Move That Jukebox!


Crítica: “Elephant Shell” (Tokyo Police Club) by marçal
março 15, 2008, 1:21 pm
Filed under: Críticas e Recomendações, Tokyo Police Club

O Tokyo Police Club é uma banda nova, porém já conhecida mundialmente, até já tocaram aqui no Brasil (eu fui!), tudo isso devido a dois excelentes EPs.

O primeiro álbum ainda não saiu oficialmente, mas já vazou na internet. Como já foi dito aqui no blog, o álbum viria praticamente só com inéditas. E veio mesmo. Quem esperava se deparar com ‘Cheer It On!’ ou “Citizens of Tomorrow” ao ouvir o disco, pode esquecer. Pra não dizer que não colocaram músicas já conhecidas, a ótima ‘Your English Is Good’ aparece no repertório.


Agora vamos falar sobre essas tais músicas inéditas. São boas, sim. Têm o baixo marcante, os riffs de guitarra ao fundo, o teclado do animadíssimo Graham Wright e a voz de Dave Monks, gostosa de se ouvir.

Mas falta alguma coisa, e todo mundo que ouve o disco percebe isso. Falta a ‘Elephant Shell’ o que não faltava em ‘A Lesson In Crime’. Não sei dizer qual é esse ingrediente especial, mas o EP é muitas vezes melhor. O ponto mais fraco do álbum é com certeza a grande semelhança entre as músicas, que o deixa um pouco repetitivo, só não mais pois as músicas não ultrapassam os 3 minutos.

O álbum é bom até, mas quatro estrelas para o Tokyo Police Club, pois esses canadenses já fizeram coisas muito melhores.

4-estrelas.png

  1. “Centennial”
  2. “In a Cave”
  3. “Graves”
  4. “Juno”
  5. “Tessellate”
  6. “Sixties Remake”
  7. “The Harrowing Adventures Of…”
  8. “Nursery Academy”
  9. “Your English Is Good”
  10. “Listen to the Math”
  11. “The Baskervilles”

(Tamanho Original)

Autor: Marçal Righi

 



Interpol faz chover no Rio by Cedric
março 15, 2008, 11:37 am
Filed under: Interpol

No dia 13 de março o Rio de Janeiro recebeu os nova-iorquinos do Interpol. A banda – que, quem diria, lotou a Fundição Progresso – já havia se apresentado em São Paulo dois dias antes e, mesmo assim, fez um baita show.

Chovia em toda a cidade quando a fila da entrada começou a andar. A ansiedade fez com que as pessoas se esquecessem da água que caia e só olhassem para uma coisa: A porta da Fundição, que ficava cada vez mais próxima.

A abertura foi feita por uma banda carioca mesmo, Moptop. Os caras estavam a três meses fora dos palcos e andam preparando um CD novo, como disse Gabriel Marques na apresentação.

Um pequeno atraso na abertura dos portões: Singelos cinco minutos. Tudo bem. Todo mundo dentro. Moptop começou atrasado. Tudo bem. Meia horinha de show, que teve 3 músicas novas incluídas no setlist. Pera ai, músicas novas no show de abertura? Daí não ficou tudo bem. Começaram a pedir por ‘Paris’ loucamente e nada. Nada. Quando a banda se retirou do palco e voltou pro backstage se ouvia de todo o canto comentários frustrados: “Como eles não tocaram ‘Paris’?”, “E ‘Leve Demais’?”.

Enfim, as pessoas queriam mesmo é Interpol. Todo mundo queria ver Interpol. O ingresso laranjinha que mais parecia ticket de cinema rendeu muito, e disso ninguém pode discordar.

23:15 foi quando a loucura começou. Como em São Paulo, o telão com a capa do Our Love To Admire deu um clima especial a entrada da banda, e continuou dando climas especiais durante todo o show: Gotas d’água, ondas, luzes estilo ‘A Weekend In The City’ e os veados do encarte do CD seriam indispensáveis. As luzes também. Hora ou outra, uma das lâmpadas se voltada direto pra gente, e batia uma cegueira. Mas que cegueira maravilhosa. Era a cegueira das bright lights do Interpol.

