mais, divulgar, tocar…o que vier será resultado do nosso trabalho.

As fotos usadas nesse artigo são de Felipe Vilasanchez da Revista Paradoxo.

___

Tem uma banda e quer aparecer no Move? Mande um email para movethatjukebox@hotmail.com

Autor: Alex Correa

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7 Comentários so far
Deixe um comentário

o da ponta direita me lembra o thom yorke.

Comentário por alex correa

sacaneou. . .

[e o do meio o Jonny Greenwood]

Comentário por Gabriel

estamos falando do mono.tune ou do radiohead?

Comentário por alex correa

po, nem dá pra ver direito galera.
nada a ver com o thom yorke

Comentário por pedro

ah, se olhar bem rápido, com o olho meio fechado, sacudindo o monitor,
lembra um pouco

Comentário por Gabriel

q povo ruim! não parece não..
os caras são bons neam.. gostei!

(foi só falar elliott smith q fui ouvir (L))

Comentário por carol

Muito bom o som deles hein !!!

(o Alex anda se drogando , por isso viaja assim…é foda , eu tento aconselhar , mas não adianta “/)

Comentário por Rodrigo




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