Move That Jukebox!


Interpol faz chover no Rio by Cedric
março 15, 2008, 11:37 am
Filed under: Interpol

No dia 13 de março o Rio de Janeiro recebeu os nova-iorquinos do Interpol. A banda – que, quem diria, lotou a Fundição Progresso – já havia se apresentado em São Paulo dois dias antes e, mesmo assim, fez um baita show.

Chovia em toda a cidade quando a fila da entrada começou a andar. A ansiedade fez com que as pessoas se esquecessem da água que caia e só olhassem para uma coisa: A porta da Fundição, que ficava cada vez mais próxima.

A abertura foi feita por uma banda carioca mesmo, Moptop. Os caras estavam a três meses fora dos palcos e andam preparando um CD novo, como disse Gabriel Marques na apresentação.

Um pequeno atraso na abertura dos portões: Singelos cinco minutos. Tudo bem. Todo mundo dentro. Moptop começou atrasado. Tudo bem. Meia horinha de show, que teve 3 músicas novas incluídas no setlist. Pera ai, músicas novas no show de abertura? Daí não ficou tudo bem. Começaram a pedir por ‘Paris’ loucamente e nada. Nada. Quando a banda se retirou do palco e voltou pro backstage se ouvia de todo o canto comentários frustrados: “Como eles não tocaram ‘Paris’?”, “E ‘Leve Demais’?”.

Enfim, as pessoas queriam mesmo é Interpol. Todo mundo queria ver Interpol. O ingresso laranjinha que mais parecia ticket de cinema rendeu muito, e disso ninguém pode discordar.

23:15 foi quando a loucura começou. Como em São Paulo, o telão com a capa do Our Love To Admire deu um clima especial a entrada da banda, e continuou dando climas especiais durante todo o show: Gotas d’água, ondas, luzes estilo ‘A Weekend In The City’ e os veados do encarte do CD seriam indispensáveis. As luzes também. Hora ou outra, uma das lâmpadas se voltada direto pra gente, e batia uma cegueira. Mas que cegueira maravilhosa. Era a cegueira das bright lights do Interpol.

O show foi indo, com as danças de Daniel, os jogos com o baixo de Carlos, as caras e bocas de Sam, a etiqueta de Farmer no teclado, e, é claro, a voz inconfundível de Paul.

‘Slow Hands’ (a minha preferida), ‘Mammoth’, ‘Evil’ e ‘C’mere’ haviam marcado os melhores momentos enquanto ‘Lighthouse’ (a mais bonita do CD, na minha opinião) comandava a melancolia na Fundição e colocou, aparentemente, Banks em transe. Mas, a preferência do público pelas músicas do ‘Turn On The Bright Lights’ merecia destaque no final do show. A sequência de ‘NYC’, ‘Stella Was a Diver and She Was Always Down’ e ‘PDA’ fez isso ficar muito claro.

Mas isso foi só depois do pequeno acidente. A chuva não deu trégua em nenhum momento, e, pouco antes da meia-noite, já se podiam ver gotas de chuva caindo no palco, mas o show só foi parar mesmo em ‘Not Even Jail’, depois da guitarra de Paul Banks falhar e ele ficar com uma cara de “What The Fuck?!”. “Esperem só um minuto”, nos falou Paul Banks fazendo um simples gesto com a mão, seguido por Fogarino, e depois se retiraram do palco.

O intervalo forçado durou cerca de 20 minutos. E 20 minutos não é nada pra quem ficou algumas horas na fila. No meio dessa pausa, pessoas foram buscar água ou qualquer outra coisa pra beber, enquanto aguardavam. Os equipamentos também foram desligados, provavelmente para não causar nenhum dano ao material. Mas as pessoas não entenderam assim, e as especulações de que a luz na Fundição havia acabado logo começaram.

Interpol voltou. Gritos. A simpatia da banda, que Paul Banks fez questão de mostrar tanto no início do show quanto agora. “E ai”. Veio a sequência que eu me referi acima. Todos, tanto o público quando a banda, pareciam estar mais animados para o final do show, graças as adversidades. ‘NYC’, ‘Stella Was a Diver and She Was Always Down’ e ‘PDA’. Gritos e mais gritos. Muitos, milhares, depois de Paul Banks dizer tchau, vestido com a bandeira do Brasil, e se retirar do palco. Mas o público não arredou o pé, não mesmo. Pedimos muito, todos pediram. E então voltaram todos, só que, dessa vez, sem o colega Farmer Dave, que, como disse acima, tem tomado conta das notas de teclado nos shows da banda nova-iorquina. Foi quando veio ‘Untitled’ e ‘Leif Erikson’, as músicas – que não havia sido tocada no show de São Paulo – surpreendeu os presentes.

Aí acabou, pedir por mais seria muita cara-de-pau. Paul se despediu com seus colegas (“não somos amigos na banda”) depois de arremessar suas palhetas para o público (e, olhem que legal, uma veio parar na minha mão). Sam seguiu o exemplo e também jogou suas baquetas.