O show foi indo, com as danças de Daniel, os jogos com o baixo de Carlos, as caras e bocas de Sam, a etiqueta de Farmer no teclado, e, é claro, a voz inconfundível de Paul.

‘Slow Hands’ (a minha preferida), ‘Mammoth’, ‘Evil’ e ‘C’mere’ haviam marcado os melhores momentos enquanto ‘Lighthouse’ (a mais bonita do CD, na minha opinião) comandava a melancolia na Fundição e colocou, aparentemente, Banks em transe. Mas, a preferência do público pelas músicas do ‘Turn On The Bright Lights’ merecia destaque no final do show. A sequência de ‘NYC’, ‘Stella Was a Diver and She Was Always Down’ e ‘PDA’ fez isso ficar muito claro.

Mas isso foi só depois do pequeno acidente. A chuva não deu trégua em nenhum momento, e, pouco antes da meia-noite, já se podiam ver gotas de chuva caindo no palco, mas o show só foi parar mesmo em ‘Not Even Jail’, depois da guitarra de Paul Banks falhar e ele ficar com uma cara de “What The Fuck?!”. “Esperem só um minuto”, nos falou Paul Banks fazendo um simples gesto com a mão, seguido por Fogarino, e depois se retiraram do palco.

O intervalo forçado durou cerca de 20 minutos. E 20 minutos não é nada pra quem ficou algumas horas na fila. No meio dessa pausa, pessoas foram buscar água ou qualquer outra coisa pra beber, enquanto aguardavam. Os equipamentos também foram desligados, provavelmente para não causar nenhum dano ao material. Mas as pessoas não entenderam assim, e as especulações de que a luz na Fundição havia acabado logo começaram.

Interpol voltou. Gritos. A simpatia da banda, que Paul Banks fez questão de mostrar tanto no início do show quanto agora. “E ai”. Veio a sequência que eu me referi acima. Todos, tanto o público quando a banda, pareciam estar mais animados para o final do show, graças as adversidades. ‘NYC’, ‘Stella Was a Diver and She Was Always Down’ e ‘PDA’. Gritos e mais gritos. Muitos, milhares, depois de Paul Banks dizer tchau, vestido com a bandeira do Brasil, e se retirar do palco. Mas o público não arredou o pé, não mesmo. Pedimos muito, todos pediram. E então voltaram todos, só que, dessa vez, sem o colega Farmer Dave, que, como disse acima, tem tomado conta das notas de teclado nos shows da banda nova-iorquina. Foi quando veio ‘Untitled’ e ‘Leif Erikson’, as músicas – que não havia sido tocada no show de São Paulo – surpreendeu os presentes.

Aí acabou, pedir por mais seria muita cara-de-pau. Paul se despediu com seus colegas (“não somos amigos na banda”) depois de arremessar suas palhetas para o público (e, olhem que legal, uma veio parar na minha mão). Sam seguiu o exemplo e também jogou suas baquetas.

Depois do show, mais problemas. Muita gente teve dificuldades para voltar pra casa. A rua cheia d’água, o número de taxis na porta era pouco e a maioria rejeitava passageiros por estarem muito molhados (de chuva ou/e de suor), mais isso é uma outra história.

O show foi lindo. Imagem e som, tudo perfeito. Muito obrigado por existirem e por serem tão bons, Interpol. [2]

Assista C’mere ao vivo no Rio:

Outros vídeos do show você confere aqui.
Veja mais fotos do show.
O setlist foi:
1. Pioneer to the falls
2. Obstacle 1
3. C’mere
4. NARC
5. Pace is the trick
6. Say hello to the angels
7. Leif Erikson
8. Mammoth
9. No I in threesome
10. Slow hands
11. Rest my chemestry
12. The lighthouse
13. Evil
14. The Heinrich Maneuver
15. Not even jail
(pausa por causa da chuva)
16. NYC
17. Stella was a diver and she was always down
18. PDA
(bis)
19. Untitled