Move That Jukebox!


Diretamente da serra do Rio, apresentamos The Cheddars by Cedric
fevereiro 10, 2008, 11:31 am
Filed under: Entrevistas, The Cheddars | Tags: ,

Nesse domingo vamos falar de queijo, ou melhor: Vamos falar de uma banda com nome de queijo.

The Cheddars vem de Teresópolis, interior do Rio (meus conterrâneos) e representam o Indie Rock na cidade. Com cerca de 2 anos de formação, os caras têm fortes influências de bandas como Franz Ferdinand, Coldplay, The Strokes, e é claro, Muse.

Agora, vamos falar de uma mistura, uma mistura que deu em ótimos resultados: Pegue três rapazes do interior fluminense, adicione um pouco de queijo e bata com a banda do inglês Matthew Bellamy. Sabe o que você vai ter? Músicas próprias de qualidade e um cover de Muse excelente, em outras palavras, você vai ter The Cheddars.

Quer saber do que eu to falando? Visite o MySpace dos caras e confira abaixo os covers de ‘Stockholm Syndrome’ e ‘Plug in Baby’, numa compilação:

Viu? Gostou? Pois vou direto ao ponto. Conversei com Bruno Costa – o vocalista e o cara que começou com toda essa história de The Cheddars – sobre planos para o futuro, lançamento de CD, e o que todo mundo pergunta: Como o nome foi escolhido. Logo aqui em baixo você confere nosso bate-papo:

Quando e como começou The Cheddars?

Há uns 2 anos e meio, eu tinha uma banda chamada The Showbiz. Era também um trio, tocávamos covers de Muse, Franz Ferdinand e Radiohead. Decidimos gravar uma música antes de fazer qualquer show, pra divulgar um pouco a banda antes de dar a cara. Fizemos um blues com um riff bem tradicional e letra em inglês. Depois disso, fizemos alguns shows e a banda acabou.

Eu quis continuar com a banda, mas mudei o nome porque com Showbiz, era uma banda que eu tinha com meus amigos…The Cheddars é uma banda que eu fiz com pessoas que eu sabia que tocavam, apenas…É outra banda, mas a premissa é a mesma.

O nome da sua primeira banda teve relação com o nome do primeiro CD do Muse?

Sim, exatamente! =)

Como o nome da banda atual foi escolhido?

Eu estava no estúdio do Márcio Pombo, falando sobre nomes de bandas. O Márcio, por algum motivo esquisito, sempre teve bandas com nomes de queijos, tipo Gorgonzolas e coisas do gênero. Eu fiz uma piada falando que um nome irado seria The Cheddars.

Vocês são de Teresópolis, mas fazem shows regularmente no Rio de Janeiro. Afinal, onde é melhor tocar?

A primeira vez que eu fiz um show no Rio foi uma surpresa. As pessoas conheciam os covers que nós tocamos, se interessaram mais nas músicas próprias, fizeram mais elogios depois…Ok, resumo? Em Teresópolis, a gente toca pra amigos, no Rio, a gente toca pra quem curte a mesma coisa que a gente curte.

As letras das músicas são baseadas em que?

Geralmente fazemos as letras das músicas baseadas no cotidiano, em relações amorosas…Eu acho uma coisa muito difícil falar sobre amor sem parecer idiota nas letras. Eu prefiro falar sobre o cotidiano mesmo…quando falo sobre amor dá merda. Eu invejo/louvo o Rodrigo Amarante e o Marcelo Camelo [ex-Los Hermanos] por causa disso. Tem música que eu escrevo que quer dizer muita coisa, tem várias interpretações. Tem música que apenas não quer dizer nada. Não cheguei ainda ao ponto do vocalista do Interpol que se encheu de escrever letras e fez músicas com palavras aleatórias…quem sabe um dia?

Como rola o processo de composição?

Eu faço o instrumental, depois melodia vocal, depois as letras. Daí eu mostro pra banda e a gente faz o arranjo no estúdio mesmo. O problema é que nem sempre as letras vêm com tanta facilidade. Nesse caso, eu vou pro estúdio na hora do arranjo e canto: “nananana”, “lálálálá”…

Qual é a reação do publico ao ouvir suas versões dos sucessos do Muse?

No show? Alguns olham, alguns balançam a cabeça, alguns dançam um pouquinho. Na internet? A maioria procura alguma coisa pra criticar. Pessoalmente? Ouço altos elogios, mesmo. As pessoas, em geral, costumam se surpreender positivamente, o que me agrada bastante. Fora o fato de ser minha banda preferida, comecei a cantar por causa de Muse mesmo.

Vamos falar o futuro: Existe alguma previsão para lançamento de CD? Formato físico ou digital?

Existe uma previsão mais precisa e concreta do que esperávamos: Vamos entrar no estúdio em fevereiro pra começar a gravar nosso cd. Não faço idéia de quanto tempo vamos levar, ainda há muita coisa pra ser produzida e arranjos a fazer. Faremos uma pequena prensagem de 500, 1000 cópias e vamos ver no que dá.

Vocês disponibilizariam todas as suas faixas de graça na internet?

Ainda não sabemos como faremos isso. Há muitas questões de publicidade envolvidas nesse processo. As que gravamos, estão no myspace. Depois que lançarmos o CD, provavelmente colocaremos na internet, porém, possivelmente não para download.

Além de lançar o CD, quais são os objetivos para esse ano?

Fazer um clipe, lançar na MTV. Ir pra Globo, mas não pro Faustão e sim pro Jô Soares. Fazer turnê mundial e ganhar rios de dinheiro. Hum…Acho que pra esse ano, é só!

Autor: Alex Correa

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6 Comentários so far
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gostei.
tem futuro!

Comentário por Alice Moraes

não botou uma curiosidade..
o Bruno, vocalista e meu namorado (pxiiiit), não gosta muito de cheddar.. só de cheddar McMelt.. e às vezes só..
:P

Ficou ótima a entrevista.. mas eu esperava mais planos pra esse ano.. tsctsc

:**

Comentário por Ana Talbot

hahahahaha
esqueci da curiosidade.

né? eles não tem muitos objetivos.
isso que eu gosto de ver, bandas modestas!

é isso ae o/

Comentário por alex correa

gostei!

os cover de muse são fodões!!

Comentário por marcal

só tem muleque baum!

=]

abraço, sou fã!

Comentário por Diogo

[…] do fornô o EP Supersônico, do meu conterrâneo The Cheddars. Dando sequência ao trabalho que trouxe a banda ao Move That Jukebox! pela primeira vez, Supersônico (que, pelo nome, logo nos remete ao single de estréia do Oasis) aparece com […]

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