Depois do show, mais problemas. Muita gente teve dificuldades para voltar pra casa. A rua cheia d’água, o número de taxis na porta era pouco e a maioria rejeitava passageiros por estarem muito molhados (de chuva ou/e de suor), mais isso é uma outra história.

O show foi lindo. Imagem e som, tudo perfeito. Muito obrigado por existirem e por serem tão bons, Interpol. [2]

Assista C’mere ao vivo no Rio:

Outros vídeos do show você confere aqui.
Veja mais fotos do show.
O setlist foi:
1. Pioneer to the falls
2. Obstacle 1
3. C’mere
4. NARC
5. Pace is the trick
6. Say hello to the angels
7. Leif Erikson
8. Mammoth
9. No I in threesome
10. Slow hands
11. Rest my chemestry
12. The lighthouse
13. Evil
14. The Heinrich Maneuver
15. Not even jail
(pausa por causa da chuva)
16. NYC
17. Stella was a diver and she was always down
18. PDA
(bis)
19. Untitled
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16 Comentários so far
Deixe um comentário

O show foi muuuuuuuuuuuito bom, apesar da falha técnica, as goteiras, morcegos, enfim a infra-estrutura horrenda da Fundição. Ainda digo que se fosse no Circo, a história seria outra totalmente diferente. Mas o que ficam são as fotos e o vídeo de Stella que eu fiz! *___________*

Comentário por Filipe

Nossa!
A estrutura estava tão ruim assim? Se choveu é pq coisa boa iria acontecer, e aconteceu né? hehhehe

O ruim é q nem jogaram palheta alguma no da Funchal em Sampa ¬¬

Mas também foi muito bom!

Comentário por B. C.

a fundição é uma merda, sempre foi! se fosse no circo seria realmente bem melhor.. mas mesmo assim foi lindo!! e eles voltaram cara, voltaram, quase chorei *_*

e qual de vcs foi no rio? pq eu vi alguem muito parecido com um de vcs, mas posso estar ficando maluca O.o

Comentário por carol

o alex que foi no Rio.

Comentário por Gabriel

nunca suspeitei que tivesse faltado luz, afinal durante a falha no equipamento (que não é a primeira vez que acontece na fundição) a luz foi acesa.
enfim, grande show, espero que voltem em breve.

Comentário por marcos

e pelas fotos, acho que vocês estavam do meu lado.

Comentário por marcos

carol, marcos, eu tava com uma camisa preta do the killers.

tava entre o daniel e o paul,
nossa, eu vou ficar muito impressionado se a carol achou que eu fosse eu. vou me sentir super famoso.

Comentário por alex correa

“(e, olhem que legal, uma veio parar na minha mão)”

hahahaha somos dois!

Comentário por marcal

“A banda – que, quem diria, lotou a Fundição Progresso”.. A fundição não chegou nem perto de estar lotada… eles nem abriram a parte de cima o.O

Comentário por Lu

Sem querer ser cri cri, mas já sendo =P
“Foi quando veio ‘Untitled’ e ‘Leif Erikson’”.. Leif Erikson não foi a sétima música?
and…
que eu me lembre o Paul só deixou o palco com a bandeira quando o show acabou mesmo, depois de “untitled”.. ele tava com a bandeira antes tb?
o/

Comentário por Lu

Bom, eu que estava próximo a mesa ouvi um burburinho de que tinha dado pau devido a uma goteira que o gringo não viu sobre a mesa de som – fato: tinha uma goteira realmente sobre ela. Se foi esse realmente o problema eu efetivamente não sei. Podem inclusive ter ligado a porra toda em linha e foda-se. Se foi assim, ficou jóia.

Discordo sobre o som, que na Fundição, não tem como ficar bom. Além da acústica tenebrosa da casa, o equipamento deixa a desejar. Confesso que me surpreendi com a qualidade no show do Interpol, esperava BEM pior. A guitarra do Paul tava muito alta e embolada no ínicio, o que fez com que ele errasse algumas vezes, mas também perceberam logo, e resolveram o problema.

Interpol é uma das minhas bandas favoritas e apesar da diversidade de problemas aleatórios no RJ, a sua performance me surpreendeu muito – em todos os sentidos.

Vale a pena também destacar a fidelidade ao cd, poucas bandas fazem isso no palco.

Leif Eriksson me arrancou lágrimas.

Até o Interpol gosta mais dos cariocas. hehe.

Comentário por Fernanda Alcantara

leif foi a sétima sim,
ta ali no setlist

Comentário por alex correa

nossa,

eu errei tanto assim? o.o

Comentário por alex correa

ahhhhh então tô ficando maluca (desculpa por você não ser tão famoso =\)

e pelo menos vc disse q tava com a blusa do killers, se a dica fosse camisa do joy division vc ia poder ser um dos 350 q estavam com a mesma, nunca vi tanta gente vestida de joy!

“nossa,

eu errei tanto assim? o.o”

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Comentário por carol

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Comentário por lanphuong

[…] era um playback. Mas de fato, era a Obstacle 1 que tava tocando. Cacete! Segundo consta na setlist desse blog aqui, perdemos só a Pioneer to the Falls mesmo. Felizmente não perdi as que gosto mais: Narc e a PDA. […]

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